Mário Cláudio fechou Feira do Livro de Braga

Braga

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José Paulo Silva

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A entrega do XXII Grande Prémio de Literatura dst ao escritor Mário Cláudio marcou o último dia da 26.ª edição da Feira do Livro de Braga. Inicialmente previsto para 30 de Junho, primeiro dia do certame, o acto público de distinção do romance ‘Astronomia’ foi concretizado ontem à tarde, após o autor ter respondido a uma ‘Entrevista de Vida’, a última de um ciclo de conversas que constituiu uma das novidades da Feira deste ano.

“Obra prima da criação literária” foi como o presidente do júri do Prémio dst, Vítor Aguiar e Silva, classificou ‘Astronomia’, um registo autobiográfico da infância, maturidade e velhice de Mário Cláudio. “Este romance de Mário Cláudio é uma espécie de mar na literatura portuguesa”, considerou o professor de literatura, apresentando ‘Astronomia’ como um “fresco admirável da vida colectiva do país desde o salazarismo ao 25 de Abril”.

Vítor Aguiar e Silva atestou que “Mário Cláudio atingiu com esta obra o ponto mais alto da sua carreira literária”.
Na ‘Entrevista de Vida’ que ontem à tarde concedeu a Isabel Rio Noivo, o escritor confessou que lida “com algum incómodo e com alguma satisfação” ao facto de ser considerado por muitos um autor “difícil de ler”, adiantando que o que o motiva é “a garantia de fazer o que quero e não o que os outros acham que devo fazer”.

Neste regresso a Braga, Mário Cláudio recordou a infância e adolescência passadas na freguesia de Cabreiros, um período da sua vida marcado pelo sangue, já que três dos seus tios foram vítimas da tuberculose (peste branca), e também pelos rituais religiosos impostos pela devoção da sua avó.
O autor de ‘Astronomia’ falou perante uma plateia de cerca de meia centena de admiradores do seu mais recente livro, ‘Os Naufrágios de Camões’, lançado há meses.

Mário Cláudio apresentou esta obra como “uma tentativa de conferir alguma humanidade” a uma “figura suprema” da nossa História, uma “figura intocável” que “foi também um marginal que cometeu crimes, que foi degradado, que frequentou bordéis e que caiu na miséria”.
Isabel Rio Novo questionou o escritor sobre o sentido dos muitos prémios que tem recebido, obtendo como resposta a declaração de que os mesmos têm “a vantagem do incentivo, do reconhecimento e da ajuda pecuniária numa profissão que não é das mais bem remuneradas”.

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