As matérias da identidade ou autonomia do ensino secundário não se dissociam das concepções de currículo e avaliação. Ao abordarmos os planos curriculares disponíveis no quadro do ensino secundário em Portugal, torna-se evidente uma primeira conclusão: os cursos são fechados, a permeabilidade é mínima, a alteração de percursos, por parte dos alunos, implica, quase sempre, um retardamento considerável no tempo de conclusão deste nível de ensino. Pelo que se torna pertinente interrogarmo-nos: — Faz sentido que os alunos, no final do 9º ano de escolaridade, escolham, desde logo, a profissão que vão abraçar para o resto da sua vida ou o curso do ensino superior a que se vão candidatar? — Faz sentido, atendendo ao nível etário dos alunos, proporcionar um quadro flexível de opções que permita a construção de um currículo que integre disciplinas de natureza diversa? — O país corre algum perigo se os alunos tiverem a possibilidade de associar a Matemática à História, a...
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