BE defende reforço da equipa técnica do Museu da Imagem

Braga

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Paula Maia

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A cabeça de lista do Bloco de Esquerda à Câmara Municipal de Braga defende o reforço do quadro de pessoal do Museu da Imagem, actualmente composto por quatro elementos. Paula Nogueira, que ontem realizou uma visita ao espaço no âmbito da comemoração do Dia Internacional dos Museus, diz que esse reforço deverá ser efectuado com pessoas com formação na área da fotografia. “O museu conta com um quadro muito reduzido. Quatro pessoas não são nada para o trabalho que aqui há para fazer. E era importante que para além do seu director, o museu tivesse um técnico ligado a esta área. É uma falha que tem de ser colmatada”, diz a candidata. Ainda a propósito, a cabeça de lista do BE considera que a curadoria das exposições não pode ser entregue “a curiosos”, afirmando que o trabalho neste área tem especificidades que aportam conhecimentos específicos.
Da visita efectuada ao espaço municipal, Paula Nogueira diz que é notório a falta de investimento por parte da autarquia. “É notório que o museu está a precisar de obras de conservação”, afirma a dirigente que teve a oportunidade de visitar o arquivo do museu onde estão guardadas 200 mil películas, grande parte das quais ainda não catalogadas.
O BE fez saber também que o Museu da Imagem não dispõe de um site que permita dar visibilidade ao espólio que guarda e ainda valorizar o trabalho que aqui é feito. “É importante dar a conhecer ao país e ao mundo o trabalho que aqui é feito e a colecção de grande valor que aqui existe”, explica ainda a responsável.
A catalogação das 200 mil películas que integram o espólio do Museu da Imagem é outra das preocupações dos bloquistas. O trabalho iniciado foi interrompido por razões técnicas, estando agora a ser retomado. “Como podem imaginar se não houver um reforço do quadro técnico isso será impossível”, analisa Paula Nogueira. A candidata chamou também a atenção para a escolha das fotografias que têm integrado as exposições deste museu, considerando que tem havido algum “conservadorismo”, quanto ao papel do espaço neste âmbito, sendo necessário uma “ruptura”.
“Um museu desta natureza tem que dialogar com a contemporaneidade, tal como faz, por exemplo, os Encontros da Imagem. Para isso é necessário uma condicionante que Braga não tem: uma sala de exposições com escala para receber grandes exposições”, prossegue a cabeça de

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