António Ferreira: Credibilizámos os Bombeiros Voluntários de Braga

Entrevistas

autor

Rui Alberto Sequeira

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P - Quando há um ano tomou posse, num momento particularmente difícil da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Braga (AHBVB), definiu como prioridades a credibilização da instituição junto dos bracarenses e de entidades da cidade, abater a divida e aumentar o número de sócios. De então para cá o que é que mudou?
R - O drama do passivo que tínhamos na altura está muito amenizado. Tivemos a compreensão de alguns dos nossos credores e esse capitulo diria que está praticamente encerrado. Em relação à campanha de sócios não estou tão satisfeito. Quando fui eleito os cadernos eleitorais tinham cerca de 160 sócios e chegaremos em breve aos 2000. Acho pouco apesar de me dizerem o contrário. É claro que se formos neste ritmo de angariação de sócios não é mau. Mas eu esperava mais.

P - A expectativa era que houvesse mais sócios?
R - Não lhe consigo dar um número que fosse expectável da minha parte. Vamos ter de trabalhar mais.

P - Quais têm sido as dificuldades para que o número de sócios dos Bombeiros Voluntários de Braga não tenha aumentado dentro daquilo que esperava?
R - Este trabalho de angariação de sócios é mais difícil em cidades grandes. Houve colegas meus que também tomaram posse em outras associações humanitárias, na mesma altura que eu, em cidades mais pequenas ou vila grandes, e aí tem sido mais fácil conseguir a adesão das pessoas. As associações humanitárias em cidades de maior dimensão transportam essas dificuldades.

P - A existência em Braga de uma companhia de bombeiros municipais também pode justificar essa dificuldade em conseguir ter mais associados?
R - E de que maneira! Ao contrário do que sucedeu com associações humanitárias de bombeiros de concelhos nossos vizinhos, Braga deixou-se adormecer e quase deixou morrer a sua corporação de bombeiros voluntários. Ser uma cidade grande e ter bombeiros sapadores leva as pessoas, as diversas entidades da cidade, a sentirem-se salvaguardadas em questões de segurança.

P - Após ter assumido as funções de presidente da AHBVB houve um maior diálogo com a Câmara Municipal de Braga (CMB), algo que no passado existiu muito pouco.
R - Sim. Pouco tempo depois de ser eleito tive uma reunião com o senhor presidente da Câmara. Conversámos sobre os bombeiros voluntários, coloquei-o a par da situação em que estávamos e o que pretendíamos fazer. Temos tido da parte do executivo municipal atenção e uma preocupação, ainda não traduzida na ajuda financeira que necessitamos. Recordo que no dia em que tomei posse foi assinado um protocolo entre os Bombeiros Voluntários e o Município de Braga através do qual passou a ser-nos concedido um subsidio anual de 15 mil euros. Há pouco tempo o edil de Guimarães foi à festa de aniversário dos bombeiros da cidade e levou consigo um cheque de 180 mil euros e uma ambulância para a corporação. Mas o que eu disse na altura de ter assinado o protocolo com a autarquia e que mantenho é que aceitávamos de bom grado o subsídio que nos ia ser atribuído anualmente, não questionávamos o montante e estávamos ali para agradecer o gesto e a mudança de paradigma da CMB que olha para os bombeiros voluntários e reconhece o trabalho e o esforço. Nós esperamos que esse montante venha naturalmente a aumentar porque temos alguns projectos, renovação da frota e de outros materiais. Para isso precisamos da ajuda dos sócios e da CMB.

P - Refere-se à requalificação do quartel?
R - Também. Nós estamos num processo de candidatura a fundos comunitários. Essas candidaturas são comparticipadas a 85%. A nossa aproxima-se dos 600 mil euros e os 15 por cento que competem à AHBVB são muito dinheiro. Independentemente desse dinheiro é necessário fazer os projectos para a requalificação e solicitei apoio à Câmara que , prontamente, disponibilizou dois arquitectos. Foram eles que elaboraram o projecto que me permitiu apresentar a candidatura. Nesta fase estamos satisfeitos pela preocupação da CMB em nos ajudar tecnicamente. Enviei também uma carta ao presidente Ricardo Rio a solicitar apoio excepcional para que seja a autarquia a pagar os 15 % que competem à corporação.

P - Já teve resposta?
R - Ainda não tive resposta, mas já me encontrei com o presidente da Câmara que me descansou naquele aspecto. Não é uma verba que tenha de ser paga de imediato. Ao longo dos dois anos em que vão decorrer as obras os 15% vão sendo pagos de acordo com as facturas que vão sendo enviadas.

P - A determinado momento houve a expectativa de um novo quartel?
R - Ao abrigo do Programa Portugal 2020, tinha sido aberto um aviso que nos permitia candidatar à requalificação do nosso quartel. O secretário de Estado da Administração Interna esteve em Braga no ano passado e tivemos uma conversa. Expliquei-lhe a dificuldade em matéria de instalações e mencionei o aviso que ele tinha mandado publicar. O secretário de Estado disse que a nossa candidatura ia ser difícil de concretizar para um outro quartel porque Braga já tinha sido beneficiada com as verbas para a construção de um equipamento do género, neste caso o quartel dos Sapadores. Com a ajuda dos técnicos da Câmara fizeram-se os projectos de arquitectura e apresentámos uma candidatura. Confirmei que a candidatura tinha sido chumbada e voltei a ter uma reunião com o secretario de Estado, em Lisboa. Consegui convencê-lo que as nossas instalações são muito precárias e ele acabou por validar a nossa candidatura para a requalificação e remodelação do quartel. O secretário de Estado Jorge Gomes tentou, entretanto, verificar se existia a possibilidade de os técnicos do Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos (POSEUR) entenderem que o dinheiro que se ia gastar na requalificação e remodelação pudesse ser utilizado no início da construção de novas instalações, edificando para já a parte operacional. Fomos ver alguns terrenos e temos um que nos agrada que é contíguo ao Instituto do Emprego e Formação Profissional, em Maximinos. Mas apesar da boa vontade manifestada não houve possibilidade. Ainda tentei conseguir do secretário de Estado a garantia de abertura dentro de muitos poucos anos de candidaturas para novos quartéis em troca da desistência da candidatura à remodelação e requalificação, mas não recebi essa garantia e por isso avançámos para as obras no actual quartel que já tem 40 anos. Das quatro valências pretendidas vamos ganhar duas. Com estas obras só vamos conseguir fazer uma área de formação e instalações para os elementos masculinos e femininos da corporação. Os carros vão continuar a ficar na rua e a parada será também na rua.

P - Não é possível, ainda que de forma provisória, criar uma outra zona de parqueamento das viaturas dos bombeiros?
R - Eu acho que o parque de estacionamento no Largo Paulo Orósio devia ser só para os bombeiros. Em todo o parque interior só estão atribuídos sete lugares, os restantes são atribuídos aos bombeiros. Podia ser encontrada uma solução atribuindo os sete lugares de estacionamento pago aos bombeiros e encontrar uma alternativa nas imediações para os cidadãos estacionarem.

P - Quando é que se iniciam as obras de remodelação e requalificação do quartel?
R - Se tudo correr de forma normal, vamos sair dali para o antigo quartel dos Sapadores - cedido pela CMB - em Outubro/Novembro. As obras devem começar por essa altura e devem demorar quase dois anos.

P - Apesar de ter saído novamente gorada essa possibilidade, mantém a expectativa de um novo quartel?
R - Não podemos deixar de pensar nessa realidade. Não quero errar, mas pelo facto de a remodelação do actual quartel ser cofinanciada, somos obrigados a ali permanecer durante cinco anos. O tempo que obrigatoriamente tivermos de ficar no actual quartel será o necessário para conseguirmos negociar o terreno em Maximinos e que é do IEFP. O terreno com quase 12 mil metros quadrados foi avaliado em um milhão de euros, um valor que não podemos pagar e por isso pedimos que nos seja cedido para a construção do quartel. Pela lei os institutos públicos não podem alienar património, mas podem ceder à autarquia ao abrigo do direito de superfície. A CMB faria posteriormente a doação á AHBVB. No entanto este processo tem de passar pelo crivo do Ministério das Finanças

P - Relativamente à angariação de sócios, não está satisfeito com os resultados conseguidos até ao momento apesar de ter sido realizada uma campanha de comunicação nesse sentido.
R - Como já disse, temos ainda muito trabalho para fazer. Tem sido um ano complicado e por isso ainda não consegui dispor de tempo para fazer uma visita aos estabelecimentos escolares. Pretendemos ir junto das crianças e dos jovens porque eles são atentos e podem ajudar-nos a sensibilizar os pais para serem sócios dos bombeiros. Tenho um outro projecto que passa por fazer uma grande campanha junto das empresas de Braga. Não me parece correcto chegar junto de uma empresa e pedir, pura e simplesmente, para ser sócia ou pedir um subsídio. Acho que os bombeiros devem ter alguma coisa para dar em troca. Estou a preparar uma carta e uma ficha. A ficha é um levantamento que os bombeiros voluntários vão fazer a cada empresa que queira estar connosco. Essa ficha é para nós extremamente importante e resulta de uma aprendizagem minha numa fábrica onde fomos combater um incêndio à noite, que estava completamente trancada e em relação à qual tivemos duvidas sobre os melhores procedimentos a adoptar porque não sabíamos com que materiais íamos ter de lidar. O combate às chamas correu bem, mas pensei que se tivéssemos sobre cada empresa um cadastro nos bombeiro seria muito mais fácil lidar com incêndios ou outras situações perigosas.

P - Será um serviço prestado às empresas e no âmbito da protecção civil?
R - Exactamente. Saber quem são as pessoas das empresas que devem ser contactadas, que materiais existem dentro das fábricas. Penso que pode ser um trabalho importante. Por outro lado, também estamos a investir em equipas direccionadas para a formação. Actualmente as empresas têm de ter formação em diversas áreas e naquelas que são obrigatórias, algumas são as que os bombeiros melhor dominam. Em troca de as empresas se fazerem sócias dos Voluntários de Braga, nós poderemos participar na formação dos colaboradores. Recentemente, urante um incêndio numa empresa, foi necessário recorrer ao uso de extintores e os colaboradores dessa empresa não os souberam usar. É com bases nestes exemplos que queremos estabelecer parcerias com empresas que venham depois a ser nossas associadas.

P - Manifestou, numa entrevista que nos concedeu há um ano, no inicio do seu mandato, a esperança que as Juntas de Freguesia do concelho e Braga viessem também a ser sócias da AHBVB.
R - Com as Juntas tem corrido mal. Estive em Barcelos pouco depois de ser eleito e numa conversa com o comandante de uma das corporações do concelho questionei sobre os meios financeiros que tinham para ter a corporação tão bem equipada. Para além dos muitos sócios e do apoio substancial da Câmara, foi mencionada a ajuda dada pelas juntas de freguesia que inscreviam nos seus orçamentos uma comparticipação para os seus bombeiros. Aqui em Braga tentei fazer o mesmo. Escrevi aos presidentes de todas as juntas e estranhamente as respostas não têm aparecido. Temos neste momento seis que são nossas associadas e que nos ajudam com uma pequena importância. Estranho a ausência de resposta porque quando chega esta altura de mais incêndios os presidentes de junta são os primeiros a ligar a pedir a nossa ajuda. Não pedíamos fortunas e as nossas cartas foram de certo modo ignoradas. Gostaria de saber porquê.

P - Os bombeiros podem na sua opinião reforçar essa nova valência de actuação mais no sentido da formação e da prevenção?
R - Nós em Braga não temos da autarquia um subsídio grande que nos permita viver tranquilos como sucede em outros municípios e por isso enquanto associação temos de ir à procura do nosso próprio financiamento. O subsíidio anual atribuído pela CMB dá para pouco mais de um mês de gasóleo.

P - Na sua opinião qual seria o número de sócios que permitiria a AHBVB ter um dia a dia desafogado?
R - Na casa dos 25 mil. Mas se não forem 25 mil sócios individuais e pudermos incorporar as empresas que pagam sempre um pouco mais que os sócios individuais poderemos ser uma forma de contrabalançar as contas. Temos de viver com o dinheiro das quotas, do transporte de doentes, com os serviços do INEM e queríamos começar a pensar muito seriamente na área da formação. Queremos ter bombeiros bem preparados para dar formação em várias áreas nas empresas.

P - O transporte de doentes assume uma fatia importante no financiamento da corporação?
R - O transporte de doentes representa para qualquer associação uma fatia importante do financiamento. Durante algum tempo por falta de viaturas em condições, os Voluntários de Braga estavam parados. Já visitei o Hospital de Braga e neste momento estamos a trabalhar com o Hospital.

P - Houve uma renovação da frota a esse nível?
R- Sim. Na conversa que tive com a administração do hospital expliquei que íamos ter novas viaturas de transporte de doentes e que queríamos trabalhar com com eles. Desde o ano passado, quando dei a entrevista, até agora, adquirimos seis ambulâncias. A sexta foi encomendada a semana passada. É um investimento, não conta como passivo. Elas têm de se pagar, trabalhando. Vamos continuar esta renovação para um serviço de qualidade no transporte dos doentes. Queria acrescentar que a estrutura do INEM também é importante para os voluntários de Braga. Temos duas ambulâncias. O ano passado tivemos 160 serviços por mês, o mês passado fizemos 400 e neste mês já vamos com 300. O INEM paga pouco, mas paga!

P - A relação com o Hospital de Braga vai ser alterada?
R - Assim que tivermos o número suficiente de ambulâncias e de viaturas de transporte de doentes em condições de poder garantir mais uma etapa, gostaria de pedir uma nova reunião com a administração do hospital e dizer que está na hora de olharem para os Bombeiros Voluntários de Braga no sentido de assegurarem mais serviços e que nos seja dada a primazia.

P - A AHBVB tem apostado nos recursos humanos e investido em equipamentos para os bombeiros?
R - Nós continuamos a ter jovens dos dois sexos que querem ser bombeiros voluntários. No próximo dia 2 de Julho vamos fazer uma formatura para promover 20 novos bombeiros/as. Vamos ainda aproveitar para benzer três viaturas novas de transporte de doentes, das seis que mandámos vir. Entretanto está a decorrer uma outra recruta. Dentro de um a dois meses os 15 futuros bombeiros terminam a sua instrução e vão passar para a fase de estágio. Nós temos a maior riqueza que são os jovens a quererem ser bombeiros. Temos perto de 70 bombeiros no quadro activo e 60 no denominado quadro de reserva. No Outono gastámos mais de 40 mil euros na revisão das nossas viaturas de combate ao fogo. Vamos ver como é que elas vão resistir a esta época de incêndios sendo certo que comprar carros novos está fora de hipótese - a não ser que algum mecenas ou a autarquia nos ajude - dado que custam todos para cima de 150 mil euros. Estamos com alguma dificuldade na aquisição do equipamento individual de fogos urbanos para os bombeiros. O nosso objextivo é que cada elemento tenha o seu fato. Cada equipamento destes, que permite estar exposto a altas temperaturas, custa mil euros.

P - O número de efectivos que os Voluntários de Braga têm neste momento permite uma boa resposta?
R - Sim. O corpo activo tem elementos suficientes para aquilo que nós somos hoje enquanto corpo de bombeiros. Temos uma dificuldade que queremos colmatar e que tem a ver com o preenchimento dos quadros intermédios. É necessário repor toda a hierarquia de comando. Temos de ter chefes de piquete, chefes de equipa, etc. É preciso ter algum cuidado em fazer as nomeações para lugares de chefia e comando, principalmente numa corporação de voluntários. Também aqui ainda há trabalho a fazer

P - Tem falado de uma nova atitude da Câmara de Braga para com os Voluntários, mas não nota que ainda existem alguns constrangimentos nessa relação e que o poder politico tem receio em dar mais subsídios aos bombeiros voluntários?
R - Eu acho que não devia ter esse receio. Os bombeiros, e principalmente os voluntários, são uns verdadeiros heróis e vimos isso na recente tragédia dos incêndios no centro do país. Muitos abdicam de dias de férias para poderem dar o seu contributo no combate as chamas. Na nossa corporação, ao constituirmos uma equipa de reserva também houve quem o fizesse.

P - O distrito de Braga era, até ao passado dia 15 de Junho, um dos que tinha a maior área ardida e um dos que registava o maior numero de incêndios.
R - A Senhora do Sameiro este ano tem sido protectora. Já houve muitas ignições, mas têm acontecido em locais onde foi fácil debelar as chamas e onde chegámos rapidamente. O Verão começou esta semana e a fase final do Verão é sempre muito complicada. No dia um de Julho começa a fase 'Charlie', que é a que coloca mais meios no combate e na prevenção de incêndios florestais

P - Deveria existir uma fase única de prevenção de incêndios?
R - Não sei dizer, agora o que me parece é que as fases de prevenção não estarão devidamente adequadas aos novos tempos meteorológicos. Os incêndios no centro do país com a dimensão e a gravidade que tiveram aconteceram numa fase intermedia de prevenção.

P - Da experiência que tem enquanto presidente da AHBVB e também enquanto militar de carreira, não fica preocupado com toda esta informação e falsa informação que se tem produzido nos últimos dias? O cidadão não poderá ficar também ele apreensivo sobre a eficácia do sistema de combate a fogos?
R - Os operacionais têm de se habituar a viver com os novos tempos da mediatização dos acontecimentos. Operacionalmente falando, creio que um maior recato, podermos todos trabalhar sem a pressão das câmaras de televisão e da informação, poderia resultar melhor. O caso da alegada queda do 'Canadair' é um bom exemplo. Por outro lado, acho também que o acompanhamento pela comunicação social pode também ser um importante elemento de ajuda. Estamos a falar de um incêndio que ainda não se sabe bem como começou. O presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses suspeita de fogo posto. Não há certezas por enquanto, mas há algo que eu sei: é que a maioria dos incêndios florestais em Portugal, são como habitualmente dizemos, provocados pelo 'sol da meia-noite, das duas, das três, quatro da manhã'. Estou convencido que as novas gerações vão ser mais cuidadosas na sua relação com o ambiente e com a natureza. A sensação que tenho é que algo não está bem na prevenção dos incêndios. Somos um país pequeno, devemos ter condições e meios de atacar um fogo logo no seu inicio.

P - Enquanto militar concorda que as forças armadas portuguesas deviam ter um papel mais activono combate aos fogos, em especial a força aérea?
R - Concordo. Gostava de ver a força aérea portuguesa a assumir essa responsabilidade. Penso que o investimento devia ser em meios para a força aérea combater de forma mais eficaz os fogos florestais. O exército deu também um apoio importante com a utilização de máquinas de rasto.

P - Os Bombeiros Voluntários de Braga estiveram de prevenção durante os incêndios em Pedrogão e em Góis?
R - Houve uma equipa preparada para seguir para o combate a esses fogos caso tivesse sido necessário.

P - Do que disse há pouco deu para perceber que grande parte dos incêndios têm origem criminosa ou negligente
R - Tem de haver mais vigilância e uma punição mais rápida e porventura mais pesada. Eu ouço os nossos bombeiros mencionar a presença em liberdade de incendiários que são já referenciados pelos nossos homens.

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