Póvoa de Lanhoso: Mediatização das desgraças é feita porque o público consome

Cávado

autor

Lurdes Marques

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Na conferência, realizada ontem na Escola Secundária da Póvoa de Lanhoso, subordinada ao tema ‘O papel dos media nas catástrofes naturais’, Paulo Monteiro, director do Grupo Arcada Nova, que integra os jornais Correio do Minho e Maria da Fonte, Rádio Antena Minho e Vértice, explicou que “os leitores estão pouco interessados na prevenção, estando mais interessados nas notícias de tragédia, que vemos a abrir os noticiários”.

A iniciativa, realizada no auditório daquele estabelecimento de ensino, contou com a presença de André Rodrigues, vereador da Protecção Civil da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, e de Paula Leite e Anabela Dalot, da Escola Secundária. António Veloso, comandante dos bombeiros povoenses, não participou na palestra devido a um incêndio que a essa mesma hora deflagrava na vila.

Paulo Monteiro explicou à plateia, constituída por cerca de 80 anos, que “em Portugal e na Europa existe um objectivo grande que é prevenir as catástrofes naturais o melhor possível, no caso também dos incêndios”. “O tema de prevenção é importante para a Europa, tendo sido convidado os jornalistas para marcar presença nas cimeiras climáticas que têm acontecido, a última das quais, a histórica de Paris”, explicou o responsável do grupo Arcada Nova.

“As televisões dão aquilo que o público pede. O público tem uma quota de grande responsabilidade naquilo que é apresentado, porque é a maioria. Esta mediatização das desgraças, nomeadamente dos incêndios florestais, é feita porque tem um público que a consome”, referiu Paulo Monteiro, explicando que as audiências das televisões são vistos ao segundo e dessas mesmas audiências depende a publicidade.

Relativamente ao ‘Correio do Minho’, publicação da qual é director, Paulo Monteiro explicou que está a ser trazido a público um trabalho pedagógico, dando a conhecer todas as corporações dos distritos de Braga e Viana do Castelo, nomeadamente a sua história, os meios ao serviço e o trabalho desenvolvido.

Para além de referir que a Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso tem um plano para a prevenção das catástrofes naturais, nomeadamente os incêndios, que é revisto anualmente, o vereador André Rodrigues referiu que, em 2016, um incêndio de grande dimensão, que iniciou no concelho de Vieira do Minho e passou para o concelho da Póvoa de Lanhoso, nomeadamente a freguesia de Sobradelo da Goma, consumiu uma grande área de mato e floresta de mais de 7 Km2.
Para André Rodrigues, é necessário implementar uma política de ordenamento do território com a máxima urgência, estando, também, prestes a iniciar-se o cadastro florestal, a fim de se conhecer como é que o território está plantado.

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