Resultados do PISA e prova de professores

Começámos a crónica do mês outubro com os rankings das escolas, divulgados pelos diferentes órgãos de comunicação social durante esse fim de semana.
Agora, foram apresentados os resultados do PISA (Programa internacional de avaliação do nível de literacia matemática, científica e de leitura dos alunos com 15 anos). Se medir é salutar e natural, mesmo em domínios de elevada complexidade como a educação, parece-nos que se produz, também, muito ruído e crenças nos gráficos que a realidade não comporta. Tomo emprestada a expressão de um professor da UM que dizia que “não é por se medir todos os dias o porco que ele cresce mais depressa”.

A análise dos resultados do PISA e respetivos relatórios mostram uma evolução positiva alcançada pelos alunos portugueses ao longo dos últimos anos, apesar de, ainda, nos situarmos aquém da média. Como sabemos, em educação os resultados refletem as políticas definidas e implementadas alguns anos atrás e as alterações recentes têm sempre um efeito marginal sobre os resultados apurados. No entanto, não deixamos de nos espantar quando se afirma que daqui a dez anos os dados irão refletir a política atual.

Claro que daqui a dez anos, os jovens que responderão aos inquéritos serão as crianças que hoje têm 5 anos. Mas acreditamos que a forma como daqui a sete será organizado o 3.º ciclo do ensino básico será determinante nos resultados do PISA. Como educadores, não podemos aceitar um determinismo das circunstâncias, mas aceitamos o seu peso e, com as políticas certas, sabemos que melhoramos os resultados.


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