Promessas levam devotos à romaria de Santo Amaro

Teresa M. Costa ·

Há 38 anos que Manuel Eirinha, residente em Cabreiros, não falha uma romaria de Santo Amaro, em Vimieiro, e ontem não foi excepção. A devoção surgiu desde o namoro, já que a esposa paralisou de uma perna e de um braço, quando era criança e a mãe desta ‘agarrou-se’ a Santo Amaro - advogado dos ossos - e nem a cura interrompeu a promessa que continua a cumprir, todos os anos. “Quando era pequena, vinha com a mãe, a pé de Cabreiros até Vimieiro” relata.

Ontem, o casal trouxe a neta de dois anos e com ela cumpriu as três voltas à igreja carregando uma perna e um braço em cera.

A tradição também há-de passar de geração se depender dos pais da pequena Clara, de apenas quatro meses, que ontem também participaram na romaria.

A mãe conta que chegou a viver junto à igreja paroquial e desde pequenina que se lembra desta romaria e continua a gostar “da banda filarmónica, da missa que enche sempre o templo de pessoas que têm muita devoção e dos cheiros típicos de uma festa de Inverno como os doces e as castanhas”.

Em dias de trabalho, é mais difícil vir no dia da romaria, por isso aproveitou a licença de maternidade. “Farei questão de passar à Clara estas tradições”.

Para cerca de uma dezena de idosos do Centro Social e Paroquial de Aveleda, o dia de Santo Amaro também é de festa e de cumprir promessas. Lucinda Aguiar, de Aveleda, partiu o pé após uma queda e tem fé que Santo Amaro a ajude a melhorar.

De Celeirós, Maria da Conceição da Cruz, de 75 anos, já vinha à romaria de Vimieiro antes de entrar para o lar e desde que partiu um braço ainda tem mais fé e ontem cumpriu a promessa da esmola e das três voltas à igreja com um braço de cera.

Com 92 anos, Armanda Ferreira, de Celeirós, também gosta de vir, todos os anos, ao Santo Amaro, mas este mês, os utentes do Centro Paroquial de Aveleda prometem “correr’ todos os santos das redondezas, uma forma de passar um dia diferente.

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