Câmara de Famalicão reedita Prémio de Arquitectura Januário Godinho no próximo ano

Miguel Viana ·

A Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão vai re-editar, no próximo ano, o Prémio de Arquitectura Januário Godinho. O anúncio foi feito durante a sessão de abertura do colóquio ‘Marcas de Modernidade’, que ontem decorreu na sala de reuniões da Assembleia Municipal de Vila Nova de Famalicão.

O prémio constitui, no entender do presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Paulo Cunha, uma homenagem a um dos maiores arquitectos da actualidade. “Januário Godinho está ligado a uma intervenção arquitectónica interessante no concelho. Além dos Paços do Concelho há muitos outros edifícios, sobretudo em Requião e Louro. É um autor que tem um peso grande na arquitectura contemporânea do concelho. É um exemplo do que de melhor temos”, afirmou Paulo Cunha.

O autarca famalicense acrescentou que o prémio teve uma primeira edição há sete anos, mas teve de ser reformulado para que pudesse ser alargado a arquitectos e promotores das obras de remodelação. “Em 2009, com a entrada em vigor do regime jurídico que obrigava a que só os arquitectos pudessem subscrever os projectos de arquitectura, o prémio perdeu continuidade. Pela forma como o relançamos, o prémio tem dois destinos: por um lado, o promotor e por outro lado a equipa do projecto. Valoriza não só a pessoa que é proprietária do edifício que está a ser restaurado ou reconstruído, como a equipa de projectistas que está a executar esse trabalho”, explicou Paulo Cunha.

O prémio tem carácter bi-anual e atribui uma compensação de sete mil euros (dois mil para o promotor ou promotores do projecto, e cinco mil para os projectistas).
Os trabalhos serão avaliados por um júri composto por representantes de várias entidades.
O prazo de entrega de candidaturas termina a 11 de Junho do próximo ano, sendo que os resultados são conhecidos na primeira semana de Outubro.
Sobre o encontro, Paulo Cunha revelou que “a melhor forma de valorizar o património é conhecê-lo e que vai servir “para trazer dimensão crítica” ao que é necessário fazer no futuro, em termos de arquitectura.

A directora do Centro de Estudos Arnaldo Araújo, Maria Helena Maia, frisou que esta é a primeira iniciativa feita em conjunto com a autarquia famalicense, e destacou que o encontro tem como finalidade a partilha de conhecimentos e a divulgação do património. “Nós trabalhamos a arquitectura moderna há muitos anos e tentamos, com regularidade, transmitir às outras pessoas aquilo que nós vamos trabalhando. Paralelamente há um outro aspecto que é chamar a atenção para uma série de obras e começar a tornar mais conhecido e mais acessível às pessoas a arquitectura que as rodeia”, explicou Maria Helena Maia. O evento juntou vários especialistas em representação de diversas entidades.

← Voltar às notícias