Química para pequenos cientistas na Universidade do Minho

Ensino, As Nossas Escolas

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Paula Maia

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Baile da Canela. Dança das Cores. Aguarela do Pequeno Cientista. Proveta de Lava Colorida. Estes são os nomes de algumas das experiências que os alunos da EB1 de Fraião realizaram ontem, nos Laboratórios de Química da UMinho, iniciativa inserida na Semana da Ciência & Tecnologia que decorre até amanhã e que promete trazer à academia minhota perto de 800 alunos do pré-escolar, ensino básico e secundário da região.

São mais de três dezenas as actividades lúdico-pedagógicas em que os mais novos poderão participar e através das quais se pretende aproximar estudantes, professores e púbico em geral da Ciência que se faz em Portugal, mostrando-lhes o quotidiano dos cientistas e despertando-lhes o interesse por estas áreas do conhecimento.

Mostrar aos mais novos que a Química pode explicar os fenómenos da vida real, através de actividades laboratoriais muito simples, divertidas e com impacto visual foi o principal objectivo da actividade que decorreu na manhã de ontem, no departamento de Química da UMinho, com os alunos bracarenses.

“Estas experiências permitem-lhes perceber que a Química está em toda a parte e não apenas na UMinho, com experiências muito complicadas que os cientistas fazem”, explica ao CM Alice Dias, docente do Departamento de Química, integrada na Escola de Ciências. E é com recurso a materiais com que contactam no dia-a-dia que se realizaram a maioria das experiências, como leite, detergente, óleo alimentar, sal de cozinha, marcadores laváveis, corantes, canela, entre muitos outros.

Com um nome sugestivo, o Baile da Canela foi uma das experiências que os mais novos participaram.“Polvilharam um recipiente de água com um pouco de canela para verem se esta flutua ou não. Desta forma perceberam que a canela não é molhada pela água. Ao juntar um pouco de detergente vemos que a canela já se molha e até se mexe, daí a designação de ‘Dança da Canela’. Isso explica, por exemplo, porque é que em casa conseguimos lavar a roupa. Se não tivermos detergente, a água não molha o lixo e este não sai”, explica a docente, acrescentando que é com exemplos simples como este que se consegue despertar os mais novos para este mundo da ciência e fazer com que as possam aplicar também no seu dia-a-dia.

Alice Dias diz que despertar crianças desta idade para estas realidades é muito importante porque “é uma idade em que estão com um espírito mais aberto. E isso nota-se relativamente, por exemplo, aos alunos do 8.º e 9.º ano. Há uma maior abertura à experiência, uma capacidade de observação que por vezes nos surpreende”, remata a docente.

Pedro Neves, da EB1 de Fraião foi um dos participantes mais especiais. Destacou-se dos seus companheiros pela paixão e interesse com que participou nas diferentes experiências. “Quero ser cientista quando for maior. É fixe porque posso descobrir coisas novas para o mundo”, diz o aluno que participou pela primeira vez em acções deste género.

Pedro confessa que a visita à UMinho e, concretamente, a estes laboratórios, o surpreendeu pela positiva. “Pensei que o laboratório tinha máquinas muito maiores, poucas janelas e que os cientistas tinham um ar muito sério, não sorriam!”.
Até amanhã, alunos dos vários graus de ensino terão oportunidade de participar em várias experiências, com um leque diferente de materiais.

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