Mau tempo impediu a travessia da cruz pascal por barco em Fiscal

Teresa M. Costa ·

Mau tempo impediu a travessia da cruz pascal por barco em Fiscal
A chuva forte e o caudal elevado do rio impediram, ontem, a travessia da cruz pascal por barco na freguesia de Fiscal, concelho de Amares, uma tradição que costuma atrair muita gente na segunda-feira de Páscoa.
Apesar do mau tempo, houve quem se concentrasse nas duas margens do Rio Homem na expectativa de que a tradição se cumprisse.
Os Bombeiros Voluntários de Amares e a GNR, através do Posto Territorial de Amares, também marcaram presença.

O próprio pároco, o padre Joaquim Costa, que há muitos anos, ‘embarca’ nesta tradição, agradeceu a presença das cerca de duas dezenas de pessoas, explicando não haver condições para fazer a travessia de barco.
O pároco aludiu aos bons momentos já vividos à boleia de uma tradição que distingue a cruz pascal de Fiscal de todas as outras, já que os barcos são enfeitados a preceito e transportam, além dos mordomos da cruz e do pároco, a própria banda de música que acompanha o compasso.
Ontem, sob chuva, a Banda de Música de Cabreiros acompanhou o compasso pascal, cumprindo esta parte da tradição.

Recorde-se que a travessia do Rio Homem visa levar a cruz a beijar às cerca de duas dezenas de casas localizadas na outra margem.
Mesmo sem a travessia de barca, o compasso pascal cumpriu a missão de levar a cruz, porta a porta, em toda a freguesia, com paragem no Largo de Aleluia.

Manuel Moreira: “É pena porque há muita gente que vem para assistir à travessia da cruz”

O presidente da Câmara Municipal de Amares, Manuel Moreira, acompanhou ontem o compasso pascal em Fiscal e lamentou que não tenha sido possível concretizar a travessia de barco, “uma tradição muito bonita” que o município está empenhado em ajudar a preservar.
O edil amarense lamentou o ‘trabalho perdido’ de quem se empenhou na decoração dos barcos e mesmo o investimento financeiro realizado, mas salvaguardou que a segurança justificou a opção de não fazer a travessia. “É pena porque há muita gente que vem ao concelho de Amares para assistir à travessia da cruz pascal de barco”, reforçou Manuel Moreira.

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