Crianças à descoberta da história do Hospital na Póvoa de Lanhoso

Vale do Ave

autor

Lurdes Marques

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Cerca de 50 crianças, do ATL da Misericórdia da Póvoa de Lanhoso, participaram, na tarde de ontem, numa visita guiada ao Hospital António Lopes, num momento a cargo do historiador povoense José Abílio Coelho. Aos mais novos, juntou-se também António Adelino de Barros, de 89 anos, residente na vila da Póvoa de Lanhoso, que não perdeu a oportunidade de ouvir a história de um edifício que tão bem conhece.

“Estive aqui internado tinha dez anos. O que queria era não ir à escola mas acabei por ficar aqui no período das férias da Páscoa. Eu dizia que tinha dores nas costas mas era mas é a fome. Esta parte mantém-se igual. Fizeram bem em preservar a obra deixada por António Lopes”, revelou este povoense, admirando os painéis de azulejos presentes no hall da fachada principal da Hospital.

Muito atentos, os mais novos ouviram a história do povoense que embarcou para o Brasil, ali casou e fez fortuna e quando regressou à sua terra natal não esqueceu as suas gentes. A ele se deve a abertura de estradas, doação de terrenos para melhoramentos públicos, a construção do Theatro Club, a instalação de uma corporação de bombeiros e a construção do Hospital António Lopes. No seu testamento, de entre outros, deixou ainda verbas para a construção de uma escola primária e do edifício da Câmara Municipal.

Com verdadeira maestria, José Abílio Coelho deu a conhecer um pouco da história do Hospital, do seu benemérito, não deixando de explicar a história que é dada a conhecer nos painéis de azulejos que embelezam o hall da entrada principal do Hospital, da autoria de Jorge Colaço.
Foi após a morte da esposa, D. Elvira Câmara Lopes, em 1910, que António Lopes iniciou o processo de construção do Hospital. As obras iniciaram em 1912 e foram inauguradas a 5 de Setembro de 1917.

‘Caminho da Romaria’, ‘Preparativos’, ‘Procissão, ‘Zé Pereira’, ‘O vira’, ‘Mal me quer’, ‘Um negócio’ e ‘Passando um vão’ são os quadros presentes nos painéis de azulejos. A eles se deve a classificação de entrada do hospital como imóvel de interesse público.

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