Amarelo à escolha
Imaginemos a seguinte história. Num jogo de futebol distrital, a contar para os quartos-de-final de uma Taça, o árbitro nomeado tinha uma tarefa perfeitamente simples. O jogo decorria na normalidade e não se registavam casos complicados ou situações difíceis de julgar. Até que um erro técnico crasso surgiria. Tudo normal, não fosse a tentativa de ocultação do erro por parte do trio de juízes. Ou melhor tentativa de remediar.
Imaginemos que não havia jornalistas a acompanhar o jogo. Talvez a cena lamentável, surreal e grave tivesse ficado no segredo dos deuses... A história continua. Um jogador via um cartão amarelo por uma falta que daria penálti, pouco depois via o segundo cartão por
chutar a bola sem chuteira, mas ficava em campo. Não era expulso. Erro claro. Mas a dúvida existia. Será que não tinha sido para ele o primeiro amarelo? O observador confirma que sim, afinal os jornalistas não tinham visto mal. Mesmo assim, no final do jogo, o esclarecimento necessário.
A lista de cartões apresentada pelo auxiliar para justificar a situação não dava amarelo para o tal jogador, mas para outro. Tudo normal, não tivesse esse jogador sido substituído cinco minutos antes de ter visto o suposto cartão... Nova pergunta ao trio de juízes. Nova explicação em jeito de remédio. Afinal, o tal amarelo foi para outro atleta.
Imaginemos agora que esta história passa em branco...