Articulação entre ensino e investigação é marca da Escola de Medicina da UMinho

Ensino

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Teresa M. Costa

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A Escola de Medicina da Universidade do Minho (UMinho) distingue-se pela efectiva articulação entre o ensino e investigação e, ao longo dos seus 17 anos, trilhou este caminho que deve ser seguido pelas outras unidades orgânicas da universidade. A ideia foi defendida ontem pelo reitor da UMinho, António Cunha, no Dia da Escola de Medicina.

António Cunha considera que o maior desafio das universidades, portuguesas e internacionais, reside na capacidade de “evoluir para uma fortíssima articulação entre o ensino e a investigação” por acreditar que é a estratégia para a universidade manter a sua relevância no contexto do mundo digital que está a alterar os modos de vida, mas também o modo como se ensina e aprende nos vários níveis de ensino e, também, na universidade.

Numa cerimónia onde marcou presença o presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio, entre convidados, professores e muitos alunos, comemoraram-se 17 anos de actividade e o primeiro como Escola de Medicina, depois de, o ano passado, ter mudado a designação da até então Escola de Ciências da Saúde.

O reitor da UMinho vê na efectiva articulação entre o ensino e a investigação a “marca distintiva” da Escola de Medicina e “um património” que ela “está e pode dar à universidade”.
António Cunha não tem dúvidas de que, nos anos vindouros e num contexto de mudança muito grande, a universidade em geral vai afirmar-se “porque tem um conhecimento diferente ou porque é capaz de pôr esse conhecimento ao serviço da comunidade e da sociedade”.
António Cunha acredita que a Universidade do Minho, no seu todo, “tem condições para beneficiar” da experiência da Escola de Medicina e apela a uma “interacção maior com as restantes unidades orgânicas”.

Outra dimensão evidenciada pelo reitor da UMinho é “impacto” do que é feito na universidade - que não é necessariamente económico, mas também pode sê-lo - e também neste contexto a Escola de Medicina “é um exemplo”, nomeadamente ao nível do trabalho que tem vindo a ser desenvolvido com diferentes unidades de saúde da região e não só. Nesta matéria, aponta o sucesso de Centro Clínico Académico.
Por tudo isto, António Cunha acredita que a Escola de Medicina “tem todas as condições para continuar a estar na fronteira da instituição universitária do futuro”. O reitor aproveitou o aniversário para agradecer à escola o caminho percorrido e a “todos os que constroem este projecto diariamente”.

Graduados formados para a missão de servir os outros

A “defesa intransigente das pessoas” é assumida pelo presidente da Escola de Medicina da Universidade do Minho, Nuno Sousa, no discurso que ontem dirigiu, em especial, aos novos graduados do curso de Medicina.
Nuno Sousa lembrou aos graduados que o ‘passaporte’ que recebem no final da sua formação académica confere liberdade, mas também a responsabilidade de “estar ao serviço dos outros” e da saúde em Portugal.

O presidente da Escola de Medicina deixou também uma mensagem aos ‘líderes políticos e médicos que se esquecem que a missão é “servir e não servir-se da doença”.
Na Medicina da UMinho, a regra é a “exigência em cultura médica e humanística”, mas Nuno Sousa avisa os graduados de que, daqui em diante, “há um conjunto de aquisições de competências que não se esgotam no exame de internato”.

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