Alunos de Maximinos motivados para inserção no mercado de trabalho

Isabel Vilhena ·

João Correia, João Silva, Hugo Vaz e Mariza Soutelo são alunos do 12º ano do curso profissional de Informática de Gestão, na Escola Secundária de Maximinos, e em comum têm a vontade de aprender mais sobre o mercado de trabalho. Estes alunos são finalistas e vão fazer formação em contexto de trabalho, a partir de Fevereiro do próximo ano.

E para ajudá-los nesta missão de capacitação para o trabalho, a delegação de Braga da Oikos - Cooperação de Desenvolvimento está a desenvolver o projecto (IN)EET que visa dotá-los de competências específicas fundamentais à sua inserção profissional. Para Fernanda Guimarães professora da disciplina da área de integração, onde se insere este projecto, estas sessões têm sido muito produtivas, com efeitos muito positivos nos jovens estudantes, muitos deles com baixa auto-estima.

“São sessões mais no âmbito da psicologia em que eles aprendem a conhecer-se a eles próprios e a definirem o seu lugar em termos de equipa de trabalho, no contexto de empresa”, explicou Fernanda Guimarães, assinalando que estas sessões têm contribuído para um melhor relacionamento entre eles. “Esta turma já vem do 10º ano, onde existiam alguns conflitos e rivalidades em determinados grupos. Apesar de terem crescido, estas aulas têm melhorado bastante as relações inter-pessoais”.

O ‘Correio do Minho’ (CM) falou com alguns alunos que confirmam a receptividade do projecto da OIkos junto dos jovens estudantes. João Correia, tem 17 anos, confessou que “os resultados só se irão ver a longo prazo porque para já os conselhos práticos que estamos a receber não surtem efeito no presente, será quando tivermos mais próximos do mercado de trabalho”.
O colega da mesma idade, João Silva, gostaria que estas ferramentas deveriam ter uma aplicação prática imediata. “Ensinam-nos isto que é bom, mas devíamos tentar aplicar logo na prática. São técnicas importantes que nos vão ajudar a gerir a nossa vida”. João Silva assinalou também que o “auto-conhecimento, a promoção da auto-estima e do pensamento positivo veio melhorar o relacionamento com os colegas, tenho menos problemas com eles”.

Hugo Vaz, de 18 anos, contou ao ‘CM’ que as técnicas de integração socio-profissional permite um maior conhecimento sobre o mundo do trabalho”, sublinhando a melhoria do auto-conhecimento que leva a um melhor relacionamento com os outros. Também Mariza Soutelo, 17 anos, destaca a utilidade destas sessões. “É bom para o nosso futuro e para o nosso mundo de trabalho. Um dia mais tarde quando sairmos do curso e quem não quiser seguir para a universidade pode tentar integrar-se no mercado laboral”.
Todas as semanas durante uma hora e meia na aula da área de integração, Marcia Enes, técnica de desenvolvimento psico-social na Oikos, utiliza uma metodologia coaching, onde desenvolve várias áreas, como o auto-conhecimento, promoção da auto-estima e do pensamento positivo e avaliação de competências pessoais e profissionais.

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