Momento de orgulho arcuense nas Festas da Senhora da Lapa

Alto Minho

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José Paulo Silva

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Dez freguesias do concelho de Arcos de Valdevez fizeram-se representar, ontem à tarde, no cortejo etnográfico das Festas de Nossa Senhora da Lapa, momento em que as tradições, os usos e os costumes do mundo rural se encenaram na sede do concelho, antecipando mais uma noite de grande animação com a concentração das rusgas, mais de duas dezenas este ano, que voltaram a encher de gente o anfiteatro do Transladário.
A União de Freguesias de S. Salvador, Vilafonche e Parada abriu o cortejo etnográfico com a promoção do património histórico da Valeta, fechando o desfile com a agora mediática Junta de Freguesia de Sistelo, cujos representantes não deixaram de exibir o troféu de finalista do concurso Sete Maravilhas de Portugal - Aldeias e apresentar, no seu carro alegórico uma mostra dos socalcos, elementos essenciais para o processo de classificação deste sítio como Paisagem Cultural/Monumento Nacional.
O presidente da Junta de Freguesia de Sistelo, Sérgio Rodrigues, integrou a representação no cortejo etnográfico, relevando também a promoção do património construído da localidade, corporizado no chafariz.
A participação no cortejo etnográfico não deixou de ser aproveitado pelas gentes de Sistelo para promover a presença na final de Sete Maravilhas de Portugal - Aldeias, agendada para 3 de Setembro.
João Esteves, o presidente da Câmara Municipal, destacou a importância do cortejo etnográfico que ontem percorreu a zona ribeirinha de Arcos de Valdevez, como “montra das diferentes paisagens, tradições e usos e costumes” do concelho.
A título de exemplo, a freguesia de Gondoriz exibiu no seu carro alegórico os utensílios agrícolas do passado, enquanto a Junta de Freguesia de Couto optou por destacar a arte da serralharia como património da terra.
Apontando a notoriedade granjeada ultimamente por Sistelo, que alguém apelidou de pequeno Tibete português, o edil apelou à mobilização de outras comunidades arcuenses para a promoção como activos turísticos das respectivas riquezas naturais e patrimoniais.
A valorização da área compreendida entre as freguesias de Miranda e Padroso foi exemplo apontado por João Esteves de “outros Sistelos” podem surgir no concelho de Arcos de Valdevez. Na véspera do último dia das Festas de N.ª Sr.ª da Lapa, o vice-presidente da associação ‘A Folia’, Rui Aguiam, adiantou ao ‘Correio do Minho’ que a estimativa de mais de cem mil visitantes foi certamente concretizada, atendendo às multidões que, na noite de sexta-feira e na tarde e noite de ontem demandaram Arcos de Valdevez.

As Festas de Nossa Senhora da Lapa terminam hoje com um programa em que destacam as eucaristias em acção de graças pelos emigrantes (17h00 - Igreja Matriz) e em honra de Nossa Senhora da Lapa (17h00 - Igreja da Lapa) e a Solene Procissão, a partir das 18h00, a qual integra aoa andores de Santa Comba, S.Vicente, S. Paio, S. Bento, Divino Salvador, Nossa Senhora da Porta, Nossa Senhora de Fátima e Nossa Senhora da Lapa. A partir das 23h00, no rio Vez, junto à Ponte Centenária, decorre mais Festa/Serenata do Rio, este ano dedicada à ‘Diáspora Arcuense’. Um espectáculo musical do Grupo ZéZé Fernandes antecede uma sessão de fogo de artifício, na praia fluvial da Valeta. O programa encerra com mais uma noite do Festival Ínsua do Vez, a partir das 0h30. As Festas de Nossa Senhora da Lapa 2018 têm já datas marcadas: de 5 a 12 de Agosto.

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