Nova experiência pedagógica vai “partilhar e articular conteúdos”

Ensino

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Patrícia Sousa

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O Agrupamento de Escolas André Soares foi um dos que aceitou o desafio do Ministério da Educação e já no próximo ano lectivo vai, em regime de experiência pedagógica, implementar o projecto de autonomia e flexibilidade curricular dos ensinos básico e secundário, avançando assim com as alterações na gestão de currículos, sempre perseguindo a melhoria das aprendizagens. Para a directora, Maria da Graça Moura, este “é o caminho fundamental para promover a articulação, a partilha de conteúdos e de aprendizagens, garantindo mais sucesso e sempre pensando no perfil do aluno que queremos no século XXI”.
Em conselho pedagógico, segundo a directora do agrupamento, definiu-se que esta nova experiência pedagógica, envolverá as oito turmas do 1.º ano, nove turmas do 5.º e 11 turmas do 7.º ano, sendo no ano seguinte alargada a todos os anos de escolaridade.
“A grande alteração, aquela que é mais visível desde já é a alteração da matriz curricular, por orientações do Ministério da Educação, segundo o Despacho nº 5091/ 2017, de 5 de Julho. As escolas, no âmbito da sua autonomia, decidem sobre a organização dos tempos e sua distribuição, embora respeitando as normas gerais do referido despacho”, começou por explicar Maria da Graça Moura.
E, uma vez que foi alterada a matriz do 1º, 5º e 7º anos, o agrupamento “foi impelido a adequar a matriz dos restantes anos de escolaridade para bom funcionamento. As aulas, antes de 90 minutos, passam agora para 50 minutos para os 2.º e 3.º ciclos”.
Outra das “grandes novidades” desta experiência pedagógica é a introdução da nova disciplina de Cidadania e Desenvolvimento, de preferência leccionadas por docentes das áreas das Ciências Sociais e Humanas, como é o caso da História ou da Geografia. “Estamos à espera de novas orientações, em publicação, sobre aprendizagens essenciais, cidadania e desenvolvimento, entre outras”, contou.
E a directora adiantou ainda que a real articulação será concretizada em Domínios de Autonomia Curricular (DAC). “Não se trata de uma nova disciplina e nem tem horas específicas, mas vai permitir aos professores, que assim o decidirão em conselho de turma, articular e implementar projectos que possibilitarão a flexibilidade curricular”, referiu Maria da Graça Moura, exemplificando: “professores de Matemática, de História ou de Ciências ou de qualquer outra área ou disciplina pensam um projecto e disponibilizam tempo da disciplina para que os alunos possam desenvolvê-lo, permitindo que todos possam contribuir para o resultado final”. A avaliação do trabalho dos alunos é de todas as disciplinas envolvidas.
Em Setembro, os conselhos de turma assumirão esta tarefa e mediante as orientações que, entretanto, vão sendo publicadas, definirão todo o processo. “Sempre querendo formar alunos com o perfil do século XXI, serão todos os professores titulares de turma e do conselho de turma que desenharão o programa de actividade”, assumiu a directora. E Maria da Graça Moura foi peremptória: “não devemos resistir à mudança, a escola deve acompanhar o desenvolvimento das sociedades e todos os intervenientes do processo educativo devem trabalhar em conjunto, onde o aluno é visto como globalmente central e a finalidade é a sua completa formação”.

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