Felizes coincidências ou pessoas fantásticas?
Quando a nossa pátria está dependente de uma lesão muscular da coxa esquerda, agravada por tendinose rotuliana, agrava-se a possibilidade de triunfo da indiferença em tantas vidas, incluindo a nossa. Mas, cada um de nós pode mudar o mundo dos outros e hoje partilhamos uma dupla prova desta verdade.
No primeiro caso, o vencedor do prémio do Euromilhões no valor de 72 milhões de euros, em Fevereiro, vai doar dois terços do montante a associações solidárias de França. Mantendo sempre o anonimato, o homem faz questão de distribuir 50 milhões de euros daquele que é um dos maiores valores alguma vez conquistado.
Trata-se de um homem com cerca de 50 anos de idade, sem filhos, com uma forte ‘fibra solidária’. Apesar da oferta, o “generoso doador anónimo” pretende seguir com “atenção o que irá acontecer com os fundos”.
O mais bonito desta notícia, é a nota de rodapé, no último parágrafo: não é a primeira vez que um francês vencedor do Euromi-lhões se associa a acções de solidariedade.
O detentor do recorde do prémio — 169 milhões de euros —, em Novembro de 2012, criou uma fundação de caridade.
A segunda história é ainda mais bonita e enternecedora e alude a uma professora americana que, ao doar um rim a uma das suas alunas, curou-se, involuntariamente
, a si própria, da doença que sofria.
A história do gesto de solidariedade que resultou, de forma inu-sitada, na cura destas duas norte-americanas, está a comover o mundo.
A dadora, Cindy Santos, foi nomeada para substituir uma aula de uma turma onde uma menina de cinco anos requeria especial atenção. A aluna Katelyn Ernst, era portadora de uma doença rara que acelera a destruição dos glóbulos vermelhos no sangue, ento-pindo o sistema de filtragem dos rins.
Enquanto aguardava pelo dador que lhe pudesse salvar a vida e doar um rim, a menina era submetida a 10 horas diárias de hemodiálise. O sofrimento levou a família a criar uma página de apoio no Facebook.
Um dia, a foto da menina surgiu no 'feed' do Facebook de Cindy, onde era contada a sua história e a professora não pensou duas vezes e inscreveu-se como possível dadora. As hipóteses de corresponder ao dador específico era de apenas uma em cada oito.
Durante os exames pré-operatórios, a professora descobre que sofria de uma doença rara, responsável pelas fortes dores de estômago que sentia.Uma forma de tratamento passava, precisamente, pela remoção de um dos rins.
A cirurgia de transplante revelou-se a cura para Cindy e Katelyn. Há coincidências felizes não há? Há. E por que há? Porque existem também pessoas fantásticas.