Fogo destruiu casa onde idoso morava com o filho deficiente

Braga, Casos do Dia

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Teresa M. Costa

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Depois de uma tarde e de uma noite de inferno devido aos incêndios que fustigaram o concelho, Braga ‘acordou’ ainda em choque e com muito trabalho para fazer, a começar pelo levantamento dos prejuízos.
Aos 86 anos, João Dias Loureiro voltou ao sítio onde morou quase meio século, em Fraião, e onde o fogo ‘devorou’ a casa, escondida no meio da urbanização ‘Dona Antónia’ cujos moradores foram evacuados, na noite de domingo.

João Dias Loureiro, que morava com o filho, de 53 anos, foi retirado de casa por uma familiar e confessa que não se tinha apercebido do incêndio.
O idoso, que foi acolhido pela filha, contou ao ‘Correio do Minho’ que estava a ver televisão e acompanhava, precisamente, os incêndios graves que fustigavam o país, no caso em Monção, no distrito de Viana do Castelo, quando lhe bateram à porta.

“Isto foi um rápido” descreve João Dias Loureiro, contente porque ainda conseguiram retirar os três cães que tinham em casa, mas para trás deixou tudo o resto, mesmo a medicação que toma diariamente.
A filha, Maria da Conceição Loureiro, confirmou ao ‘Correio do Minho’ que o pai e o irmão - com deficiência - deixaram tudo no interior da casa.

A casa foi totalmente destruída e ontem mesmo estiveram no local bombeiros e agentes da PSP para retirar as botijas de gás que não explodiram com o fogo.
O idoso tinha em casa cinco botijas de gás.
No local estiveram, também, técnicas da Segurança Social para agilizar o apoio à família.
No terreno, depois de ter andado toda a noite, esteve a presidente da Junta de Nogueira, Lamaçães e Fraião, Goreti Machado, união cujas três localidades foram percorridas pelo incêndio que veio do concelho vizinho de Guimarães e atingiu várias localidades de Braga.

“Andei toda a noite e conseguimos ajudar um pouco” refere Goreti Machado, descrevendo que foi possível evitar que o pavilhão desportivo de Lamaçães fosse afectado, apesar do risco.
Além dos moradores da Urbanização Dona Antónia, foram evacuados o hotel localizado na Falperra, uma unidade de tratamento do Projecto Homem e uma congregação religiosa.

Incêndio em pavilhão industrial afecta duas empresas

Agostinho Gomes, proprietário de uma oficina destruída pelo incêndio, na madrugada de ontem, em Nogueira, era ontem o rosto da desolação. Um pavilhão, onde funcionavam uma oficina de automóveis e uma unidade de polimento de metais, localizado no parque industrial do Barral, foi destruído pelo incêndio que lavrou, durante a tarde e noite dentro, em várias freguesias do concelho de Braga.

O pavilhão chegou a estar em risco na noite de domingo com populares e elementos da Junta de Freguesia de Nogueira, Fraião e Lamaçães a manterem-se no local para tentarem salvar instalações e bens daquele parque industrial.
“A dada altura estávamos cercados de fogo por todo o lado” descreveu ao ‘Correio do Minho’ a presidente da Junta de Nogueira, Lamaçães e Fraião, Goreti Machado.

Apesar do incêndio se manter activo na envolvente, a situação acalmou, no Parque Industrial do Barral, com as chamas a evoluírem para a zona da Falperra, ‘empurradas’ pelo forte vento, mas o pior ainda estava para vir com o alerta a ser dado, horas depois, pela empresa de segurança de uma das empresas.

asA unidade de polimento de metais foi a primeira a ser afectada - ao que tudo indica a partir da cobertura - e propagou-se à oficina de automóveis, com destruição total das duas unidades e de todo o material e equipamento que lá se encontrava.
No interior da oficina, foram destruídas dez viaturas, nove delas pertencentes a clientes, confirmou Agostinho Gomes, que ontem não estava, sequer, em condições de contabilizar os prejuízos.

Agostinho Gomes também confirma que tinha estado no local com o filho - que saiu do local por volta das 2 horas - e que a situação estava mais calma.
A própria PSP, de acordo com o proprietário da oficina, terá rondado o local às 3.40 horas e não havia sinal de incêndio activo na zona dos pavilhões.
Alertado pelo proprietário da fábrica vizinha, Agostinho Gomes encontrou a oficina a arder e os bombeiros, no local, a combater o incêndio.

Ontem, em conferência de imprensa que serviu para balanço das operações de combate aos incêndios no concelho, o responsável pela Divisão de Protecção Municipal de Protecção Civil, Vítor Azevedo, afirmou “não poder relacionar o incêndio no pavilhão (de Nogueira) com o incêndio florestal”.
Ao ‘Correio do Minho’, o proprietário da oficina confirmou que não tem seguro.
A outra empresa afectada - cujo interior também ficou totalmente destruído - emprega quase duas dezenas de pessoas.

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