Ajuste do horário das aulas é a grande novidade este ano do Agrupamento de Escolas Mosteiro e Cávado

Entrevistas, As Nossas Escolas

autor

Patrícia Sousa

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Uma das “grandes novidades” da nova direcção do Agrupamento de Escolas Mosteiro e Cávado é o ajuste dos horários. “Este ano, apostamos nos horários, porque os horários são o ponto forte ou fraco de um agrupamento, porque toca na vida das pessoas”, justificou a directora do agrupamento, Maria José Correia, defendendo que “os horários são feitos em primeiro, em segundo e em terceiro lugar para os alunos, porque são os alunos que vão trabalhar ao longo do ano para obter os resultados académicos”.

Aproveitando o que de “bom o agrupamento tem”, mas querendo dar um “cunho pessoal” nesta passagem pela direcção, Maria José Correia procurou, desde a primeira hora, ter em conta uma premissa: “o sucesso académico dos alunos consegue-se com um ambiente de bem-estar”.
Para a nova directora, “tendo uma comunidade escolar feliz e bem com o horário também terá bons resultados, porque todos vão para a escola com vontade de aprender e de ensinar”.

Este novo ano lectivo, as aulas começam todos os dias às 8.20 horas e terminam às 16.45 horas, com excepção às quartas e sextas-feiras que não há aulas durante a tarde. “Preferencialmente as aulas teóricas são sempre da parte da manhã”, informou ainda a directora, lembrando que pediu aos colegas da direcção para serem “ambiciosos” na realização dos horários, mas o certo é que “foram demasiado ambiciosos”.

Se há situação que “mete muita confusão” à nova directora é os alunos saírem da escola tão tarde, sobretudo, no Inverno. “A escola é uma parte da vida, não é toda. E neste meio mais rural, este tipo de horário é o que satisfaz melhor os alunos e os professores”, garantiu Maria José Correria, assumindo que esta mudança foi “um lança para África”. Além disso, defendeu a directora, “é preciso dar espaço aos alunos para também eles conseguirem concretizar outro tipo de actividades fora do ambiente escolar”.

Projecto inovador de Probótica avança no 1.º ciclo

O Agrupamento de Escolas Mosteiro e Cávado aceitou o desafio do Ministério da Educação, através da Direcção-Geral de Educação, e avançou este ano lectivo com um “projecto inovador” em todas as escolas do 1.º ciclo: ‘Programação e Robótica no ensino básico - Probótica’.
Neste projecto participam escolas de Portugal Continental, da Região Autónoma da Madeira, da Região Autónoma dos Açores, Escola Portuguesa de Macau e a Escola Portuguesa de São Tomé e Principe, envolvendo 64.692 alunos.

Este “projecto inovador” é consequentemente “motivador para os alunos e professores”, defendeu a directora do Agrupamento de Escolas Mosteiro e Cávado.
Maria José Correia adiantou ainda que foram desenvolvidas linhas orientadoras, que “servirão de suporte a uma implementação diversificada, integradora e multidisciplinar, que são os princípios que se pretende preconizar na implementação desta iniciativa”.

A formação de formadores vai iniciar-se na última quinzena deste mês de Outubro, que posteriormente será replicada a experiência de formação junto dos professores que estão a implementar a iniciativa nas diversas escolas.
De destacar que a Direcção-Geral da Educação (DGE) irá formar os formadores cujos centros de formação de associação de escolas requisitaram a respectiva formação.

Para além de uma comunidade de prática online, “a DGE vai realizar mensalmente um webinar com temáticas formativas e interessantes para os professores, bem como um desafio mensal, para que os professores possam participar activamente com os seus alunos”, adiantou ainda a nova directora do Agrupamento de Escolas Mosteiro e Cávado.

Maria José Correia é a nova directora do Agrupamento Mosteiro e Cávado

Depois de 22 anos a leccionar em Ponte de Lima, Maria José Correia abraçou um novo projecto e aceitou o desafio: ser directora do Agrupamento de Escolas Mosteiro e Cávado. “Moro a um minuto da escola e estou perfeitamente disponível para estar aqui, sendo que a proximidade é uma vantagem e um luxo”, justificou a nova directora, confidenciando que este é “um grande desafio” para os próximos quatro anos.

Com o mestrado em Administração Educacional e Organizações Educativas, concluído há 12 anos, e com experiência na direcção de escola já lá vão 20 anos, a nova directora admitiu que chegou a hora de aceitar um novo desafio. “O director anterior não tinha intenção de se candidatar e como não havia, à partida, ninguém para se candidatar surgiu o convite por parte de alguns colegas e amigos desta escola. Concorri e fui a única candidata”, contou aquela responsável, assumindo que dará “o melhor” nos próximos quatro anos. “Não fiz nenhuma terraplagem, apenas estou a continuar o trabalho aqui realizado, fazendo algumas mudanças”, assumiu.

Todo o processo foi, nas palavras da nova directora, “muito pacífico e tranquilo”. E Maria José Correia explicou: “só agora decidi tomar a decisão, porque só agora me sinto preparada para o fazer, tenho a maturidade e os conhecimento necessários. Experiência também não me falta, embora todos os dias há novidades nas escolas, porque as leis vão mudando, os alunos e professores também vão mudando”.

A nova directora aproveita a oportunidade para confessar que “tem a melhor equipa que há”. E justificou: “temos um grupo de docentes com muita vontade de colaborar, não tivemos férias e agarramos a escola no verdadeiro sentido da palavra. Não é um mar de rosas, há pequenos pontos que têm que ser afinados, mas isso é como quando começamos a construir uma casa. É uma máquina que está a ser articulada, oleada e trabalhada sempre em função do bem-estar pedagógico dos alunos”. E Maria José Correira foi mais longe: “nesta escola encontrei alguém que gosta de trabalhar. Todas as escolas, professores e funcionários trabalham de forma profissional”.

Há princípios organizacionais como a igualdade, a necessidade de participação dos alunos, dos professores e dos pais, e a responsabilização que são “fundamentais” para tudo funcionar bem. “Todas as estruturas são responsáveis por alguma coisa, embora de forma diferente e assumindo cada um as consequências das suas decisões, mas somos um grupo”, defendeu o novo rosto da casa, apontando ainda princípios que encontrou no agrupamento que são fulcrais para trabalhar: justiça, competência, profissionalismo e boa fé.

Determinada a ter sucesso, aquela responsável ficou sensibilizada também pela forma como foi recebida por todos os parceiros concelhios. “Tivemos logo um projecto aprovado no Orçamento Participativo da Câmara Municipal de Braga, com 20 mil euros, para fazer a cobertura do recreio na EB1 de Padim da Graça”, contou a directora, garantindo que autarquia “tem sido muito acessível e todos têm mostrado companheirismo”.

Maria José Correia valoriza a escola e acredita que “a escola é o caminho para o sucesso e para a felicidade”. E para a nova directora “a sabedoria não ocupa espaço. Estudar para quê? estudar para ser feliz e esse é o grande objectivo que cada um deve ter”.

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