Cidadãos de dez nacionalidades aprenderam Português na UMinho

José Paulo Silva ·

Quase metade dos 40 alunos que ontem terminaram o 26.º Curso de Verão de Português Língua Estrangeira (PEL) do Babelium - Centro de Línguas do Instituto de Letras e Ciências Humanas da Universidade do Minho são chineses ou macaenses. A apetência de cidadãos de origem chinesa pela aprendizagem da Língua Portuguesa é justificada pelo coordenador do PLE, Henrique Barroso, por razões profissionais.

“Os países de expressão portuguesas, nomeadamente Angola e Brasil, dão muitas hipóteses de trabalho a chineses”, afirmou aquele docente da Universidade do Minho ao ‘Correio do Minho’, à margem da entrega de certificados aos 40 alunos que concluiram o 26.º Curso PLE, explicando os motivos que levaram a maioria dos 14 cidadãos chineses e três macaenses a procurarem a formação proporcionada pelo Babelium.

Alunos de dez nacionalidades participaram na edição deste Verão do curso PLE, acreditando Henrique Barroso que os candidatos chineses e macaenses tenderão a aumentar nos próximos anos.

Apesar da prevalência de asiáticos, o grupo que agora concluiu mais um curso intensivo de quatro semanas para iniciação e aperfeiçoamento do Português é diversificado, incluindo candidatos a estudar na Universidade do Minho, alunos que estudam a língua lusa nos seus países de origem e até pessoas que pretendem saber falar e escrever Português motivados por relacionamentos pessoais.
O coordenador do curso PLE considera que este “é um projecto de ensino consolidado que será reforçado nos próximos anos”.

Alexander, 14 anos, a viver há cerca de um ano em Braga, foi o mais novo dos que receberam ontem o certificado de PLE atribuído pelo Babelium. O jovem russo confessou que a aprendizagem adquirida no último mês “foi muito importante”, já que a partir de agora vai passar “a viver com conforto” na cidade onde espera estar com a família pelo menos mais um ano.

Pedro Sang Lee foi um dos macaenses que concluiu o curso PLE. O aluno com mais idade desta 26ª edição declarou que “ficou muito mais novo” com o contacto com os colegas e com uma “equipa de professores muito jovem”.

Pedro adiantou que o curso que “nunca tinha pensado fazer” foi “um sucesso para todos”.
Para além da equipa de professores do Instituto de Letras e Ciências Humanas da Universidade do Minho, o 26.º curso de PLE contou com a colaboração de estudantes do Erasmus Student Network Minho - ESN Minho, que acompanharam e apoiaram os participantes que, para além da China e Macau, vieram de origens tão diversas como o Reino Unido, Bélgica, Suiça, Itália, Estados Unidos da América ou Nigéria.

A aproximação à cultura portuguesa fez-se com visitas guiadas a sítios de interesse patrimonial e natural. O Parque Nacional da Peneda Gerês foi um dos locais visitados pelas quatro dezenas de estrangeiros ontem nomeados “os mais importantes embaixadores da Língua Portuguesa no Mundo”.

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