Investimento na qualificação “tem sempre retorno a prazo”

Ensino

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Patrícia Sousa

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Contrariando a ideia “absolutamente errada, perversa e indutora de reprodução de desigualdades”, o secretário de Estado do Emprego, Miguel Cabrita, acredita que “a prazo há sempre retorno do investimento feito na qualificação e na educação”. O governante, que encerrou, ontem na Universidade do Minho (UMinho), o seminário ‘Ser diplomado do ensino superior: escolhas, percursos e retornos’, assumiu ainda a necessidade e oportunidade de adequar a oferta educativa e formativa às pretensões das empresas.
Miguel Cabrita, que falava no encerramento do seminário, lembrou que o mercado de trabalho teve “mudanças radicais e em alguns sectores, que estavam condenados a fechar, como são o caso do têxtil e do calçado, houve muitas transformações”. Ainda assim, o secretário de Estado admitiu que “a modernização não é suficiente para receber a mão-de-obra jovem qualificada, a mais qualificada que alguma vez Portugal teve”. Actualmente, continuou aquele governante, “há uma discrepância entre a procura e a oferta, não podendo se confundir a escassez de emprego com a falta de experiência”.
E as políticas do actual Governo vão nesse sentido, havendo ainda “margem de manobra para a protecção e enquadramento da entrada de jovens no mercado de trabalho”.
No cenário actual, ainda nas palavras de Miguel Cabrita, “as competências transversais são fundamentais e aparecem constantemente como factores de diferenciação na perspectiva dos empregadores”, mas há mudanças internas que as empresas também precisam fazer. “Os empregadores têm que se adaptar e combater o deficit de competências”, desafiou o secretário de Estado, tendo a certeza, no entanto, que “os currículos das entidades educativas e formativas são necessariamente mais lentos que a evolução dos mercados e é preciso adequar permanentemente à lógica do capitalismo contemporâneo”. E para responder ao presente e ao futuro do mercado de trabalho, que já está aí com a economia digital e a indústria 4.0, Miguel Cabrita foi peremptório: “temos que antecipar as tendências”.
O secretário de Estado do Emprego destacou ainda que o investimento na qualificação e na formação não traz apenas expectativas económicas, mas também sociais e culturais.

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