Margarida Casal: Internacionalizar é o desafio da Escola de Ciências da UMinho

Entrevistas

autor

Rui Alberto Sequeira

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Apostar no ensino pós-graduado, na investigação e na internacionalização são os desafios de futuro da Escola de Ciências da UMinho, assumidos na entrevista à radio Antena Minho e ao Correio do Minho pela presidente da ECUM. Margarida Casal sublinha o crescimento da Escola e o seu posicionamento em termos de qualidade da ciência a nível internacional.

P - A Escola de Ciências da Universidade do Minho (ECUM) assinalou muito recentemente os seus 42 anos de existência com o desafio lançado pelo Reitor e que a professora Margarida Casal também assume e que passa pelo objectivo de uma maior projecção nacional e internacional da Escola, num contexto globalizante da ciência.
R - É importante ter alguém que tem uma visão muito exigente da investigação científica e isso vem no alinhamento do posicionamento da ECUM. Nós temos de ter presente a nossa missão e nessa missão está o ensinar. Mas não podemos deixar de gerar novo conhecimento e passar esse conhecimento para a sociedade. Ao nível do nosso ensino pretendemos que ele se diferencie, isto é, seja um ensino muito suportado no novo conhecimento e na investigação. Temos de nos consolidar na sociedade porque esta é muito exigente connosco. Temos de saber colocar no mercado os nossos formandos e saber o que é que as empresas precisam e ir ao encontro das necessidades das instituições, da sociedade. O conhecimento, quando o estamos a trabalhar, não sabemos onde ele vai chegar, mas sabemos que vai servir para ensinar melhor os nossos estudantes. Temos de saber usar muito bem os nossos recursos e aí o reitor tem toda a razão e desperta a nossa atenção para aquilo que se encontra disponível e nós, ECUM, posicionamo-nos. Quando falamos de fundos estruturais, dos programas nacionais ou dos próprios programas europeus, temos de ter estruturada a nossa visão enquanto Escola e encontrar um posicionamento para que no momento certo, quando surgirem as oportunidades, termos internamente estrutura para fazer essa alavancagem.

P - Tem estado ausente essa visão, esse posicionamento da ECUM em se projectar além-fronteiras ao nível da investigação e da produção de conhecimento?
R - Eu penso que temos tido uma grande capacidade de nos posicionarmos em termos da qualidade daquilo que é a ciência ao nível internacional. Estamos bem; queremos sempre melhor, é evidente. Estamos num nível internacional em relação àquilo que são as exigências dos nossos parceiros. Temos muito orgulho daquilo que se faz e do ponto de vista da ciência fundamental, estamos bem. Há pouco lembrei-me daquele explorador inglês que queria escalar o Evereste e quando questionado porque queria fazer a subida respondeu: “quero porque está lá” e a ciência é um pouco assim, investiga-se porque “está lá” e nós vamos compreender os mecanismos, procurar as respostas, criar formulações para explicar os fenómenos. Uma segunda abordagem é mais difícil e que é a passagem para a tecnologia. De facto, a mentalidade mudou imenso. Nos últimos anos os próprios programas europeus onde o financiamento está mais disponível, têm sido programas que nos têm orientado nesse sentido. Penso que por aí, globalmente, a ECUM também se encontra muito bem. O terceiro nível - não é um problema especifico nem da Escola de Ciências nem da UMinho - é uma dificuldade do país, a transferência do nosso conhecimento e da nossa tecnologia para a economia, para o bem-estar, para a sociedade.

P - No caso da ECUM esse ultimo nível afigura-se mais difícil uma vez que trata de ciências como a Física, Ciências da Terra, Química, Matemática e Aplicações, Biologia, essa translação de conhecimento para as empresas, por exemplo, torna-se mais complicado quando comparado com outras áreas.
R - É mais difícil porque hoje as empresas são globais, existe uma competitividade aberta. Há uns anos tínhamos pouco e bom, mas o mercado não era muito exigente. Hoje temos mais para oferecer, mas a competição no exterior é muito mais exigente. É necessário saber comunicar com as empresas, com a sociedade, com as instituições e demonstrar-nos onde está o nosso valor. Mas eu creio que esta é uma dificuldade do país, mas ainda não soubemos desmultiplicar essas dificuldades. Penso que o ministério da Economia tem tentado estruturar os financiamentos de forma que a demanda da inovação venha por parte das empresas. A aproximação tem de ser feita nos dois sentidos, as empresas com a academia e a academia, aberta ás empresas.

P - É mais fácil as empresas irem à procura desse conhecimento em áreas como as engenharias, as ciências médicas…
R - São áreas mais visíveis. Não quer dizer que dentro das Ciências não sejamos capazes de o fazer. Sinalizo algumas áreas onde esse processo de proximidade com as empresas existe. Por exemplo os colegas que estão a trabalhar nas ciências da visão, da optometria têm tido - até porque o curso é mais profissionalizante - uma maior capacidade de comunicar, de chegar às empresas. Em outros sectores, ao nível de algumas patentes produzidas na ECUM é preciso saber levar ao mercado esse conhecimento para ser apetecível pelas empresas.

P - A internacionalização foi muito falada nas comemorações dos 42 anos da ECUM. De que forma é que esse processo vai ser desenvolvido?
R - É o meu grande desafio. Penso que vamos ter de trabalhar bastante nessa dimensão. Ainda não estamos a atingir os níveis de internacionalização desejáveis. Estou a falar de alunos estrangeiros e não no domínio da investigação porque aí estamos num bom nível.

P - Alunos para os cursos de pós-graduação?
R - Sim para a pós-graduação. Creio que neste capítulo temos ainda muitas oportunidades pela frente

P - Que argumentos vai apresentar para a captar esses alunos para a ECUM?
R - Sobretudo estar muito atenta às oportunidades que a própria reitoria tem vindo proporcionar e consolidar ainda mais esse percurso. Teremos sempre de ir pela componente da investigação. Vão ser os projectos de investigação que vão conseguir atrair estudantes de outros países. A infra- -estrutura do Centro de Supercomputação é uma oportunidade extraordinária. O Instituto de Inovação para a Biosustentabilidade (IB-S) é outra oportunidade. Dar visibilidade a infraestruturas de investigação que não existem em outros institutos do mundo e onde nós vamos fazer a diferença.

P - Ao nível das licenciaturas a consolidação da ECUM está conseguido? O desafio vira-se para a pós-graduação (mestrado e doutoramento)?
R - É sabido que o processo de Bolonha levou a uma grande reestruturação dos cursos. A ECUM nesse capítulo poderá ainda evoluir, pontualmente. Nós criámos recentemente um curso chamado mestrado integrado em Engenharia Física em que a Escola tem mais de 50% no peso dessa formação, que teve um impacto muito interessante na atracção de alunos. Penso que vamos tendo capacidade de criar novas formações.

P - Mas podem crescer mais na captação de alunos para licenciaturas base como Química, Física …
R - Exactamente e renovar os conteúdos. Do ponto de vista da maior capacidade de criar diferenças será, na minha perspectiva, ao nível das pós-graduações e aqui sermos capazes de mais uma vez de nos diferenciarmos, de nos internacionalizarmos. São formações que nós podemos reestruturar muito mais rapidamente, criar novas unidades curriculares, convidar professores estrangeiros que podem vir leccionar, em módulos curtos de tempo, em modelos de cursos avançados. Nesta perspectiva a pós-graduação pode fazer a diferença. Nós temos vindo a crescer de uma forma consolidada ao longo dos últimos anos no número de estudantes que nos vêm procurar para a pós-graduação. Tem sido um factor muito positivo. Há uma ligação que eu faço com o tema do financiamento: a pós-graduação está muito ligada à investigação cientifica. Os estudantes vão querer desenvolver as suas teses ,aceitam esse desafio, procuram projectos mais arriscados para conseguir as publicações. A outra vertente á qual temos de dar mais atenção corresponde a saber dar também formações um pouco mais profissionalizantes; volto a dar como exemplo a optometria e as ciências da visão que conseguiu ser um curso mais tecnológico e onde a empregabilidade é muito elevada.

P - E esse percurso é possível em outras licenciaturas como a Química, a Física, a Biologia, ..?
R - Eu penso que mais ao nível de mestrado. Temos os mestrados de Bioquímica, de Biofísica. A licenciatura são três anos que passam muito rapidamente e os estudantes têm nesse tempo de adquirir as bases fundamentais daquilo que é o conhecimento dessas áreas de estudo.

P - O que é impede muitos alunos que estão a concluir o secundário e querem ingressar no ensino superior, de optarem por aquelas disciplinas mais fundamentais?
R - Temos de saber ler a sociedade, o que é que as pessoas pensam e os ciclos. Somos um bocadinho influenciados pelas modas, pelas tendências, daquilo que vem nos “media”. Hoje um químico consegue emprego sem grande dificuldade. Remetendo para um mestrado que temos em Técnicas Laboratoriais, nós não conseguimos ter inscritos todos os estudantes interessados nesse mestrado. Tem uma procura imensa. Ou seja, como é mais profissionalizante temos uma procura muito grande até de profissionais que já estão no mercado de trabalho. Os estudantes saem todos para empresas e esta é uma percepção que não é imediata. Um curso que tem muito sucesso e uma grande visibilidade é o de Bioquímica por- que as pessoas já conseguem estabelecer uma ligação com a área da saúde. O curso de Geologia que estava com muita dificuldade nas vocações, dá hoje sinais de recuperação pela procura dos jovens que compreendem o que é ser geólogo. Temos o curso de estatística que esta sediado em Azurém e ao nível de mestrado é muito interessante porque atingimos públicos muito variados, desde a psicologia á economia, que querem aprofundar os conhecimentos em estatística.

P - Falta explicar aos jovens a empregabilidade dos cursos e os próprios cursos.
R - Estamos a preparar um trabalho junto das escolas do ensino secundário em que gostávamos de colaborar com os psicólogos das escolas, que trabalham muito na orientação profissional, no sentido de passar um pouco mais de informação. O contacto com os educadores é importante. Hoje os nossos jovens estão mais bem preparados mas têm, depois, a dificuldade de perceber que o mundo é muito competitivo e que os espera uma vida difícil.

P - A Física, uma área muito complicada para os estudantes do ensino secundário, mas onde se faz ‘investigação de ponta’ na ECUM e onde há projectos de estruturas de investigação que vão surgir no futuro; continua a ser ainda um curso pouco apetecível?
R - Este ano lectivo em termo de admissão de novos alunos correu muito bem.

P - No passado chegou a equacionar-se a viabilidade do curso de licenciatura.
R - Passámos por isso nas Ciências da Terra, mas felizmente recuperámos o curso.

P -Vai ser transferido para o Pólo de Azurém, Guimarães.
R - Exactamente. Vamos tentar fazer uma grande reestruturação na Escola. A ECUM está cada vez maior e a área da investigação necessita de muitos recursos, nomeadamente espaços. Nós temos duas instalações: um edifício em Gualtar e outro no campus de Azurém. O facto de não estar sediado nenhum departamento em Guimarães deixa a sensação que ali ‘não se passa nada’. Precisa de mais e por isso vamos colocar um departamento, neste caso do de Ciências da Terra em Azurém. Vai haver uma aposta estratégica que passa pela contratação de mais quatro professores que vão ‘refrescar’ o corpo docente. Era fundamental a renovação do quadro de professores. O edifício no campus de Azurém vai sofrer uma intervenção profunda porque as instalações têm de ser adaptadas aos laboratórios. Vão migrar para Guimarães, o curso de Geologia, Biologia e Geologia e Ciências do Ambiente. Estamos em crer que os estudantes procuram muito as universidades por proximidade geográfica. O que nós nos apercebemos ao analisarmos os cursos que estão no Pólo de Azurém da UMinho é que o número de alunos de estudantes de Guimarães é muito superior ao numero de Braga. Nós ao deslocarmos cursos para Azurém vamos certamente atrair estudantes que provavelmente não viriam para as Ciências porque estas encontram-se localizadas fundamentalmente em Braga. Eu estou convencida que vamos consolidar o número de estudantes e se possível aumentar ao proceder a esta divisão.

P - Esta mudança tem a ver também com alguns projectos que estão a surgir em Guimarães por exemplo com a instalação do Laboratório da Paisagem?
R - A mudança deste departamento da ECUM para Azurém faz sentido para estar nessa proximidade de saberes. O grupo de Geografia também está em Azurém

P - A instalação do departamento de Ciências da Terra em Guimarães vai acontecer já no próximo ano lectivo?
R - Eventualmente este ano conseguiremos que a obra de infraestrutura do edifício estivesse completa. Haverá depois a mudança logística do departamento e no ano lectivo seguinte já estaremos em condições de colocar os cursos em Guimarães. Entretanto também teremos de fazer laboratórios adequados para outras disciplinas porque os cursos têm biologia, química e não existem essas infraestruturas.

P - Na sessão que assinalou o 42.º aniversario da ECUM, foi mencionado um aumento de 5% de entradas de novos alunos e foi referido que o financiamento voltou em 2016 a valores idênticos a 2011.
R - O número de procura dos cursos foi superior á oferta e ajudou também a UMinho a se colocar entre aquelas que em Portugal mais cresceu no número de estudantes colocados no final, em termos percentuais. Quanto ao financiamento competitivo teve a ver com as verbas para a ciência. Este financiamento temos de o ir buscar às agências próprias. O que nós reparámos este ano foi que o processo de avaliação dos centros de investigação foi absolutamente destruidor para a ciência. Não foi tanto a questão da avaliação, o problema é que a fórmula que a Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) encontrou para distribuir o financiamento pelos centros não teve qualquer lógica. Ainda hoje não consegui perceber qual foi a fórmula usada.

P - A UMinho e em especial a ECUM saiu muito prejudicada com essa fórmula?
R - Os centros de investigação foram muito prejudicados. Depois do processo de reclamações e de conversações com a FCT, isso de facto foi ultrapassado e neste momento recuperámos esses financiamentos. Este foi um aspecto positivo, a constatação do erro e a sua reparação. Por outro lado, a própria FCT tem passado por um largo período sem abertura de projectos, isto no âmbito dos fundos nacionais. Só agora é que nós estamos a iniciar projectos submetidos em 2014. Eu apresentei um projecto em 2014 e a minha investigação ficou ‘congelada’. Apenas agora em finais de 2016 é que estou a executar um projecto que eu pensei fazer há dois/três anos atrás. Isto para dizer que os financiamentos estão atrasadíssimos. O que temos conseguido é recuperar esse financiamento através de fundos regionais em projectos mais uma vez competitivos. Em 2011 estávamos num crescendo de captação de investimentos para financiar projectos.
Nos anos seguintes houve um decréscimo muito grande, em resultado também da conjuntura económica que o país atravessou.

P - Nas áreas de ensino de intervenção da Escola de Ciências, o financiamento empresarial é difícil de obter?
R - Sim. Não existem muitos projectos nessa base. Mas não é o fundamental. Temos alguns contratos com empresas, não é a coluna principal em termos financeiros. Vamos sobretudo buscar financiamento competitivo aos programas específicos da ciência a nível europeu e nacional.

P - O Centro de Física foi um dos que esteve em espera por força das tais formulas de atribuição de financiamento por parte da FCT. Tal como se disse anteriormente é um centro que tem linhas de ‘investigação de ponta’ e que está agora envolvido no projecto ‘QuantaLab’ em associação com Instituto Ibérico de Nanotecnologia. Do que é que estamos a falar?
R - O ‘QuantaLab’ é dirigido ás tecnologias e aos materiais quânticos. Há duas pessoas muito envolvidas neste projecto. Da parte da Universidade do Minho é o professor Nuno Peres. O objectivo é a ciência fundamental, querem criar novo conhecimento. É essa a visão principal de futuro. Estamos a falar de uma viragem tecnológica que está para acontecer ao nível de tudo o que tenha a ver com uma vertente mais electrónica; deixem-me dizer assim. Na cerimónia de assinatura deste protocolo para o ‘QuantaLab’ foi transmitida uma imagem que eu acho que se ajusta ao que estou a dizer. Quando se ligou por cabo submarino a Europa e os Estados Unidos e se tentou falar só se ouvia o eco. Foi uma desilusão. Só depois de varias tentativas e de uma evolução tecnológica é que se conseguiu comunicar entre os dois continentes. Com o ‘QuantaLab’ estamos na primeira fase, só se ‘ouve o eco’. Creio que é uma boa imagem para se compreender o que está para acontecer em termos de revolução tecnológica. Com as competências que temos na UMinho e com o INL, estamos num momento de saber agarrar nessas pessoas colocá-las a trabalhar, no bom sentido. Há uma enorme colaboração com o Instituto de Nanotecnologias e está em andamento um acordo. Do nosso lado vamos contratar duas pessoas e do lado INL outras duas pessoas para consolidar as equipas no âmbito do ‘QuantaLab’. Este laboratório é uma das infraestruturas que a ECUM vê com imenso interesse porque é muito interdisciplinar. As aplicações vão cobrir um espectro imenso de áreas em que todas as ciências vão estar presentes.

P - Existe ainda o Centro de Supercomputação.
R - Está no mapa das infraestruturas. Eu fiquei muito feliz por saber que esse centro vai ficar dentro da Escola de Ciências.

P - O que representa este Centro de Supercomputação?
R - Representa uma diferenciação tecnológica. Se nós não nos diferenciarmos naquilo que fazemos não somos parceiros atractivos internacionais.

P - É mais um degrau que se sobe numa área em que a Escola de Ciências da UMinho já dá cartas, que são as Ciências da Computação.
R - Estamos a viver uma realidade muito interessante. Temos uma grande capacidade de recolha de dados. Temos hoje tecnologias em que com muita facilidade recolhemos imensa informação. Essa informação é digital, tem de estar armazenada e ser tratada. É preciso perceber o que é importante para amanhã. Na ciência, como em muitas outras vertentes, com tudo o que está a acontecer se não soubermos ler os sinais não conseguimos fazer as interpretações correctas em como actuar. Tudo isto exige um processamento de dados extremamente exigente.

P - Com todos estes projectos e podemos também aqui referenciar o Instituto de Ciência e Inovação para a Biosustentabilidade (IB-S), tudo isto cabe no espaço físico da Escola de Ciências?
R - O instituto já se encontra construído, tem um novo edifício. O IB - S nasceu de uma oportunidade de financiamento, aqui sinalizo o Centro de Biologia Molecular e Ambiental (CMBA) e o Instituto de Engenharia Civil que são os promotores do IB-S. Este instituto nasceu em Azurém, onde tem um edifício próprio, onde se desenvolvem projectos com muita ligação á industria, fundamentalmente à área da engenharia civil com problemáticas associadas à sustentabilidade ambiental, mas centradas na construção. Por sua vez os biólogos vivem em cidades, em ambiente construído e aquilo que é o bem-estar, querer ter qualidade de vida nas cidades e por isso o grupo de Biologia que está instalado no Pólo de Gualtar ocupa um edifício construído com outras técnicas e onde estão sobretudo laboratórios. Nós estamos à espera de conseguir, rapidamente, instalar a área laboratorial no edifício de Gualtar e aguardamos que este ano façamos a inauguração. De qualquer forma as equipas de investigação já lá se encontram a trabalhar. Em Braga no CMBA estamos com projectos que têm uma forte ligação à industria, do ambiente e do agroalimentar. Obtivemos um financiamento dirigido para as questões do agroalimentar ‘EcoAgriFood’. A nossa ideia, com este projecto, é conseguir que a industria se interesse por dar ao consumidor um selo de garantia de impacto ecológico. Nós hoje estamos muito preocupados com o impacto que tem na natureza, aquilo que estamos a consumir. O projecto torna-se inovador na medida em que queremos dar à industria algo que ainda não está presente, mas que pode vir a ser mais um selo de qualidade daquilo que é a nossa alimentação.

P - No dia de aniversário da Universidade do Minho o reitor referiu o lançamento de 300 concursos para professores e investigadores. Atendendo a que a ECUM é das maiores da universidade, vai ficar com uma parcela importante dessa contratação?
R - Eu penso que mais do que o número, quero muito bons docentes e investigadores. Não estou preocupada com o número de contratações, mas vou querer ter os melhores e pessoas muito motivadas para esta renovação.

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