Portugueses merecem melhores governantes
O povo que saiu à rua no Sábado deu a todos nós a demonstração clara de que os nossos governantes não merecem a nação que somos.
Mas há mais exemplos dessa superior qualidade portuguesa que apenas faz notável a inferioridade da classe política que nos tem governado.
Por exemplo, Portugal é o país com mais treinadores na fase de grupos das taças europeias de futebol, numa supremacia construída com cinco técnicos na Liga dos Campeões e seis na Liga Europa, para um total de 11.
José Mourinho (Real Madrid), Vítor Pereira (FC Porto), Jorge Jesus (Benfica), José Peseiro (Sporting de Braga) e Leonardo Jardim (Olympiacos) são os que dão mais nome ao país, numa Liga “milionária” em que os lusos são suplantados apenas pelos seis treinadores de Itália.
Na Liga Europa, Sá Pinto (Sporting), Pedro Martins (Marítimo), Pedro Emanuel (Académica) e os “emigrantes” André Villas-Boas (Tottenham), Jesualdo Ferreira (Panathinaikos) e Paulo Sousa (Videoton) são os representantes portugueses.
Os 11 treinadores portugueses não têm paralelo e só a Itália se aproxima, com nove. A Espanha, campeã da Europa e do Mundo, detentora da Liga Europa e da Supertaça Europeia, e com dois dos quatro semi-finalistas da última “Champions”, tem apenas quatro técnicos nas provas da UEFA.
Portugal, que tem as suas seis equipas comandadas por outros tantos técnicos nacionais, também lidera nas “expo
rtações”, com cinco treinadores, mas “apenas” dois na Liga dos Campeões, competição em que se destaca a Itália, com quatro técnicos em equipas forasteiras.
OUtro exemplo é dado pela Faculdade de Ciências Económicas e Empresariais da Universidade Católica: é a quarta escola com mais taxa de empregabilidade dos alunos de mestrado, revela o Financial Times.
A Católica Lisbon School of Business & Economics, como também é conhecida, é a única escola portuguesa entre as dez a nível mundial com um índice de empregabilidade de 100 por cento, nos primeiros três meses após a conclusão do curso.
Mais um exemplo: é uma empresa portuguesa especializada no fabrico de cadeiras em madeira, a Fenabel, que conquistou o primeiro prémio de mobiliário infantil num dos maiores eventos mundiais do sector, o 'China Furniture 2012', em Xangai.
O galardão em causa, atribuído no âmbito de um evento em que participaram cerca de 3.000 expositores de 10 países, distinguiu a mais recente colecção de cadeiras para infantários da marca portuguesa.
A Fenabel, sedeada em Paredes, exporta cerca de 60% da sua produção, sobretudo para França e Holanda, sendo que os seus principais clientes são hotéis, restaurantes, infantários, escolares e lares para a terceira idade.
São apenas três, entre muitos exemplos já trazidos aqui, de que os nossos governantes não merecem o país, o povo, as empresas desta recanto europeu.