Ecovia do Rio Minho contribui para a promoção turística de toda a região

Alto Minho

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Miguel Viana

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A Ecovia do Rio Minho é um produto turístico por excelência. Uma ideia defendida pelo presidente da Câmara Municipal de Monção, António Barbosa, na sessão de abertura da conferência internacional sobre vias verdes da Europa, que ontem decorreu naquela vila fronteiriça.
O encontro assinalou os 13 anos da inauguração do primeiro troço da Ecovia do Rio Minho, entre Monção e Valença. A finalidade é promover as potencialidades turísticas do equipamento que liga as localidades de Monção, Valença, Vila Nova de Cerveira e Caminha.

Para o autarca monçanense, a ecovia proporciona a “sinergia perfeita entre aquilo que é a natureza e um turismo de qualidade que queremos incentivar e procurar. A sustentabilidade do turismo nos nossos concelhos, passa pela capacidade de manter uma identidade própria do nosso território e criando facilidades a quem cá está todos os dias. As ecovias são exactamente isso”, frisou António Barbosa.

A captação de turismo passa, também segundo o edil monçanense, por “trabalhar em conjunto (entre todas as autarquias altominhotas) para promover a região como um destino turístico de excelência. A Ecovia é um bom exemplo do que em conjunto se pode fazer para cativar turistas”, destacou António Barbosa,

O edil aproveitou a ocasião para avançar que a ligação, por ecovia, entre Monção e Melgaço terá “um formato diferente daquele que é conhecido hoje, nestes 50 quilómetros que já temos de ecovias nesta zona do Alto Minho. É importante o acesso de pessoas com mobilidade reduzida, mas será diferente. Teremos uma ecopista mais natural, com aproveitamento do Trilho dos Pescadores, para que quem lá passe possa saber que ali existia história”, disse António Barbosa. A directora da Asociación Europea de Vías Verdes, Mercedes Muñoz, classificou a Ecovia como “um lugar fantástico” que merece ser mais divulgado.

“Temos que dar a conhecer esta estrutura fantástica. Temos que ter uma oferta estruturada de equipamentos, de serviços, de acolhimentos, de restaurantes, de bicicletas, para que as pessoas possam comprar esse pacote turístico e vir cá”, afirmou Mercedes Muñoz. A responsável acrescentou que “as câmaras municipais estão a trabalhar em conjunto, e isso é bom. Podemos ter vias verdes sem fronteiras, nem barreiras.”

Os trabalhos contaram, ainda, com a presença de Antonis Christopoulos, da Agência para Pequenas e Médias Empresas da Comissão Europeia, que deu a conhecer os apoios disponibilizados a diferentes projectos de promoção turística.

Arantxa Hernandez, coordenadora do projecto ‘Greenway4 ALL’, abordou a importância de ter um turismo mais acessível aos cerca de 50 milhões de europeus portadores de necessidades especiais. A ecovia foi distinguida recentemente como a terceira melhor via verde da Europa no 8th European Greenway Awards, que decorreu recentemente na cidade de Limerick, na Irlanda.

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