Alteração de horários e sala recreativa marcam novo ano do Agrupamento de Escolas de Real

Entrevistas, As Nossas Escolas

autor

Patrícia Sousa

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O novo ano lectivo começou de forma “serena”, já que o Agrupamento de Escolas de Real “teve a sorte” de ter todo o pessoal colocado em tempo útil. “Temos um corpo docente que é da casa e já tem um sentimento de pertença muito grande e isso dá a estabilidade que permite começar o ano de forma tranquila e também muito organizada”, assumiu a directora, Zita Esteves, destacando duas novidades neste novo ano lectivo: o horário principalmente no turno da manhã para as turmas dos 5.º, 8.º e 9.º anos e a criação da sala recreativa.

Zita Esteves garantiu que o agrupamento “tem a estabilidade necessária, que permite começar o ano de forma tranquila e serena e ao mesmo tempo também muito organizada”. O balanço que é realizado no final de cada ano lectivo “já permite organizar o ano lectivo seguinte e isso facilita”, admitiu a directora, referindo que o ano lectivo é apenas marcado pelas situações normais que caracterizam todos os novos anos lectivos: “criação de horários, ansiedade de saber a que grupo os alunos pertencem, que turmas é que temos e se os horários são de acordo com a disponibilidade dos encarregados de educação”.

Este novo ano lectivo, a escola-sede tem aulas todos os dias das 8.20 às 18.30 horas. “As turmas dos 5.º, 8.º e 9.º anos têm um horário principalmente no turno da manhã, o que permite que, a partir das 17 horas, haja menos alunos na escola. Esta foi uma decisão do Conselho Geral, que determinou também que, a partir do próximo ano, serão as turmas dos 5.º, 7.º e 9.º anos (dois anos de início de ciclo e o último que tem exames nacionais), que vão beneficiar daquele horário”, avançou.

A outra mudança que é visível este novo ano lectivo é a abertura da sala recreativa, que “permite aos alunos terem um espaço específico para terem actividades permanentes, orientadas por um professor”, explicou aquela responsável, lembrando que não há sala do aluno. “Com esta nova sala, os alunos utilizam todos os tempos escolares, por isso, não temos alunos sem aulas de maneira nenhuma”, garantiu a directora, referindo que na escola há a sala de estudo a tempo inteiro das 8.20 às 18.30 horas. “O balanço desta sala de estudo é que permitiu avançar agora com a sala recreativa, portanto cada uma das salas tem agora uma potencialidade diferente e mais completa”, frisou.

O facto do Agrupamento de Escolas de Real estar situado na periferia não traz “dificuldades nenhumas” e a directora justificou: “trabalhar na zona periférica é uma mais-valia, cada vez mais os pais e encarregados de educação se apercebem que a escola é tranquila e efectivamente tem um ambiente agradável para os alunos. Aliás os alunos não querem sair daqui. Às vezes, há pais que, por conveniência de horários, gostavam de os colocar noutras escolas e os alunos não querem mudar”. Zita Esteves assegurou mesmo que o agrupamento “tem um ambiente acolhedor e os pais já se aperceberam disso”.

O agrupamento tem apenas uma escola no centro da cidade, a EB1 da Sé, que “tem uma vivência muito própria e específica”, mas para a directora isso acaba por ser “uma mais-valia”.
A poucos dias de fazer um mês da abertura do ano lectivo, Zita Esteves faz um balanço “muito positivo”, adiantando que no próximo dia 20 assinala-se o Dia do Agrupamento, data que se realiza a cerimónia de entrega do quadro de mérito e excelência. “São momentos que marcam a vida da escola e que mostram a riqueza da nossa vivência”, confidenciou a directora, revelando que “o rigor” que se tem neste quadro de excelência também a deixa “orgulhosa”.

São 61, os alunos que vão receber esse prémio. “São alunos que têm cinco valores a tudo e da experiência que temos são alunos que vão para outras escolas e mantém a qualidade e isso é factor de orgulho para nós, quer dizer que o que estamos a fazer está a ser bem feito e o esforço que estamos a fazer está a ser reconhecido”.

Todos os alunos podem apresentar projectos

Depois do sucesso do Orçamento Participativo Escolar da Câmara Municipal de Braga e na continuidade do Orçamento Participativo do Ministério da Educação, o Agrupamento de Escolas de Real decidiu implementar este ano, pela primeira vez, um Orçamento Participativo aberto a todos os alunos, do 1.º ao 9.º anos. “Esta é uma prática extremamente interessante e motivadora para o exercício da cidadania”, justificou a directora do Agrupamento de Escolas de Real, Zita Esteves, defendendo que os alunos “ficam assim a saber que efectivamente que aquilo que consegue tem de ser com esforço, com preparação, organização e isso desenvolve nos alunos capacidades de analisar, de criticar e melhorar as suas competências sociais”.

Este projecto tem uma orientação e isso é, nas palavras da directora, “exercício de cidadania e literacia financeira para cada um dos alunos”. Este orçamento envolve os professores, que “têm de se informar e dar aos alunos a contrapartida para o projecto que mais lhes convém. O orçamento será exactamente o máximo de 500 euros, que foi praticamente o que recebemos o ano passado do Ministério da Educação”, explicou.

O orçamento participativo é “uma grande mais-valia e ano passado tivemos orçamento participativo dos alunos através do Ministério da Educação, em que eles apresentaram uma proposta e vamos ter este ano uma rádio a funcionar, decorrente desse projecto”, informou ainda a directora.

Entretanto, no âmbito do Orçamento Participativo Escolar do município, o agrupamento já viu ser inaugurado a ‘sala snoezelen’ na escola-sede. Este espaço sensorial é a um sonho tornado realidade que nasceu pela mão da comunidade e por ela foi concretizado através do orçamento participativo escolar. A ‘sala snoezelen’ é dirigida aos alunos do ensino especial, em particular aos que frequentam as duas unidades de apoio especializado do agrupamento.

UMinho e INL são parceiros em projecto para o 3.º ano

‘Experimentar para partilhar’ é outro dos projectos de referência do Agrupamento de Escolas de Real e que é direccionado para os alunos do 3.º ano de escolaridade. O projecto tem como parceiros a Universidade do Minho (UMinho) e o Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia (INL).

“Este projecto envolve um conjunto de professores da EB2,3 de Ciências e de Química, que estão a dar as aulas de enriquecimento curricular aos alunos do 3.º ano e fazem equipa com os professores do 1.º ciclo. Isto é a verdadeira articulação, que há alguns anos seria impensável”, assumiu a directora adiantando que, ainda no âmbito deste projecto, a UMinho dá a formação e monitoriza e o INL vai ao terreno fazer o complemento da acção. “Os alunos já tiveram oportunidade de visitar o INL e experimentar o que é ser cientista”, contou a directora.

O resultado deste projecto, segundo informou Zita Esteves, “é fazer um portfólio digital com instrumentos educativos que podem ser depois utilizados por outros professores e alunos”.
Protocolos e registo de actividades, que obedecem a critérios de rigor, são apenas alguns dos conteúdos. “Este trabalho ajuda na capacidade de raciocínio, interpretação e aplicação dos alunos”, elucidou a directora, garantindo que se trata de um projecto “muito enriquecedor” e que foi “agarrado por todos com muito ânimo”.

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