Famalicão quer sã convivência entre carros e bicicletas
No dia em que assinalou o Dia Europeu Sem Carros, no âmbito da Semana Europeia da Mobilidade, Famalicão apresentou o projecto da Rede Ciclável Urbana, na Escola Secundária D. Sancho I.
Sensibilizar os famalicenses, sobretudo os mais jovens, para esta nova abordagem do espaço público, das faixas de rodagem, tradicionalmente destinadas aos automóveis, é um dos objectivos subjacentes a esta estratégia da rede ciclável do concelho de Famalicão.
“O facto de termos apresentado esta estratégia numa escola tem esse significado. É o tempo e o espaço certo para a aprendizagem, para a formação da personalidade e para a aquisição de novos conhecimentos”, explicou Paulo Cunha, presidente da câmara de Famalicão, deixando uma provocação aos alunos para que sejam os embaixadores do projecto, levando a mensagem a todos no modo de actuar na estrada.
Paulo Cunha acrescentou que “essa disseminação pelo concelho vai acontecer em simultâneo com a obra física que aguarda autorização da Autoridade Nacional da Segurança Rodoviária, o que deverá acontecer dentro de duas, três semanas, num investimento na ordem dos 200 mil euros”.
A apresentação coube ao autor do projecto, o professor universitário e especialista na área do Planeamento e Mobilidade, António Babo. A rede ciclável urbana contempla três fases de intervenção prioritárias com diferentes perfis. Assim, o primeiro eixo central compreende a ligação entre o Parque 1.º de Maio e o Parque da Devesa e permitirá que neste percurso entre a Avenida 25 de Abril e a Avenida Brasil, o uso da bicicleta seja frequente.
A segunda linha denominada ‘Ciclovia Escolas’ pensada para ligar a porta das escolas. Na estratégia surge uma terceira ‘Ciclovia Verde’ que constitui uma espécie de anel à parte mais central da cidade, que vai partir da antiga linha ferroviária que ligava Famalicão à Póvoa de Varzim, que está transformada em ecopista.
Ao todo são 20 km de ciclovias intra-urbanas, com seis linhas principais, que partem do centro para a periferia, permitindo que as pessoas que moram em zonas mais periféricas da cidade possam aceder ao centro de bicicleta, em vez de fazê-lo de automóvel.
Há exemplos de cidades que conseguem 25 a 30 por cento das deslocações diárias em bicicleta e mais de metade desses utilizadores são mulheres. Porém, o cidadão, especialmente em cidades com muito fluxo de carros, ainda tem receio de utilizá-las, devido à vulnerabilidade dos ciclistas no trânsito.
E nesse sentido, Paulo Cunha alerta que “acima de tudo o que está em causa é uma verdadeira revolução. Eu atrevo-me a dizer que a colocação da bicicleta na via é uma forma de dar segurança à circulação porque os carros vão ter que circular a velocidades mais moderadas, protegendo desse modo os peões”, esclarecendo que a criação da rede não impede outras medidas de combate à sinistralidade rodoviária, designadamente a colocação de radares nas ruas da cidade.
Sensibilizar os famalicenses, sobretudo os mais jovens, para esta nova abordagem do espaço público, das faixas de rodagem, tradicionalmente destinadas aos automóveis, é um dos objectivos subjacentes a esta estratégia da rede ciclável do concelho de Famalicão.
“O facto de termos apresentado esta estratégia numa escola tem esse significado. É o tempo e o espaço certo para a aprendizagem, para a formação da personalidade e para a aquisição de novos conhecimentos”, explicou Paulo Cunha, presidente da câmara de Famalicão, deixando uma provocação aos alunos para que sejam os embaixadores do projecto, levando a mensagem a todos no modo de actuar na estrada.
Paulo Cunha acrescentou que “essa disseminação pelo concelho vai acontecer em simultâneo com a obra física que aguarda autorização da Autoridade Nacional da Segurança Rodoviária, o que deverá acontecer dentro de duas, três semanas, num investimento na ordem dos 200 mil euros”.
A apresentação coube ao autor do projecto, o professor universitário e especialista na área do Planeamento e Mobilidade, António Babo. A rede ciclável urbana contempla três fases de intervenção prioritárias com diferentes perfis. Assim, o primeiro eixo central compreende a ligação entre o Parque 1.º de Maio e o Parque da Devesa e permitirá que neste percurso entre a Avenida 25 de Abril e a Avenida Brasil, o uso da bicicleta seja frequente.
A segunda linha denominada ‘Ciclovia Escolas’ pensada para ligar a porta das escolas. Na estratégia surge uma terceira ‘Ciclovia Verde’ que constitui uma espécie de anel à parte mais central da cidade, que vai partir da antiga linha ferroviária que ligava Famalicão à Póvoa de Varzim, que está transformada em ecopista.
Ao todo são 20 km de ciclovias intra-urbanas, com seis linhas principais, que partem do centro para a periferia, permitindo que as pessoas que moram em zonas mais periféricas da cidade possam aceder ao centro de bicicleta, em vez de fazê-lo de automóvel.
Há exemplos de cidades que conseguem 25 a 30 por cento das deslocações diárias em bicicleta e mais de metade desses utilizadores são mulheres. Porém, o cidadão, especialmente em cidades com muito fluxo de carros, ainda tem receio de utilizá-las, devido à vulnerabilidade dos ciclistas no trânsito.
E nesse sentido, Paulo Cunha alerta que “acima de tudo o que está em causa é uma verdadeira revolução. Eu atrevo-me a dizer que a colocação da bicicleta na via é uma forma de dar segurança à circulação porque os carros vão ter que circular a velocidades mais moderadas, protegendo desse modo os peões”, esclarecendo que a criação da rede não impede outras medidas de combate à sinistralidade rodoviária, designadamente a colocação de radares nas ruas da cidade.