Crescimento do número de alunos no Agrupamento de Escolas Trigal Santa Maria exige mais assistentes operacionais

Entrevistas, As Nossas Escolas

autor

Marta Amaral Caldeira

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É com 846 alunos, do pré-escolar ao 3.º ciclo, que arranca este ano lectivo 2017/18 o Agrupamento de Escolas Trigal Santa Maria. O número de alunos cresceu exponencialmente, devido sobretudo à vinda daqueles que deixaram de frequentar o ensino privado e cooperativo e levou a que o argumento, dirigido pelo professor José Lopes Sil, tivesse que se readaptar, aumentando o número de turmas e o número de alunos por turma. “Neste momento o grande défice que sentimos é mesmo a nível dos assistentes operacionais”, aponta o director.

“A falta de assistentes operacionais é, de facto, a nossa maior lacuna, pois o rácio do agrupamento é de 34 assistentes e nós temos em falta pelo menos cinco elementos - o que nos exige um esforço adicional muito grande”, indicou José Lopes Sil, apontando que até aqui a postura da Câmara Municipal de Braga tem sido “colaborante” - “mas com o aumento do número de alunos que temos, trata-se de uma necessidade real que esperamos que seja brevemente ultrapassada com a colocação de mais assistentes no nosso agrupamento”.

O director do Agrupamento de Escolas Trigal de Santa Maria refere que este crescimento do número de alunos teve que ser acompanhado também por mudanças internas.
Exemplo disso mesmo do horário escolar na EB2,3, que foi alargado, funcionando entre as 8.15 e as 18.20 horas.
Além da reorganização dos horários escolares, em que se decidiu privilegiar os primeiros anos de cada ciclo no período da manhã, sendo o horário da tarde para os restantes anos de escolaridade.

Coberturas de fibrocimento removidas da EB 2,3 de Tadim

A substituição das coberturas em fibrocimento por coberturas em chapa na escola-sede do Agrupamento de Escolas Trigal de Santa Maria é uma das intervenções destacadas pelo director José Lopes Sil.
A obra foi feita no passado mês de Agosto e prolongou-se ainda até ao início do ano lectivo, mas finalmente o fibrocimento saiu da escola.

“Este era realmente um anseio antigo aqui do agrupamento, não só por uma questão de saúde, mas também porque estas coberturas se encontravam degradadas e davam uma má imagem à escola”, frisou José Lopes Sil.
Outra das intervenções levada a cabo foi a readaptação de um espaço ao ar livre, em que o Orçamento Participativo Escolar 2017, promovido pela Câmara Municipal de Braga, possibilitou criar o novo ‘Espaço Cénico’. “Este espaço vai servir-nos de palco para os espectáculos do nosso grupo de teatro e também de recreio coberto”.

O director indicou, ainda, que apesar da remoção do fibrocimento ter sido a situação mais urgente para ser resolvida, a verdade é que o edifício da EB 2,3 de Trigal de Santa Maria data de 1982 e, segundo o responsável, “já se começa a sentir um pouco o desgaste ao nível dos equipamentos, que já precisam de ser substituídos, sobretudo ao nível da cozinha”.
Quanto ao edifício, Sil aponta para a necessidade de conservação das salas de aula, principalmente dos pisos e caixilharias em alumínio que, a seu ver, carecem já de alguma intervenção.

Alunos do 1.º ciclo desenvolvem competências na programação e robótica

O director do Agrupamento de Escolas Trigal de Santa Maria mostra-se “orgulhoso” quanto aos resultados académicos alcançados pelos seus alunos nas provas finais de ciclo, onde as médias nas áreas de Português e Matemática foram superiores à média nacional.

Satisfeito também quanto ao facto de no agrupamento não haver “casos gritantes de indisciplina”, José Lopes Sil sublinha o trabalho que é feito para o sucesso escolar dos alunos, com a coadjuvação no 1.º ciclo, com as tutorias autoregulatórias direccionadas especificamente aos alunos com mais do que uma retenção ou o desdobramento das línguas que permite uma aprendizagem mais individualizada nos 2.º e 3.º ciclos.

Mas não só. O sucesso escolar da Matemática também se trabalha de forma diferenciada nos 5.º e 7.º anos de escolaridade através de um horário comum, em que a disciplina é dada por competência, juntando os alunos de turmas diferentes por níveis.
Este ano, a vertente de desporto escolar inclui a modalidade de andebol - uma novidade que parece já ter colhido muito interesse por parte dos alunos do agrupamento, que ali podem também optar pelas vertentes de ténis de mesa ou de xadrez.

Outra das novidades deste ano lectivo 2017/18 é a implementação do projecto ‘Programação e Robótica’ nos 3.º e 4.º anos de escolaridade, em AEC. “Esta é uma iniciativa da Direcção Geral da Educação, que prevê rentabilizar também os computadores ‘Magalhães’ que ainda te- mos”, indicou o director José Lopes Sil. O projecto visa dotar os alunos de mais competências nas áreas das novas tecnologias, estando neste momento a ser implementado nas escolas básicas da Estação, Ruílhe e Fradelos - mas o objectivo é ter mais equipamentos para o poder alargar às restantes escolas.

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