Território: Litoral e Interior

Ideias

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Filipe Fontes

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Na sequência de constatações, evidências e ausências, fixa-se, hoje, estas palavras no território, essa noção de “espaço físico” tão vasta que parece não ter dono, essa realidade tão próxima que faz dele uma parte de cada um de nós!
Território que é a base, o suporte de toda a nossa actuação, toda a vida e onde se expressam as nossas necessidades e desejos, onde se contêm todos os nossos sonhos e requisitos para uma vida, individual e comunitária, que cada vez mais se deseja mais saudável e credível.
Território que resultará (é convicção), talvez, naquela realidade que mais tem sofrido de ausências e equívocos, de relativização e “dado adquirido” como certo, imutável e infinito.

Ao contrário do que o pensamento maioritário revela (que parece dar como consumada a sua organização física e administrativa, a sua governabilidade e adaptação aos desafios que o tempo e a evolução da espécie humana vão gerando) o território carece de atenção e pensamento, acção e estratégia. Dir-se-á mesmo que, a montante da nossa vida individual e comunitária, tudo começa no território.

E, ao pensar no território (escala nacional) e no que nele encerra “este pais à beira mar plantado”, algumas evidências feitas interrogações:
A primeira de todas prende-se com a dicotomia litoral e interior ou a pergunta se Portugal terá “interior”… O que significa “ser interior” neste país em que tudo está próximo do mar quando comparado com tantas outras realidades por esse mundo fora. Denominaremos nós o nosso “interior” pela sua realidade natural e ambiental, muito associado ao campo e à serra, à agricultura e à floresta (na verdade, não raras vezes, se aparenta reduzir a dicotomia interior / litoral a outra dicotomia do rural e do urbano como se no dito “interior” não existissem sinais evidentes de urbanidade, mas antes, apenas e só, resquícios de uma ruralidade que se vai apagando…)? Significará este “interior”, simplesmente, ausência da “coisa urbana” - rede de equipamentos, infraestruturas, conforto e serviços, …? Ou ainda, mais simples e mais grave, uma realidade que, por nos ser distante e indiferente, que não se vê e esconde, que está longe, não é “interior” nem “exterior”, apenas e só uma realidade distante que só o turismo, o regresso à terra natal em festas, entre outros, nos fixa na memória e pensamento?

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