Isabel Veiga: A precariedade é um obstáculo à investigação científica em Portugal

Entrevistas

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Rui Alberto Sequeira

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Isabel Veiga, do Instituto em Ciências da Vida e Saúde da Universidade do Minho foi um das quatro investigadoras que recebeu a medalha de honra da L´Oréal Portugal para as Mulheres na Ciência. Em entrevista à rádio Antena Minho e ao Correio do Minho, a cientista fala da sua investigação no domínio da malária, dos desafios que se colocam à erradicação da doença e das dificuldades da investigação em Portugal.

P - Esta semana recebeu a Medalha de Honra L´Oréal Portugal para as Mulheres na Ciência. São 15 mil euros para continuar a desenvolver a investigação aos mecanismos de resistência aos fármacos que o parasita da malária (paludismo) adquire e que causa pelo menos meio milhão de mortes por ano. Quem é a cientista Isabel Veiga e qual foi - até ao momento - o seu percurso na área da investigação que fica para já assinalado com a distinção que lhe foi dada.
R - Nasci em Guimarães, onde frequentei o liceu. Passei depois para o Instituto Politécnico de Bragança onde tirei o curso de engenharia Biotecnológica e onde aprendi a gerir dificuldades. Bragança é uma cidade do interior, mas apesar de estar longe das centralidades do país, não foi obstáculo. Penso até que aconteceu exactamente o contrário. O curso foi bastante activo na organização de iniciativas ligadas á biotecnologia. Antes de concluir o curso tinha de se fazer um projecto de investigação. Na altura não tinha uma ideia onde desenvolver o projecto e numa conversa com a professora Maria João da área de Biologia, surgiu a possibilidade de ir para a Suécia. Eu disse que sim e apesar dos meus pais não verem com bons olhos a minha ida para um país tão frio, acabei mesmo por ir (risos).

P - Na Suécia esteve a trabalhar no Instituto Karolinska.
R - Sim. O meu projecto era já a investigação em malária…

P - Porque é que surge essa opção? Quando se fala em malária não se faz certamente uma associação directa com Bragança e com o Instituto Politécnico.
R - Não se faz efectivamente. A ligação surge pela minha professora de Biologia que tinha um colega que trabalhava na Suécia e foi através desse ‘link’ que fui para o Instituto Karolinska que atribui anualmente o Prémio Nobel da Medicina, desenvolver o meu projecto. Entretanto voltei para Portugal, no entanto o meu chefe na Suécia, gostou muito do meu trabalho porque para além do meu desenvolvi outros projectos paralelos.

P - Todos esses projectos relacionados com a investigação em malária?
R - Sim. Desde que comecei a minha carreira científica que trabalho na investigação em malária.

P - Porquê essa área de investigação?
R - Foi uma oportunidade que tive para seguir a carreira na investigação e depois, muito sinceramente, adorei esta área. Acho fascinante: o parasita responsável pela malária e a sua adaptação que tem à natureza, em desenvolver mecanismos para escapar à acção dos fármacos, achei sempre fascinante. Este microrganismo interessou-me sempre; pelo ciclo celular, por ter de passar pelo mosquito, pela adaptação que tem nos humanos. Mas voltando um pouco atrás, o meu chefe pediu-me para regressar á Suécia. Concordei, mas depois entendi que era preciso fazer o doutoramento que comecei em 2006 e conclui em 2011, no Instituto Karolinska; sempre na luta contra a malária. A minha ambição foi depois mais longe no pós-doutoramento. Conversei com um investigador da Universidade Columbia, em Nova Iorque, que tem desenvolvido trabalhos na mutação do parasita, isto é, obter o parasita geneticamente modificado com o intuito de se perceber qual o papel das mutações que existem em termos de eficácia dos tratamentos da malária. Ele já tinha tido boas referências da minha investigação, aceitou-me e comecei em 2012 a trabalhar na Universidade de Columbia.

P - Como é que o Instituto de Ciências da Vida e Saúde (ICVS) da Universidade do Minho (UMinho) surge na sua actividade de investigação?
R -Já quando finalizava o meu doutoramento, estava decidida a vir para Portugal por questões pessoais, porque nem tudo é profissão. Apesar de ser muito ambiciosa em termos profissionais, há o outro lado da vida que nos completa. Fui à procura de institutos no nosso país e encontrei na UMinho aquele que mais se adequava ao meu trabalho científico. O ICVS estava cotado na Fundação da Ciência e Tecnologia (FCT) como um instituto de excelência. Estabeleci contactos e falei com o director Jorge Pedrosa que me recebeu muito bem. Submeti à FCT a candidatura para uma bolsa de pós-doutoramento que me foi concedida.

P - A ideia que passa é que se trabalha bem na investigação científica em Portugal, a testemunhar essa noção estão os resultados obtidos pelos investigadores portugueses. Ao nível das condições de investigação estamos, no entanto aquém do que acontece em muitos outros países, com os cientistas portugueses a terem de procurar outros destinos.
R - As condições para a investigação no estrangeiro são diferentes, mas não tão diferentes de Portugal, como à partida se possa pensar. Quando estive no Instituto Karolinska, o meu orientador sempre me promoveu e sempre me fez ter noção das dificuldades de financiamento e da busca incessante de fontes que financiassem os projectos. Eu sempre tive em mente que a investigação temos de ser nós a fazê-la desde “a raiz até à pontinha das folhas”. Ou seja, para além de trabalharmos no laboratório temos de estar constantemente à procura de financiamento.

P - De onde provém esse financiamento para o trabalho científico?
R - Maioritariamente vem de fundações.

P - Na sua área de investigação estamos a tratar de questões que têm a ver com saúde publica e com uma doença que tem uma grande incidência em algumas zonas do mundo...
R - Em termos de população em risco de contrair a malária estamos a falar de 3,2 biliões de pessoas. É quase metade da população mundial.

P - Estamos a falar de uma doença que afecta as populações africanas e de outras partes do globo onde há maior presença do microrganismo que provoca a malária. Os europeus estão mais seguros?
R - Muito pelo contrario! Não estamos livres de ser afectados. Ao viajarmos para os países onde a malária é mais incidente, nós em comparação com os nativos, somos menos imunes.

P - Sendo esta uma área da saúde em que a investigação é muitas vezes suportada através de parcerias privadas, não é uma área que seduza o investimento privado para investigação?
R - Temos a fundação de Bill Gates, a Merieux e temos as farmacêuticas que também investem. É uma questão de procura. Há muitas instituições, entidades a quem podemos submeter os projectos.

P - Aflorámos o apoio que é dado á investigação cientifica em Portugal comparativamente ao que sucede em outros países. Com a experiência que tem quer na Suécia, quer nos EUA ,estamos a falar de diferenças assinaláveis que dão mais segurança a quem desenvolve projetos de investigação cientifica.
R- Dão mais segurança, ainda que a busca de financiamento seja igual. Mas quando nos reportamos aos fundos nacionais consigo ver uma diferença enorme por exemplo em relação á Suécia. Os fundos nacionais de financiamento deles são mais elevados do que nosso país. A obtenção de financiamento dava estabilidade ao nosso trabalho durante quatro, cinco anos o que permitia dedicar-nos ao laboratório.

P - É um financiamento de médio prazo!
R - Exactamente

P - A precariedade - como foi referi- do na cerimónia de entrega das medalhas de honra por uma sua colega - é uma das dificuldades que se coloca á comunidade científica em Portugal. Não tanto o financiamento, mas a incerteza de financiamento a médio/longo prazo.
R - Esse é o problema principal que se coloca em Portugal. Estamos numa fase de transição, principalmente para quem concluiu o doutoramento. Mas sem dúvida o mais difícil são as fontes de financiamento de projectos que leva a uma precariedade do nosso trabalho e que não permite irmos mais longe. Estamos quase a trabalhar um ano de cada vez e acaba por ficar uma incerteza relativamente a projectos de futuro. Eu, ao admitir estudantes de doutoramento, estou sempre sem saber se vão ficar até ao fim. Devo ou não aceitar esses investigadores? Tenho de estar sempre a pensar como é que eu asseguro o projecto tanto a nível financeiro como de orientação

P - É anual a “renovação” de financiamento?
R - As regras vão alterar-se, mas o pós-doutoramento pode ir até seis anos renovado anualmente dependendo do mérito do candidato.

P - Quando falamos da investigação na área da saúde, geralmente os resultados surgem a longo prazo e por isso a questão da precariedade ainda se coloca com mais assiduidade.
R - O ultimo trabalho que publiquei há poucos meses, na revista internacional “Nature Communications”, foi iniciado em 2012 quando estava na Universidade de Columbia. Mas isto é o normal. De uma hipótese saem outras hipóteses tudo dependendo dos resultados que temos.
P - Os 15 mil euros que recebeu do prémio investigação são uma ajuda!
R - Claro, mas para mim o principal é conseguir notoriedade. Esta notoriedade vai ajudar a ser mais fácil para os financiadores analisarem o meu currículo. É por isso que estou imensamente grata pelo prémio que recebi e que dê os resultados que eu estou a espera que dê (risos).

P - O novo quadro comunitário europeu e as próprias orientações de Bruxelas, dão muita importância á ciência e á investigação. As equipas de investigadores portugueses estão em boas condições de apresentarem candidaturas ás verbas comunitária para os projectos?
R - Esses apoios são muito mais a nível de instituições e não para o investigador ‘per si’. Neste caso já tem de existir um consórcio de diversas entidades universitárias e/ou outras.

P - Disse-nos nesta entrevista que quando procurou o ICVS da UMinho, a investigação em malária não era propriamente uma área prioritária de investigação para o instituto que está associado ao curso de medicina da UMinho. Teve de existir algum convencimento dos méritos do trabalho científico que desenvolve.
R - Eu quando falei com o director do ICVS expliquei-lhe que os meu objectivo era continuar a trabalhar na investigação em malária, mas eu também não podia pedir mais do que aquilo que ele conseguia ver. Naquele momento eu era uma pessoa que estava a começar o pós-doutoramento e que ainda não tinha mostrado as minhas capacidades. Eu não podia pedir mais do que o acolhimento na instituição. Felizmente em 2004 consegui um projeto da ‘European Society of Clinical Microbiology and Infectious Diseases’ que permitiu começar a focar-me na malária e na investigação desta doença. Quando eu iniciei o meu trabalho em Portugal esta era uma área que não se estudava. Comecei a trabalhar em mecanismos de resistência em termos moleculares, com microbactérias em tuberculose. A minha investigação inicial no ICVS foi em tuberculose. A partir do momento que consegui o financiamento para o meu sonho, para aquilo que eu realmente gosto, pude desenvolver a investigação em malária.

P - Recentemente o Comissário Europeu da Ciência, Carlos Moedas esteve no ICVS; creio que trocou algumas impressões consigo; mostrou interesse na vossa investigação.
R - Principalmente no ‘networking’. Este meu trabalho até hoje, não é só laboratorial. Tenho um ‘trabalho em rede’ já bastante alargado, nomeadamente com o ministério da Ciência e Tecnologia da República Dominicana.

P - Tem aliás, um investigador daquele país a trabalhar consigo.
R - Tenho dois estudantes de mestrado. Um deles vai acabar este ano e o outro só começou em 2016. Se tudo correr bem este ano teremos na equipa mais outro estudante da República Dominicana. Foi neste sentido que o Comissário Carlos Moedas achou superinteressante tanto na ligação à República Dominicana como a outros projectos europeus. Nós subtemos uma candidatura de quase 5 milhões de euros, juntamente com outras instituições portuguesas, num projecto em Angola. Para o Comissário Europeu é importante esta busca de bom financiamento a nível internacional.

P - O facto de em 2015 o Prémio Nobel da Medicina ter sido justamente atribuído nesta área de investigação em malária ajudou também a dar visibilidade a este projecto que tem desenvolvido.
R - Sem duvida. O Prémio Nobel foi atribuído a Youyou Tu por ter descoberto a artemisinina que é um fármaco. Este fármaco ajudou realmente a reduzir os casos de malária na ordem dos 50%. Isto é importantíssimo. Este fármaco tornou-se o ‘fármaco’ porque até então não havia nenhum que actuasse a nível mundial. Fossemos para onde fossemos era eficiente. O problema é que agora começaram a surgir focos de malária, principalmente no sudeste asiático onde este fármaco já não tem a mesma eficiência que tinha inicialmente. A malária é provocada por um parasita e propaga-se de pessoa para pessoa através da picada de um mosquito infectado. O parasita adquire mutações e pela exposição ao fármaco adquire resistências.

P - O objectivo da vossa investigação não é criar um novo fármaco?
R - Tem duas vertentes: perceber a eficiência, a eficácia dos fármacos usados actualmente. Isto permite-nos saber à partida se o paciente vai ou não ser curado. Os resultados destes trabalhos são uma ferramenta de diagnóstico molecular. Ou seja, antes do paciente ser tratado, conseguimos saber à partida qual o melhor medicamento a administrar para que o tratamento tenha sucesso. Nós fazemos estes parasitas geneticamente modificados porque num ambiente natural o parasita está constantemente a adquirir mutações. Para percebermos o papel de uma mutação temos de fazer o controlo a nível genético e laboratorial. Depois, fazemos uma comparação do parasita com e sem mutação para percebermos o papel da alteração genética. A partir daqui avançamos para um diagnóstico molecular - uma ferramenta de trabalho que permite ao médico saber qual o medicamento para a situação em concreto. Com a criação destes parasitas criamos uma outra ferramenta muito importante que fornece a possibilidade de estudarmos novos fármacos. Expomos os parasitas responsáveis pela malária, em laboratório, aos fármacos em desenvolvimento e observamos a capacidade que têm de adquirir resistências. Conseguimos predizer a eficácia, a longevidade e a viabilidade económica do medicamento.

P - Nesse campo de procura de novos medicamentos em que fase é que estão na vossa investigação?
R - Nós temos fármacos para malária que estão nas fases dois e três (testes, avaliação da segurança, eficácia comparação e interação com outros medicamentos e informação de dados para a rotulagem) que depois serão validados ou não. Eu diria que não em menos de dez anos. Por isso é que é tão preocupante a resistência do microrganismo à artemisinina porque não existe um medicamento ainda pronto a ser lançado no mercado.

P - O controlo da doença levanta ainda muitas incógnitas?
R - Sim. Hoje mais que nunca temos de estar atentos, fazer um diagnóstico adequado e estar mais perto do paciente.

P - O futuro das terapêuticas vai passar cada vez mais pela investigação no domínio molecular?
R - Sem duvida. É o que designa como terapia personalizada. Actualmente o diagnóstico molecular é algo que se consegue fazer em duas horas no máximo, quando no passado eram necessários dois a três dias. Este avanço permite ao médico saber qual o medicamento mais eficaz.

P - Mencionou o facto de estar a colaborar com o ministério da Ciência e Tecnologia da República Dominicana.
R- Em relação à República Dominicana eu tenho projectos aprovados em conjunto com um grupo de investigação naquele país. Um dos estudantes que temos aqui trouxe amostras da República Dominicana (RD) e esta neste momento a analisar e a ver os marcadores moleculares de resistência.

P - É um país com grande incidência da malária?
R- Não. Tem cerca de 600 óbitos/ano. O que acontece é que a RD encontra-se neste momento num programa de erradicação de malária porque não tem muitos casos. O meu trabalho incide em perceber se os métodos de diagnóstico que estão a usar são os mais adequados. Neste trabalho em que ainda só tenho resultados preliminares, consigo já afirmar que o diagnóstico nesta fase de eliminação de malária não é suficiente porque temos resultados de ‘falsos negativos’; isto é; o diagnóstico em si dá negativo, mas na realidade existiam parasitas, o doente estava infectado com a malária.

P - Em Portugal ainda se morre de malária?
R - Morre-se de malária, mas não contraída no país.

P - Este trabalho de investigação que é feito na UMinho tem paralelo em outros institutos internacionais e nacionais?
R - Mecanismos de resistência dentro da espécie que estudo, a ‘plasmodium falciparum’ que é a mais mortífera ou a que causa mais mortes, julgo que o nosso laboratório é o mais forte. Temos também o Miguel Prudêncio e a Maria Mota que estão a trabalhar no IMM em Lisboa, mas com uma investigação que incide mais numa outra fase do ciclo do parasita e com outras espécies de plasmodium. Recuando um pouco para dizer que um dos projectos que submetemos de quase 5 milhões de euros a um consórcio europeu para fazer trial clinico em África, escolhemos Angola, foi em conjunto com diversos institutos e laboratórios.

P - Esse projecto está em que fase?
R - Infelizmente acabámos de saber que não foi aprovado. Mas não vamos desistir, vamos continuar à procura de apoio financeiro porque entendemos que este projecto é importante. Não estivemos com este investimento de tempo para desistir à primeira contrariedade.

P - Esta distinção que recebeu vai certamente ajudar a abrir portas e despertar mais a atenção sobre a investigação em malária.
R - Sim sem dúvida. Para mim é muito importante. Imagine que eu estudo uma alteração genética e consigo validar num laboratório que esta mutação é realmente importante na eficácia do fármaco, o que eu quero perceber é a nível mundial - quantos mais países estiverem com a incidência desta doença e consigam colaborar comigo, melhor - o sentido de prevalência desta mutação no campo. Estamos a falar de países em que terapia personalizada não é possível monetariamente. Quando encontramos um marcador molecular de resistência temos de ver qual a frequência dentro de uma população e aí sim, dependendo da percentagem, verificar qual o melhor medicamento.

P - Esta Medalha de Honra L´Oréal Portugal que lhe foi atribuída e a mais três investigadoras é uma distinção para mulheres cientistas até aos 35 anos. Na sua opinião justifica-se quando há uma percentagem significativa; atendendo ao passado; de mulheres a fazer investigação no país?
R - Justifica-se porque observamos hoje que os cargos mais elevados ainda são ocupados pelos homens. Apesar da percentagem de mulheres na área da investigação estar a aumentar ainda existe uma grande disparidade nos lugares de chefia. Curiosamente no meu instituto até há uma repartição de quotas nos lugares de coordenação no que diz respeito aos géneros.

P- Da experiência que tem acumulado como investigadora no estrangeiro (Suécia e EUA) e agora em Portugal, o que é que entende que se poderia alterar para facilitar a actividade dos cientistas no nosso país?
R - Retirando a questão da precariedade que temos em Portugal, de estarmos ano após ano sem saber o que vai acontecer a seguir, há questões práticas que me custam a entender e que passa pelo fornecimento de reagentes. Existe um problema de natureza administrativa. Quando encomendava material para o laboratório no Instituto Karolinska ou na Universidade de Columbia no espaço de 24 horas no máximo tinha os reagentes comigo. Em Portugal, pelo menos uma semana, na melhor das hipóteses, é quanto demora a ser feita a entrega dos reagentes, produtos que são necessários no quotidiano de um laboratório.

P - Estamos a falar de burocracia.
R -Há um atraso desde o momento em que faço a requisição até a entrega dos produtos, e isto não tem a ver com dinheiro, que para mim não faz sentido. Essa demora, atrasa nos também ao nível de procedimentos científicos imediatos e acaba por nos dispersar a atenção.

P - Se estivesse a fazer esta mesmo trabalho nos EUA ou na Suécia, estaria mais adiantada na investigação?
R - Eu diria que sim por aquilo que acabei de expor á pouco. Pela falta dos reagentes no momento, faz com que avancemos com outras ideias, com outros projectos e vamos deixando pontas soltas” que unimos quando temos os produtos de laboratório para trabalhar. O ICVS da UMinho em termos de equipamento de laboratório está muito bem. De resto nem vejo esse aspecto como um grande obstáculo para a investigação porque as parcerias com outros laboratórios ajudam eventualmente a suprir a ausência de um determinado equipamento.

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