Companhia da Música é menina dos olhos da Fundação Bomfim
Foi precisamente no ‘feminino’, com base num acto de voluntariado e com ‘um pé’ na música, que em 1993 nasceu a Fundação Bomfim de Braga. Hoje é uma das instituições mais emblemáticas da cidade, tendo-se afirmando com o trabalho desenvolvido sobretudo na área social e na área da educação, através do ensino da música. “Dar, servir e acudir às necessidades que vão surgindo e aos desafios que a própria cidade nos põe” é o grande lema desta instituição, cujo leme é dirigido pela mão de Silas Pêgo, o presidente do Conselho de Administração.
“Tudo começou a partir de uma escolinha de música - que se mantém e que é hoje a Companhia da Música, sedeada no Mercado Cultural do Carandá, e que tem actualmente 400 alunos”, recordou Silas Pêgo, apontando que a escola é neste momento um conservatório oficial.
“O Mercado Cultural do Carandá foi o ponto de partida para a fundação. Hoje a Companhia da Música tem já todas as condições de conservatório e estamos no mercado a convite da própria câmara, durante um prazo determinado e sujeito sempre a substituição, mas estamos aqui ao serviço da comunidade, tentando fazer o melhor que sabemos e que podemos”, indicou o responsável.
“O papel da música não só lúdico, mas muito mais do que isso”, frisou, apontando para a colaboração com o Agrupamento André Soares, no âmbito do ensino da música. “A música obriga naturalmente o jovem a ser disciplinado, a respeitar o seu colega de orquestra, porque verifica que o instrumento do colega ao lado embeleza o seu próprio e eu descobri o papel da música até no desenvolvimento rural. Penso que os nossos governantes ainda não se deram conta do potencial da música, que é holístico. Para nós, a música tem sido a nossa descoberta e a nossa locomotiva. A música abre portas, abre corações, torna a vida melhor”, afirmou Silas Pêgo.
“Não nos arvoramos como sendo os melhores em coisa nenhuma. Temos um respeito enorme e damos-nos muito bem com todas as instituições da cidade, que mais de 90 por cento pertencem à Igreja Católica. Mas nesta família de boa vontade dá gosto viver porque são pessoas que fazem o bem e que dão o melhor de si”.
A Fundação Bomfim é o braço social da Igreja Evangélica Baptista, cujo trabalho que foi desenvolvendo acabou por transformá-la, por arrastamento, numa IPSS (Instituição Particular de Solidariedade Social) e numa ONGD (Organização Não Governamental de Desenvolvimento), tendo como principais pilares a solidariedade e a educação.
“Pertencemos com muito prazer a um grupo alargado de instituições com base cristã, de que a nossa cidade é detentora de um famoso lote. O nosso lema é: ‘mais bem aventura coisa é dar do que receber’ - o que vem precisamente ao contrário do que se passa hoje na nossa sociedade”, referiu o Presidente do Conselho de Administração da Fundação Bomfim. “A nossa filosofia é irmos atrás do Cristo que geralmente se metia sempre nos casos mais difíceis e de maior necessidade e é isto que constitui a base da nossa filosofia: servir”.
Todo o trabalho desenvolvido pela Fundação Bomfim tem como base o voluntariado. A estrutura inclui os Conselhos Directivo, de Administração, Fiscal e Consultivo e todos os seus elementos são voluntários. Funcionando como uma IPSS, a instituição tem as valências de creche, jardim-de-infância, centro de dia e serviço de apoio domiciliário em Braga e Guimarães.
Disponibiliza ainda de dois mini-lares que acolhem bebés, crianças e jovens de famílias destruturadas.
A verdade é que a instituição não pára de crescer e a sua sede, sita na Rua da Boavista, números 152,154, está lotada. “Já fizemos este desafio à própria Câmara Municipal de Braga para que quando nos quiser utilizar, bem como à nossa experiência adquirida, noutra área da cidade, estamos totalmente disponíveis”, indicou Silas Pêgo, referindo que a Fundação Bomfim tem inúmeros projectos a curto, médio e longo prazo, mas que estes dependem sempre “daquilo que a cidade quiser” e das “oportunidades de financiamento também”.
“Tenho na minha secretária vários projectos, pois temos que estar preparados para não sermos muito surpreendidos com os desafios futuros, para sempre que surgir uma oportunidade de concorrermos a um financiamento, estejamos prontos”, adiantou o responsável da Fundação Bomfim que, para brevemente, gostaria de ver remodelados e ampliados os serviços de cozinha e de centro de dia.
Em termos de intervenções, já no próximo mês de Maio, uma equipa de voluntários irlandeses vai ajudar a pintar a sede da Fundação Bomfim. Uma ajuda que é muito bem bem-vinda.
Braga vai receber ‘Serve The City’
A cidade de Braga prepara-se neste momento para receber outro dos projectos de grande sucesso da Fundação Bomfim: o ‘Serve The City’. O grande objectivo deste projecto é “dar afectos” aos sem-abrigo.
Foi em Braga que o projecto ‘Serve The City’ nasceu, com um dos voluntários da Fundação Bomfim no Bairro das Andorinhas. “Concorremos a um projecto da União Europeia e ganhámos esse projecto para os sem-abrigo de Lisboa, através de um protocolo com a Câmara Municipal de Lisboa, que chegou a ganhar inclusivamente o Prémio Nacional de Voluntariado”, referiu Silas Pêgo, presidente da Fundação Bomfim, indicando que “o projecto acabou por ser um filho que incubámos e que atingiu a sua maturidade, sendo hoje a Associação Serve The City Portugal”, contando com o apoio de oito mil voluntários ‘alfacinhas’.
Como em Lisboa o projecto já se tornou sustentável, pretende-se agora implementá-lo em Braga, mas em estreita colaboração com as outras instituições da cidade que já trabalham com o público-alvo dos sem-abrigo.
“Para já, vamos tentar uma réplica do projecto ‘Serve The City’, mas em ponto pequeno. Sabemos que aqui em Braga os sem-abrigo têm tido um apoio extraordinário da Cruz Vermelha Portuguesa e nós não estamos aqui para substituir ninguém, estamos aqui para colaborar e terá que ser uma coisa em colaboração com as estruturas já existentes. Aliás, este projecto não se destina por princípio a dar de comer às pessoas - isso há uma multiplicidade de organizações que fazem esse trabalho - este projecto tenta de certo modo ‘vender afectos’. Por exemplo, no nosso projecto em Lisboa, promovíamos jantares para os sem-abrigo, que levam apenas à entrada uma senha com o seu primeiro nome e tentamos misturar os sem-abrigo com os voluntários da cidade que vêm para conversar com eles. O programa é tão simples quanto isto: conversar e dar dignidade às pessoas. A adesão das grandes empresas é tão boa que às vezes temos até um CEO de uma empresa de Lisboa a jantar ao lado de um sem-abrigo e todos a tratarem-se pelo seu primeiro nome”.
O Orçamento da Fundação Bomfim varia mas anda próximo dois milhões de euros anu-ais, tendo como base acordos com os Ministérios da Segurança Social e da Educação. Mas a fundação tem tido também projectos a nível internacional, tendo trabalhado em Angola como ONGD (Organização Não Governamental de Desenvolvimento) e prepara-se agora para avançar com o ensino da música em S. Tomé e Príncipe. “As coisas estão bem encaminhadas. Não temos dinheiro para as viagens e para o projecto, mas à semelhança de outras instituições procuramos sempre parcerias para levar a cabo os nossos projectos como é o caso da câmara de Braga, do Hospital, da Universidade do Minho e de uma multiplicidade de outras instituições”.
“Tudo começou a partir de uma escolinha de música - que se mantém e que é hoje a Companhia da Música, sedeada no Mercado Cultural do Carandá, e que tem actualmente 400 alunos”, recordou Silas Pêgo, apontando que a escola é neste momento um conservatório oficial.
“O Mercado Cultural do Carandá foi o ponto de partida para a fundação. Hoje a Companhia da Música tem já todas as condições de conservatório e estamos no mercado a convite da própria câmara, durante um prazo determinado e sujeito sempre a substituição, mas estamos aqui ao serviço da comunidade, tentando fazer o melhor que sabemos e que podemos”, indicou o responsável.
“O papel da música não só lúdico, mas muito mais do que isso”, frisou, apontando para a colaboração com o Agrupamento André Soares, no âmbito do ensino da música. “A música obriga naturalmente o jovem a ser disciplinado, a respeitar o seu colega de orquestra, porque verifica que o instrumento do colega ao lado embeleza o seu próprio e eu descobri o papel da música até no desenvolvimento rural. Penso que os nossos governantes ainda não se deram conta do potencial da música, que é holístico. Para nós, a música tem sido a nossa descoberta e a nossa locomotiva. A música abre portas, abre corações, torna a vida melhor”, afirmou Silas Pêgo.
“Não nos arvoramos como sendo os melhores em coisa nenhuma. Temos um respeito enorme e damos-nos muito bem com todas as instituições da cidade, que mais de 90 por cento pertencem à Igreja Católica. Mas nesta família de boa vontade dá gosto viver porque são pessoas que fazem o bem e que dão o melhor de si”.
A Fundação Bomfim é o braço social da Igreja Evangélica Baptista, cujo trabalho que foi desenvolvendo acabou por transformá-la, por arrastamento, numa IPSS (Instituição Particular de Solidariedade Social) e numa ONGD (Organização Não Governamental de Desenvolvimento), tendo como principais pilares a solidariedade e a educação.
“Pertencemos com muito prazer a um grupo alargado de instituições com base cristã, de que a nossa cidade é detentora de um famoso lote. O nosso lema é: ‘mais bem aventura coisa é dar do que receber’ - o que vem precisamente ao contrário do que se passa hoje na nossa sociedade”, referiu o Presidente do Conselho de Administração da Fundação Bomfim. “A nossa filosofia é irmos atrás do Cristo que geralmente se metia sempre nos casos mais difíceis e de maior necessidade e é isto que constitui a base da nossa filosofia: servir”.
Todo o trabalho desenvolvido pela Fundação Bomfim tem como base o voluntariado. A estrutura inclui os Conselhos Directivo, de Administração, Fiscal e Consultivo e todos os seus elementos são voluntários. Funcionando como uma IPSS, a instituição tem as valências de creche, jardim-de-infância, centro de dia e serviço de apoio domiciliário em Braga e Guimarães.
Disponibiliza ainda de dois mini-lares que acolhem bebés, crianças e jovens de famílias destruturadas.
A verdade é que a instituição não pára de crescer e a sua sede, sita na Rua da Boavista, números 152,154, está lotada. “Já fizemos este desafio à própria Câmara Municipal de Braga para que quando nos quiser utilizar, bem como à nossa experiência adquirida, noutra área da cidade, estamos totalmente disponíveis”, indicou Silas Pêgo, referindo que a Fundação Bomfim tem inúmeros projectos a curto, médio e longo prazo, mas que estes dependem sempre “daquilo que a cidade quiser” e das “oportunidades de financiamento também”.
“Tenho na minha secretária vários projectos, pois temos que estar preparados para não sermos muito surpreendidos com os desafios futuros, para sempre que surgir uma oportunidade de concorrermos a um financiamento, estejamos prontos”, adiantou o responsável da Fundação Bomfim que, para brevemente, gostaria de ver remodelados e ampliados os serviços de cozinha e de centro de dia.
Em termos de intervenções, já no próximo mês de Maio, uma equipa de voluntários irlandeses vai ajudar a pintar a sede da Fundação Bomfim. Uma ajuda que é muito bem bem-vinda.
Braga vai receber ‘Serve The City’
A cidade de Braga prepara-se neste momento para receber outro dos projectos de grande sucesso da Fundação Bomfim: o ‘Serve The City’. O grande objectivo deste projecto é “dar afectos” aos sem-abrigo.
Foi em Braga que o projecto ‘Serve The City’ nasceu, com um dos voluntários da Fundação Bomfim no Bairro das Andorinhas. “Concorremos a um projecto da União Europeia e ganhámos esse projecto para os sem-abrigo de Lisboa, através de um protocolo com a Câmara Municipal de Lisboa, que chegou a ganhar inclusivamente o Prémio Nacional de Voluntariado”, referiu Silas Pêgo, presidente da Fundação Bomfim, indicando que “o projecto acabou por ser um filho que incubámos e que atingiu a sua maturidade, sendo hoje a Associação Serve The City Portugal”, contando com o apoio de oito mil voluntários ‘alfacinhas’.
Como em Lisboa o projecto já se tornou sustentável, pretende-se agora implementá-lo em Braga, mas em estreita colaboração com as outras instituições da cidade que já trabalham com o público-alvo dos sem-abrigo.
“Para já, vamos tentar uma réplica do projecto ‘Serve The City’, mas em ponto pequeno. Sabemos que aqui em Braga os sem-abrigo têm tido um apoio extraordinário da Cruz Vermelha Portuguesa e nós não estamos aqui para substituir ninguém, estamos aqui para colaborar e terá que ser uma coisa em colaboração com as estruturas já existentes. Aliás, este projecto não se destina por princípio a dar de comer às pessoas - isso há uma multiplicidade de organizações que fazem esse trabalho - este projecto tenta de certo modo ‘vender afectos’. Por exemplo, no nosso projecto em Lisboa, promovíamos jantares para os sem-abrigo, que levam apenas à entrada uma senha com o seu primeiro nome e tentamos misturar os sem-abrigo com os voluntários da cidade que vêm para conversar com eles. O programa é tão simples quanto isto: conversar e dar dignidade às pessoas. A adesão das grandes empresas é tão boa que às vezes temos até um CEO de uma empresa de Lisboa a jantar ao lado de um sem-abrigo e todos a tratarem-se pelo seu primeiro nome”.
O Orçamento da Fundação Bomfim varia mas anda próximo dois milhões de euros anu-ais, tendo como base acordos com os Ministérios da Segurança Social e da Educação. Mas a fundação tem tido também projectos a nível internacional, tendo trabalhado em Angola como ONGD (Organização Não Governamental de Desenvolvimento) e prepara-se agora para avançar com o ensino da música em S. Tomé e Príncipe. “As coisas estão bem encaminhadas. Não temos dinheiro para as viagens e para o projecto, mas à semelhança de outras instituições procuramos sempre parcerias para levar a cabo os nossos projectos como é o caso da câmara de Braga, do Hospital, da Universidade do Minho e de uma multiplicidade de outras instituições”.