Xoan Mao acredita que a estabilidade europeia não ficará “muito fragilizada”

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O secretário-geral do Eixo Atlântico, Xoan Mao, acredita que a situação que se vive na Catalunha, Espanha, não terá consequências na estabilidade europeia, mas não tem dúvidas que quem ficará “muito fragilizada” será a própria Catalunha.
Em declarações à agência Lusa, à margem da conferência internacional ‘Caminhos a Seguir’ que decorre ontem em Valongo, distrito do Porto, Xoan Mao considerou: “a situação vai normalizar-se não em muito tempo, mas ficará uma factura muito grave na sociedade catalã”, elencando três razões.

“Primeiro: neste momento a sociedade catalã está profundamente dividida. Em segundo lugar, as empresas estão a fugir. E a imagem de bom senso tradicional que temos da Catalunha está estragada”, disse o secretário-geral do Eixo Atlântico.
Xoan Mao lembrou que há empresas que estão a fugir da Catalunha para comunidades vizinhas e que as que têm sede em duas cidades, ao decidirem abandonar uma delas, escolherão abandonar Barcelona, beneficiando com isto quer Madrid, quer por exemplo Lisboa, quando as sedes são de carácter ibérico.

E disse que existe mesmo “um plano para que em 48 horas se consiga passar uma sede de Barcelona para Lisboa”, elogiando a postura do Governo português nesta matéria. “Não está a pregar rasteiras para lucrar, está a jogar espectacularmente bem. Todos os Governos da União Europeia estão a portar-se cinco estrelas porque todos sabem que podem ter problemas em sua casa: a França, com a Córsega, a Rússia com a Chechénia ou a Itália com o Norte”, enumerou.
Xoan Mao mostrou-se convicto de que a estabilidade da União Europeia (UE) não está em causa, apontando que a situação “só afectaria se continuasse”.

“E hoje (ontem) parece-me que tudo está encaminhado”, disse, referindo-se ao facto de o primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, ter dado na quarta-feira cinco dias ao presidente re- gional catalão, Carles Puigdemont, para clarificar se declarou ou não a independência na região.
“Isto é como um avião que passa por uma tormenta. Há momento de pânico, mas o avião não cai. Este está a ser um momento gerido com muita confusão e é um momento desafortunado, um momento de guerra mediática e a primeira vítima da guerra é a verdade”, disse Xoan Mao.

Mas Xoan Mao também admitiu que o governo espanhol errou: “cometeu euros sem dúvida. A actuação a polícia tinha de ter sido antes e não no domingo [dia 1 de Outubro quando se realizou o referendo]”.
Xoan Mao também defendeu que a Catalunha tem oito milhões de cidadãos, dos quais entre cinco e seis milhões estão em idade de votar, apontando que foram cerca de um milhão e meio “os que quiseram impor algo ao resto”.
E sobre os dias que se seguiram, brincou dizendo que Puigdemont protagonizou na terça- -feira o “momento mais caricato em Espanha” ao criar “a República mais curta da história, a que só durou 30 segundos”.

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