Estaleiros navais de Viana estão capacitados para servirem a Marinha
Os West Sea -Estaleiros Navais procederam ontem à flutuação do terceiro navio-patrulha oceânica da Marinha Portuguesa.A cerimónia contou com a presença do
Os West Sea -Estaleiros Navais procederam ontem à flutuação do terceiro navio-patrulha oceânica da Marinha Portuguesa.
A cerimónia contou com a presença do ministro da Defesa Nacional, Azeredo Lopes, e da ministra do Mar, Ana Paula Vitorino.
O responsável pela pasta da Defesa Nacional aproveitou a ocasião para anunciar que “muito em breve a Marinha estará dotada de mais dois navios-patrulha oceânicos já em 2018”.
Azeredo Lopes destacou ainda o cumprimento dos prazos estipulados para a construção do navio. “Para isso contribuiu, e muito, a competência técnica da Marinha, e a circunstância de não haver alterações contratuais, de haver um prazo e um planeamento de execução que foi religiosamente cumprido, aliás com um ganho de alguns dias em relação àquilo que estava aparentemente previsto”, frisou o governante.
Uma situação que, de acordo com Azeredo Lopes, significa que a indústria naval portuguesa está preparada para “participar no esforço de investimento e de capacitação das Forças Armadas. No caso concreto, tem a capacidade de construir um modelo de navio que possa ser utilizado, não só pela Marinha Portuguesa, mas que possa ser exportado”.
O ministro da Defesa Nacional alegou ainda que a “capacitação da Marinha faz parte das opções estratégicas do Estado Português”.
Antes da flutuação o ministro da Defesa Nacional participou num encontro à porta fechada, com a administração dos West Sea - Estaleiros Navais (onde ficoua conhecer os projectos de construção dos navios-patrulha oceânica e assistiu à assinatura de protocolos entre a di
recção Geral da Autoridade Marítima (DgAM) e a Direcção -Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos (DgRN)
Estes acordos vão permitir alocar meios da DgRN a organizações responsáveis pela inspecção e certificação de navios.
A assinatura dos protocolos foi vista pelo ministro da Defesa Nacional como um bom exemplo de cooperação institucional. “Temos duas entidades que falam, e carecendo uma de algo, a outra disponibiliza e se articulam e realizam o fim público, Conseguimos, de forma simples, aproveitar e coordenar competências”, disse Azeredo Lopes.
Uma opinião partilhada pela ministra do Mar, Ana Paula Vitorino. “Este protocolo prima, acima de tudo, pela humildade institucional a bem da defesa do interesse público. Há uma entidade que tem a humildade de dizer: nós não temos técnicos em quantidade suficiente para, em tempo útil suprir obrigaçoes do Estado bandeira e a outra identidade diz que temos técnicos que podem prestar esse serviço público e honrar as obrigações nacionais face ao enquadramento internacional”, assegurou a ministra do Mar.
Em Portugal existem cerca de 500 navios classificados pelas diferentes organizações de vistorias.
Ana Paula Vitorino anunciou ainda que a reforma legislativa que está a ser preparada pelo Governo tem como objectivo “libertar recursos para actividades mais nobre e necessárias”.
Além da certificação de navios há também técnicos da DgAM (que está sob tutela do Ministério do Mar) que estão a colaborar com o Ministério da Defesa Nacional na área do controle das pescas, salientou Ana Vitorino,
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