‘Caminho de Braga’ em valorização

Braga

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José Paulo Silva

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Os Caminhos de Santiago podem constituir um importante produto turístico da região Norte de Portugal, se desenvolvido de forma a garantir, ao longo de toda a sua extensão, uma experiência turística integral e de qualidade”, concluem os autores do estudo de caracterização do Caminho Português na região Norte, encomendado pela Associação do Eixo Atlântico, que é apresentado na próxima semana.
As conclusões do relatório, a que o Correio do Minho teve acesso, determinam, no entanto, que tal objectivo exige “requalificação e potenciação das infraestruturas existentes, homogeneização da sinalética e formação para o acolhimento ao peregrino”.
No que respeita à variante do Caminho de Braga, o levantamento que integra os ‘Estudos dos traçados do Caminho Português de Santiago no Norte de Portugal’, regista 22 tipologias - ou desenhos diferentes - de sinais, a par da falta de consistência no que respeita à colocação e orientação dos sinais no itinerário.
Em termos de oferta de albergues para peregrinos, são apontadas insuficiências, já que só existem estruturas de acolhimento na cidade de Braga, na freguesia de Goães e em Ponte de Lima.
O Albergue Santiago, a funcionar, deste 2013, na Casa da Roda, em pleno centro histórico da cidade de Braga, é reconhecido por uma “alta capacidade e um bom serviço”.
Em 2016, a Escola da Pateira, em S. Pedro de Merelim, foi requalificada, passando a dispor, entre outras valências, de um albergue para peregrinos.
O albergue de Goães, no concelho de Vila Verde, é de capacidade limitada a 16 camas, ao passo que em Braga estão disponíveis 50.
No trajecto entre Porto e Braga, com cerca de 63 quilómetros sem qualquer albergue.
Tendo em conta os alojamentos específicos para os peregrinos de Santiago de Compostela, os autores do estudo de caracterização do Caminho Português defendem, na variante do Caminho de Braga, a criação de albergues em Covelas (Trofa) e São Tiago de Antas (Vila Nova de Famalicão), a par do reforço do serviço em Goães, mediante a ampliação do albergue existente ou a criação de um novo estabeleci- mento.
S. Tiago de Antas é visto com “um local adequado para a implementação de um albergue que apoie o Caminho”, já que se trata de uma freguesia rica em património arqueológico e arquitectónico de interesse, com destaque para a presença de miliários romanos, o conjunto formado pela igreja românica que tem o Apóstolo Santiago como padroeiro e o Centro Pastoral de Santiago, que organiza diversas actividades de recepção e convivência”.
No troço entre Braga e Ponte de Lima, apenas existe o albergue de Peregrinos São Pedro de Goães, sinalizado e com uma boa localização em relação ao traçado.
Ao chegar a Ponte de Lima, o peregrino já tem múltiplas opções de alojamento compartilhadas com os peregrinos que realizam o itinerário do Caminho Central por Barcelos.
“Dados os trabalhos de promoção e divulgação previstos para esta rota, é importante dotá-la de um serviço de alojamento adequado ao longo de todo o caminho”, sublinha-se no estudo de caracterização.

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