Adaptação às alterações climáticas exige mudança profunda de mentalidades

Alto Minho

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Miguel Viana

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“Os portugueses são sensíveis às alterações climáticas, mas não para a economia circular (baseada no uso e reaproveitamento) de produtos”. A frase foi proferida pelo ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, no decorrer do seminário ‘Alto Minho AdaPT - Plano Intermunicipal de Adaptação às Alterações Climáticas’, que juntou várias instituições, ontem à tarde, na Comunidade Intermunicipal do Alto Minho (CIM Alto Minho), em Ponte de Lima.

O responsável pela pasta do Ambiente lembrou que o clima está a mudar e que é importante contrariar essa mudança do clima “até porque está a mudar por culpa da actividade humana, por hábitos e opções tomadas ao longo de anos”. Uma mudança que, no entender de José Pedro Matos Fernandes, exige que sejamos “capazes de ter uma sociedade que produza muitos menos gases carbónicos e temos que saber viver com os recursos que temos e estimá-los”.

O governante defendeu ainda a necessidade de “nos preocuparmos com a geração do presente. Os fenómenos climáticos são cada vez mais frequentes e nós temos que agir.” Nesse sentido, o ministro do Ambiente salientou o “trabalho admirável” que está a ser feito pelas autarquias do Alto Minho e pela CIM Alto Minho.

Matos Fernandes considerou ainda que a população está cada vez mais consciente das alterações do clima e desafiou cada um de nós a fazer a sua parte na defesa do ambiente. “Nós é que temos que ser responsáveis. As pessoa têm mesmo um papel nas questões ambientais. Todos temos de ser capazes de mudar o nosso comportamento. Desde logo poupando água, poupando energia, tentando reciclar o mais possível, evitando deitar fora em vez de mandar arranjar. Isso é quase uma heresia”, disse o ministro do Ambiente.

O presidente da Agência de Energia e Ambiente - Área Alto Minho e membro do Conselho Intermunicipal da CIM do Cávado, João Manuel Esteves, salientou que é importante que todos estejam sensibilizados para as alterações climáticas “e como nos vamos adaptar a essas alterações”. Nesse sentido, a CIM do Alto Minho elaborou um Plano Intermunicipal de Adaptação às Alterações Climáticas. “Tem como objectivo envolver várias empresas, as associações, as escolas, para que seja possível nós prepararmos um plano de acção, ou seja, sabermos o que vamos fazer, como nos podemos adaptar”, salientou João Manuel Esteves.

O plano ainda está em fase de elaboração, pelo que a CIM do Alto Minho está a realizar contactos com várias entidades. “Ainda vamos definir as linhas de acção. Há temas já conhecidos de todos, como as questões dos incêndios, da água, da energia, da poluição, mas vamos estudar esses temas e envolver as pessoas a nos ajudarem a definir o que vamos fazer. Vamos sensibilizar as pessoas. O seminário deu o arranque a esse processo”, disse João Manuel Esteves.
Em destaque estiveram temas como os desafios do ordenamento do território e os financiamentos aos programas de adaptação às alterações climáticas, apresentados por especialistas.

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