SC Braga quer que seja revelado o áudio entre Xistra e o VAR

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Joana Russo Belo

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Um dia depois de António Salvador ter surgido na sala de imprensa de Alvalade criticando a arbitragem de Carlos Xistra e exigindo esclarecimentos - na sequência do empate a duas bolas frente ao Sporting, em jogo da 11.ª jornada da I Liga -, o SC Braga, através de um comunicados, reforçou a ideia da necessidade de discusão da “razoabilidade da nomeação do mesmo árbitro para os jogos disputados pelo SC Braga, em 11 jornadas de Liga, com Benfica, FC Porto e Sporting”, “a bem da credibilidade do futebol português e das suas instituições”.

“É igualmente imperioso, que se reflita sobre a prudência, ou falta dela, na nomeação para a função de VAR [vídeoárbitro] de um árbitro tão publicamente exposto na sequência da sua última actuação perante um dos emblemas contendores, no caso o Sporting”, pode ler-se no documento.
O SC Braga “entende ser essencial que se conheçam as consequências do grosseiro erro do árbitro Carlos Xistra quando, ao minuto 47, e ao arrepio de todas as recomendações do Conselho de Arbitragem (CA), apitou no preciso momento do remate de Fransérgio, impedindo, como pede o CA, que tais lances sejam apreciados em colaboração com o VAR”, acrescentando “que esta é a segunda falha flagrante partilhada por Carlos Xistra e o seu assistente Jorge Cruz na época em curso”.
Considerando que não foi “prontamente reportada qualquer falha nas comunicações”, o SC Braga pretende a divulgação do áudio entre o árbitro e o VAR, no decurso dos 58 segundos que intervalam o momento do remate de Fransérgio e a indicação de Carlos Xistra para que seja retomado o encontro.
“É também premente, em benefício da apregoada transparência, que se conheça o áudio entre o árbitro e o VAR, nos 52 segundos entre a decisão de Carlos Xistra de apitar para a marca de penálti, ao minuto 90+4, e a conversão do castigo por Bruno Fernandes. Sendo este um lance ao abrigo do protocolo, é fundamental que se perceba que indicação foi dada sobre a evidente infração de Doumbia sobre Ricardo Ferreira no decurso da jogada e o porquê de tal incidente capital nem sequer ter merecido, da parte de Carlos Xistra, o recurso às imagens através do monitor de que dispõe ao nível do relvado”, esclarece a nota.
Para o clube arsenalista, o “esclarecimento destas questões é absolutamente fulcral”: “exigimos respostas, porque é tempo de dizer basta a um futebol que só se explica em função de três clubes, mas se fecha em obscurantismo e opacidade perante todos os outros, calando e consentindo”.
Entendendo ser “imperiosa uma profunda reflexão sobre o futebol”, o clube questiona, por fim, “se valerá a pena o esforço, a dedicação e o investimento feitos ao longo dos anos para que este clube, mesmo com armas tremendamente desiguais, continue a crescer a nível nacional e a orgulhar este país na representação internacional”.

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