Livro de afectos e gratidões ao povo de Este S. Mamede

José Paulo Silva ·

O livro ‘Não Posso Esquecer as Margens do Rio Este’, primeira obra literária de Conceição Fernandes, foi apresentado ontem, na sede da Junta de Freguesia de Este S. Mamede. 'Livro de afectos e gratidões' foi como António Pereira definiu o pequeno volume em que “a personagem principal é o povo de Este S. Mamede”.

Perante dezenas de pessoas que encheram o auditório da Junta de Freguesia de Este S. Mamede - algumas delas personagens do próprio livro -, a autora definiu este seu primeiro livro como um retrato da sua infância e juventude, mas também “um hino a S. Mamede”.
Na visão de António Pereira, colega de curso de Conceição Fernandes na Faculdade de Filosofia de Braga, ‘Não Posso Esquecer as Margens do Rio Este’ não é uma autobiografia, mas sim um texto narrativo onde o povo de Este S. Mamede é o herói, a personagem principal.

“As personagens são pessoas de carne e osso”, adiantou António Pereira, identificando na plateia alguns dos ‘heróis” da obra de Conceição Fernandes: a professora Carminda, D. Deolinda, os pais.
O grupo de escuteiros e o Grupo Origem são duas personagens colectivas identificadas nesta obra que tem a chancela da ‘Papiro Editora’.

‘Não posso esquecer o beijo que me deste/ Foi sol a crescer lá nas margens do rio Este’, refrão de uma das cantigas do Grupo Origem de Este S. Mamede, inspirou o título de um livro que tem como dois grandes espaços a pequena localidade rural onde a autora passou a infância e as escolas Francisco Sanches e Sá de Miranda, na cidade de Braga, onde prosseguiu os estudos.

No prefácio da obra ontem apresentada, Conceição Fernandes declara: “Foi nesta simpática terra que aprendi a arranjar defesas com o povo simples”.
Ontem, na sede da Junta, declarou que “S. Mamede ainda continua a ser uma família”.

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