Desafios da vida levaram a viagem a pé pela Europa

Braga

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Miguel Viana

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A falta de emprego e as dificuldades da vida foram os motivos apontados por Paulo Teixeira, empregado de hotelaria, de 45 anos, para realizar uma viagem pela europa, a pé, acompanhado pelas suas três fiéis amigas de quatro patas (três cadelas) carinhosamente tratadas por ‘Patudas’.
A viagem começou em Janeiro de 2015 em Lisboa, de onde é natural, e na sexta-feira foi a vez de pernoitar em Braga, no quartel dos Bombeiros Sapadores de Braga. O destino é precisamente Lisboa.
“Estive praticamente três anos sem trabalho. Fazia apenas uns ‘biscates’. As coisas complicaram-se e então decidi fazer esta viagem. Saí com 50 euros no bolso”, adiantou Paulo Teixeira, adiantando que “tinha o sonho de caminhar pela Europa. Saí de Lisboa e decidi caminhar até à Serra da Estrela e fui alimentando a ideia de ir mais além. Fui alimentando a esperança de chegar ao Norte da Europa”.
Pelo caminho, o viajante conheceu várias pessoas que o ajudaram com alimentação e o acolheram em casa para dormir. Experiências que o marcaram para toda a vida. “O que mais me marcou foi a chegada à Lapónia, precisamente no Inverno, e esse foi o momento alto. Mas houve muitos momentos de valor. As pessoas achavam incrível esta minha viagem”.
A provar a passagem de Paulo Teixeira pela Lapónia estão os skis colocados na lateral do ‘Polar Express’, nome atribuído ao carrinho de mão (de quase 120 quilos) que Paulo Teixeira puxa pela estrada fora.
Paulo Teixeira tem ainda alguns meses pela frente até Lisboa e diz que ainda não sabe o que o espera na capital. “Melhorei muito a nível humanitário e monetário mas as coisas ficaram paradas no tempo. A partir daqui abrem-se novas portas e abriram-se contactos no estrangeiro. Foi postivo sair e chegar”.
A experiência tem vindo a se relatada na rede social ‘Facebook’, através da página ‘Amigo Paulo’ e um dia fará parte de um livro de memórias. “Toda esta aventura criou uma história bonita e inédita. Isto vai para um livro e já tenho algumas gravações, O livro vai ser feito no próximo ano. Há pessoas de outros países dispostas a financiar o livro”, disse Paulo Teixeira.
No caminho até Lisboa, o viajante vai passar pela Serra da Estrela, pela Estrada Nacional 236 (Estrada da Morte), em Pedrógão Grande, e Fátima.
Sobre as companheiras ‘Patudas’, Paulo Teixeira disse que não se sentiu bem em entregá-las numa associação e, por isso, “decidi trazê-las comigo’.

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