Arcos de Valdevez: Diáspora deve olhar para o concelho como oportunidade para investir

Alto Minho, Entrevistas

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José Paulo Silva

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P - Tem focado muito a necessidade de a diáspora arcuense ser um activo importante para o desenvolvimento do concelho através do investimento. Este é um movimento que se mantém?
R - Mantém-se e tem condições para se ampliar ainda mais. Conforme vamos aumentando a nossa rede de contactos com a diáspora mais nos vamos aperce- bendo do potencial das oportunidades de investimento no concelho. Também das oportunidades de visitar, de regressar ou de recordar. De acordo com as suas circunstâncias, os nossos emigrantes podem olhar para o nosso concelho, nesta altura, como uma oportunidade de recordar, de visitar e de investir. O investimento já não se fica apenas pela casa, mas já passa pelo pequeno negócio e pela exportação. Ainda há dias estive a falar com emigrantes no Canadá que querem saber como podem investir aqui.

P - Há investimentos importantes no concelho promovidos por emigrantes que servem de exemplo?
R - Exactamente. Em fábricas que estão nas zonas industriais, no Hotel do Mezio, na reabilitação de casas para pôr no mercado de arrendamento...

P - A dinâmica da diáspora permitiu a Arcos de Valdevez ultrapassar a fase de crise económica dos últimos anos em que houve retracção de investimento?
R - Este ano vamos ter novo encontro com a nossa diáspora do qual fazem parte dois momentos. Um é a visita a um parque industrial e outro é mostrar a Porta do Mezio. Queremos mostrar as nossas capacidades para atrair indústrias e demonstrar como o turismo cresceu no concelho. Há oportunidades no concelho em várias áreas. Há uma nova visão na área da reabilitação urbana onde temos um conjunto de incentivos. Só no IVA temos uma redução de 17 %.

P - E há resultados?
R - Há cada vez mais emigrantes interessados em olhar para a sua terra e ver que é possível recuperar, desenvolver um pequeno comércio. E o mercado de arrendamento nos Arcos de Valdevez está a crescer. Começa a haver dificuldades em encontrar um T1 ou um T2. Há também oportunidades de emprego nas fábricas e no turismo. Regressar pode ser uma das opções para a nossa diáspora. Há empresas de vinho e de fumeiro a exportar para os Estados Unidos da América. Há que olhar para o Mundo e encontrar aqui, em Arcos de Valdevez, novas oportunidades. Há gente que esteve emigrada a trabalhar agora nas nossas fábricas, na restauração ou no turismo. Temos de acreditar que estamos num momento diferente em que há oportunidades na nossa terra. Não as devemos descartar. É possível olhar para Arcos de Valdevez como uma terra onde é possível construir o futuro.

P - Para a visita, o concelho de Arcos de Valdevez está neste momento melhor preparado?
R - Está muito melhor preparado. Temos programas para oferecer, temos equipamentos para visitar, temos circuitos para fazer, temos ecovias... Tudo isto acompanhado por uma excelente gastronomia e de excelentes vinhos.

P - A Aldeia de Sistelo está agora na fase final do concurso ‘Sete Maravilhas de Portugal - Aldeias’. Está também a decorrer o processo de classificação como sítio de interesse nacional. Em que fase está este dossiê?
R - Sistelo vai à final das Sete Maravilhas de Portugal. A Aldeia mostrou bem os seus predicados. Sistelo é um sítio onde o equilíbrio entre a acção do homem e a natureza se percebe claramente. Ali temos ecovia, os passadiços, a recuperação dos lugares, a obra que queremos fazer de recuperação do Castelo para centro interpretatitivo do espaço e de promoção dos produtos locais. A classificação de Sistelo como sítio de interesse nacional é o reconhecimento pelo Ministério da Cultura da importância do sítio. O processo está na fase final, está a ser encaminhado para o ministro da Cultura para homologação final.

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