Fernando Pimenta conquistou prata e deu a Portugal duas das três medalhas do Europeu

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Joana Russo Belo

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Ouro em K1 1000 metros e prata em K1 5000 metros. É este o saldo do canoísta Fernando Pimenta nos Europeus de canoagem, que se disputaram em Plovdiv, na Bulgária.
Depois de, no sábado, o atleta limiano ter revalidado o título em K1 1000 metros, ontem, na final de K1 5000 conquistou mais uma medalha - a de prata - tendo apenas sido batido ao sprint pelo alemão Max Hoff, que gastou 19.21,220 minutos, menos 1,420 segundos do que o português e 8,320 segundos do que o norueguês Eivind Vold.

O atleta do Clube Náutico de Ponte de Lima disputou a vitória até aos metros finais, mas acabou por não conseguir revalidar também o título em K1 5000 metros.
Pimenta encerra, assim, o Europeu com chave de ouro e boas perspectivas para o Mundial a disputar-se na República Checa, entre 23 e 27 de Agosto, já que deu a Portugal duas das três medalhas que a equipa nacional trouxe de terras búlgaras.

“É o sonho de qualquer desportista, mas primeiro é preciso ter os pés bem assentes no chão. O nível da canoagem está muito alto”, lembrou o canoísta em alusão à preparação para a competição e o sonho da conquista de um inédito título mundial.
A outra medalha para Portugal coube à dupla Joana Vasconcelos e Francisca Laia, que conquistou, ontem, a medalha de prata em K2 200 metros. A dupla portuguesa correu a distância em 36,777 segundos, a 0,250 das ucranianas Mariia Kichasova e Anastasiya Horlova e com uma vantagem de 0,340 sobre as polacas Dominika Wlodarczyk e Katarzyna Kolodziejczyk.

“Balanço muito positivo”

O técnico nacional de canoagem, Ryszard Hoppe, fez um balanço “muito positivo” das suas tripulações nos Europeus da Bulgária, com seis finais em sete possíveis e a prata de Joana Vasconcelos e Francisca Laia em K2 200.
“Participámos com sete barcos e seis foram à final. E ficámos muito contentes com a prata da Joana e Francisca, pois participaram barcos muito fortes. Só temos de continuar a trabalhar e juntar mais raparigas”, referiu.

Em declarações à Lusa, Hoppe considerou que a prata poderia ter sido ouro, caso Joana Vasconcelos não se tivesse desgastado duas horas antes na final de K2 500 com Teresa Portela, admitindo que essa diferença “não permite recuperar a 100 por cento”. “O importante é que mostraram potência, que vai ser útil para colocar no Mundial no K2 e K4 500”, destacou.
Ryszard Hoppe valorizou muito o facto de as embarcações femininas se terem apurado para a final das três distâncias olímpicas (K1 200, K2 e K4 500), minimizando o facto de nenhuma das tripulações ter andado nos lugares da frente na final.

“Foi muito importante o K4 ter entrado para o projecto olímpico. Isso vai dar-nos calma mais para a frente. Para o Mundial a Márcia Aldeias vai entrar para o lugar da Maria Cabrita para tentar o mesmo. E alargar as opções. Para o ano quero ter seis, sete canoístas a lutar”, vincou, saudando o regresso de Teresa Portela ao grupo e lembrando que o desempenho está de acordo com o que esperava.

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