Memórias do Couto e da Carta de Foral revividas em Tibães

Braga

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Paula Maia

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Reavivar memórias e, sobretudo, preservar património. É com este intuito que José Carlos Peixoto, conhecido historiador de Mire de Tibães, tem levado a cabo, desde 2010, um trabalho de investigação sobre as origens da freguesia, nomeadamente o Couto de Tibães e a atribuição do Foral ao Mosteiro de São Martinho de Tibães, do qual se assinala agora 500 anos. Estes sete anos de investigação deram origem a um livro que o investigafor lançou recentemente, intitulado ‘Memórias do Fouto de Tibães’,obra distinguido com o prémio de história local Manuel Monteiro.

E foram precisamente estas memórias que José Carlos Peixoto trouxe à conferência que ontem decorreu no Mosteiro de Tibães - ‘A Carta de Foral do Mosteiro de São Martinho de Tibães’ - reunindo no mosteiro beneditino muitos apaixonados sobre a a história da freguesia.
“Já se tinha escrito muita coisa sobre Tibães, nomeadamente sobre a arte ou a história do próprio mosteiro, mas sobre o Couto não havia nada. Ninguém se tinha debruçado sobre o território do Couto e o seu processo de jurisdição”, diz o historiador que encontrou neste facto uma oportunidade para reavivar “aquilo que estava em vias de extinção e preservar essas memórias”.

José Carlos Peixoto diz só lamentar o facto de não ter iniciado estes processo mais cedo “porque teria recuperado muitos documentos, memórias”que se perderam ao longo deste últimos anos.
No seu processo de investigação, o historiador de Mire de Tibães estudou não só o foral, como também todos os seus precedentes, nomeadamente a Carta de Couto, a sua população, a demarcação desse Couto através dos marcos ainda existentes na freguesia, no período correspondente entre 1110 e 1874. A conferência debruçou-se ainda no período após a extinção do Couto, ou seja de 1874 até aos nossos dias.

Paulo Oliveira, historiador da Direcção Regional de Cultura do Norte trouxe a esta conferência o seu trabalho de investigação que incidiu na relação do senhorio do Couto, o Abade de Tibães, com o poder e com a população. Foi sobretudo nas relações com o poder, nomeadamente com a Coroa, as Autoridades Militares e Civis que se debruçou a intervenção de Paulo Oliveira.

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