Ex-combatentes condecorados em parada no Regimento de Cavalaria n.º 6

Teresa M. Costa ·

Treze ex-combatentes receberam, ontem, no Regimento de Cavalaria n.º 6 (RC6), em Braga, a medalha comemorativa das campanhas que cumpriram ao serviço da nação.
As forças em parada conferiram solenidade ao momento que contou também com representantes do Núcleo de Braga da Liga dos Combatentes e com familiares e amigos dos condecorados. Para o comandante do RC6, o coronel de Cavalaria António Varregoso, “é um dever de qualquer nação reconhecer o esforço, o empenho e a dedicação dos ex-combatentes”.

O comandante do RC6 lembrou que a condecoração ontem imposta aos ex-combatentes só foi criada em 2002, mas “mais vale tarde que nunca” admitiu.
Para o coronel de Cavalaria António Varregoso, é importante reconhecer “o contributo que estes ex-combatentes deram para uma causa comum”, o que é “ainda mais importante numa época em que impera o individualismo”.

Neste contexto, o comandante da unidade sediada em Braga reconheceu a “honra de realizar a cerimónia” que ontem impôs as condecorações a 13 ex-combatentes que cumpriram campanhas em diferentes cenários e em diferentes anos.
O coronel de Cavalaria António Varregoso reconheceu que a homenagem é singela, mas enalteceu o seu “significado e simbolismo” que justificam que ela se tenha realizado no local mais nobre do quartel”.

José Vieira Santos Oliveira, de 76 anos de idade, confessou ao ‘Correio do Minho’, já de medalha ao peito, que viveu ontem “um momento importante”.
Assumindo-se como o mais velho dos 13 ex-combatentes ontem condecorados, José Vieira Santos Oliveira, residente em S. Cláudio do Barco, concelho de Guimarães, afirmou que “é uma forma de lembrar tempos antigos”.

Condecorado pela primeira vez, Domingos Parente, residente em Braga, admitiu que “não contava com isto” e elogiou a cerimónia ontem realizada no RC6, reconhecendo a importância desta homenagem que só peca por tardia.

← Voltar às notícias