Escola de Educação Rodoviária de Braga vai levar acções às escolas do 2.º e 3.º ciclos

Braga, As Nossas Escolas

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Paula Maia

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A Escola de Educação Rodoviária de Braga vai promover acções de prevenção rodoviárias nas escolas do 2.º e 3.º ciclos. A notícia foi avançada ontem pela vereadora da Educação da Câmara Municipal de Braga, Lídia Dias, durante a sessão comemorativa do 16.º aniversário deste centro de formação pedagógico. “Neste momento, o nosso grande objectivo, para além da abertura à comunidade, à família, que pode vir usufruir deste espaço, é sair dos muros da escola em acções de prevenção nas escolas do 2.º e 3.º ciclos”, referiu Lídia Dias.

As acções serão protagonizadas, segundo a vereadora da autarquia bracarense, pelos técnicos da Escola de Educação Rodoviária que “vão promover um conjunto de ensinamentos importantes no que diz respeito à sinistralidade e à educação rodoviária”.
“Queremos continuar a ser um projecto activo, pertinente, de forma a que possamos sair dos lugares cimeiros no que diz respeito aos números da sinistralidade rodoviária, facto que não nos orgulha”, prossegue Lídia Dias, acrescentando que esta mudança de paradigma terá nos mais novos o seu grande pilar. “Precisámos de os motivar para uma cidadania mais atenta, mais responsável na via pública”, justifica.

A vereadora da Educação afirmou também que a Escola de Educação Rodoviária tem feito uma aproximação da sua acção a projectos de mobilidade promovidos pela câmara de Braga, revelando que, brevemente, será anunciado um projecto de mobilidade direccionado para a comunidade educativa, projecto que será desenvolvido em parceria com a Divisão do Trânsito da autarquia.
“Estamos todos a trabalhar num sentido único para tornarmos estes pequenos grandes cidadãos mais conscientes do que devem ser os nossos hábitos na vida pública”, explicou ainda a vereadora da Educação durante a sessão comemorativa que reuniu forças da autoridade - Polícia de Segurança Pública, Polícia Municipal e Protecção Civil - que todos os dias trabalham em prol da prevenção rodoviária.

Também o vice-presidente da câmara de Braga frisou a importância de apostar da educação rodoviária como meio “para as nossas crianças crescerem em segurança”.
Firmino Marques afirmou que a Escola de Educação Rodoviária já formou, ao longo destes 16 anos, 143.388.377 alunos das escolas de Braga e concelhos vizinhos, garantindo a continuação deste trabalho que será agora “mais incisivo”.
“Receber nestes 16 anos cerca de 150 mil crianças implica um trabalho pedagógico profundo. Esse trabalho, em articulação com aqueles que intervêm no terreno, de forma directa, terá resultados muito mais proveitosos”, diz o autarca, considerando que é necessário “fazer muito mais”, para retirar o país do topo da sinistralidade.

Novas tecnologias podem estar associadas a aumento da sinistralidade rodoviária

Depois de uma tendência decrescente, o presidente da Assembleia Geral da Associação de Cidadãos Auto-Mobilizados (ACA-M) diz que, no último ano, Portugal registou um aumento dos números da sinistralidade rodoviária, acompanhando também a tendência europeia. Mário Alves, que ontem conduziu, na Escola de Segurança Rodoviária de Braga, a palestra ‘O Risco Rodoviário - um Novo Paradigma’, diz que o aumento está relacionado como uso das novas tecnologias - sobretudo do telemóvel - por parte dos automobilistas enquanto conduzem. “Esta pode ser uma explicação, mais é ainda preciso aprofundar a questão”, diz o responsável.

Perspectivando-se que dentro de várias décadas, com o surgimento dos carros automatizados - que as máquinas tomem conta dos automóveis (tornando os condutores dispensáveis), o responsável da ACA-M diz que, até lá, é necessário tomar algumas medidas para tentar resolver a situação, medidas dissuasoras da utilização do telemóvel por parte dos automobilistas.
Mário Alves diz que actualmente é dentro das localidades onde se regista maiores problemas de sinistralidade rodoviária, sendo que os atropelamentos estão no topo da problemática. “Temos índices fracamente maus em relação ao resto da Europa”, diz o dirigente da ACA-M, frisando que cabe mais às autarquias combater o problema, do que propriamente à administração central.

“As autarquias têm de fazer um grande esforço naquilo que designamos como acalmias de tráfego, ou seja, medidas para reduzir não só o tráfego como as velocidades praticadas pelos carros”, diz Mário Alves. E aponta algumas medidas. “Pode ser através das tradicionais plataformas para os peões atravessarem; pode ser através da redução da largura das vias de circulação, porque as pessoas quando estão a circular numa rua mais estreita circulam naturalmente mais devagar; pode-se ser através do recurso às denominadas ‘zonas 30’ em que o limite de circulação dentro de um bairro é de 30 Km/h”, continua.

Não dominando a realidade bracarense neste âmbito, Mário Alves diz que a autarquia efectuou um grande investimento em vias rápidas nos anos 80 e 90 e que agora “torna-se muito complicado e perigoso para os peões. Por isso, é necessário fazer um novo investimento para colmatar estas falhas”, remata o responsável.

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