Artur Soares: experiência que marca toda a sua vida
Com uma expressiva capa de Aurélio Mesquita, a editora Lugar da palavra apresentou ontem, na Biblioteca Lúcio Craveiro, em Braga, a mais recente obra de Artur Soares, com alguns textos publicados no jornal Correio do Minho, no qual colaborou durante quase uma década.
“Testemunhos da Guerra do Ultramar” tem como cenário a actividade da Companhia de Caçadores 1571 do Regimento de Tomar, entre 1964 e 1966, no Norte de Moçambique, onde, ao fim de três anos perdeu nove homens e viu 59 dos seus soldados feridos.
Artur Soares era um dos furriéis dessa companhia numa guerra feita “apenas por milicianos” — conforme acentuou na sessão de apresentação da sua obra — e fomentada por aqueles que “não têm filhos para mandar à guerra e protegem da guerra os seus mais chegados”.
Habituada a editar livros de qualidade, a editora Lugar da Palavra encontrou no panoiense Artur Soares o escritor ideal para se manter fiel ao seu lema: “dar a conhecer novos autores, numa altura em que o mercado editorial praticamente se fechou a novos talentos e, em vez disso, cada vez mais se abre à lógica do autor-futebolista-actor-de-nove-la-apresentadeiro-telegénico e afins” — como afirmou o seu fundador, João Carlos Brito. Na apresentação do livro, Costa Guimarães começou por Afirmar que estamos perante alguém que “escreve algo que valha a pena ler e fez algo acerca do qual valha a pena escrever”, sustentando que o tema interessa ainda hoje a milhões de portugueses que viram familiares seus morrer, ficar deficientes ou doentes com a Guerra do Ultramar.
Situando o assunto do livro, Costa Guimarães apresentou alguns números sobre a Guerra Colonial em Angola, Guiné e Moçambique: 8 290 mortos nas três frentes de combate.
A grande maioria dos que morreram caiu em combate, e aqui o número mais elevado registou-se em Moçambique (1481); seguem-se Angola (1306) e Guiné (1240).
A acção testemunhada no livro de Artur Soares desenrola-se no Norte de Moçambique, nos anos 1964 a 1966, e ocupa metade do livro. A outra metade é constituída por crónicas publicadas em alguns jornais, grande parte delas no Correio do Minho e que mantêm a Guerra Colonial e o seu fim como fio condutor das ideias.
Costa Guimarães definiu o autor como alguém que “aceita o conselho dos outros, mas nunca desiste da sua própria opinião. Nós sabemos qual é o seu rumo e ele assume-o com ousadia e humildade, partilhando-o com os seus leitores”.
Costa Guimarães desafiou o autor a reescrever e ampliar capítulo “O Galego”, desenvolvendo a história em forma romance, aproveitando outros elementos das outras histórias como a do Manhente e Lança granadas.
“Testemunhos da Guerra do Ultramar” tem como cenário a actividade da Companhia de Caçadores 1571 do Regimento de Tomar, entre 1964 e 1966, no Norte de Moçambique, onde, ao fim de três anos perdeu nove homens e viu 59 dos seus soldados feridos.
Artur Soares era um dos furriéis dessa companhia numa guerra feita “apenas por milicianos” — conforme acentuou na sessão de apresentação da sua obra — e fomentada por aqueles que “não têm filhos para mandar à guerra e protegem da guerra os seus mais chegados”.
Habituada a editar livros de qualidade, a editora Lugar da Palavra encontrou no panoiense Artur Soares o escritor ideal para se manter fiel ao seu lema: “dar a conhecer novos autores, numa altura em que o mercado editorial praticamente se fechou a novos talentos e, em vez disso, cada vez mais se abre à lógica do autor-futebolista-actor-de-nove-la-apresentadeiro-telegénico e afins” — como afirmou o seu fundador, João Carlos Brito. Na apresentação do livro, Costa Guimarães começou por Afirmar que estamos perante alguém que “escreve algo que valha a pena ler e fez algo acerca do qual valha a pena escrever”, sustentando que o tema interessa ainda hoje a milhões de portugueses que viram familiares seus morrer, ficar deficientes ou doentes com a Guerra do Ultramar.
Situando o assunto do livro, Costa Guimarães apresentou alguns números sobre a Guerra Colonial em Angola, Guiné e Moçambique: 8 290 mortos nas três frentes de combate.
A grande maioria dos que morreram caiu em combate, e aqui o número mais elevado registou-se em Moçambique (1481); seguem-se Angola (1306) e Guiné (1240).
A acção testemunhada no livro de Artur Soares desenrola-se no Norte de Moçambique, nos anos 1964 a 1966, e ocupa metade do livro. A outra metade é constituída por crónicas publicadas em alguns jornais, grande parte delas no Correio do Minho e que mantêm a Guerra Colonial e o seu fim como fio condutor das ideias.
Costa Guimarães definiu o autor como alguém que “aceita o conselho dos outros, mas nunca desiste da sua própria opinião. Nós sabemos qual é o seu rumo e ele assume-o com ousadia e humildade, partilhando-o com os seus leitores”.
Costa Guimarães desafiou o autor a reescrever e ampliar capítulo “O Galego”, desenvolvendo a história em forma romance, aproveitando outros elementos das outras histórias como a do Manhente e Lança granadas.