Violência até quando?

Continuo sem perceber, efectivamente, qual o motivo dos confrontos entre adeptos nos estádios. E o porquê de as sanções e medidas não serem colocadas em prática de forma útil e atempadamente, para que se evitem situações lamentáveis - já sem qualquer possibilidade de classificação - como as que repetidamente assistimos em torno de um jogo de futebol. Como ontem se viu no Estádio 1.º de Maio, durante o jogo do Sp. Braga B e Sporting B.

A actuação do corpo de intervenção evitou males maiores, mas não impediu o arremesso de pedras do exterior do estádio para a bancada onde se encontrava a claque leonina e cenas graves já na zona de acesso aos sócios arsenalistas. Grande parte deles, pelos menos aqueles que vi, bracarenses ou simpatizantes do Sp. Braga. Simplesmente, lamentável que haja pessoas que apenas vão aos estádios para incendiar a confusão. Porque realmente é um facto.

Num recente fórum de desporto, em Guimarães, o treinador Carlos Carvalhal alertava para isso mesmo, para a existência de pessoas que apenas integram as claques para arranjar confusão. Concordo. A crise, falta de dinheiro, de emprego e o caos social instalado no país não ajudam. Mas o sentimento de descontentamento social não pode ser expresso através da violência. As claques dão vida ao futebol, é certo. Mas até que ponto?


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