O prémio ECOTROPHELIA 2017

Ensino

autor

Manuela Vaz Velho

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O projeto vencedor do ECOTROPHELIA PORTUGAL 2017 da equipa do Instituto Politécnico de Viana do Castelo, Salame do Mar, além dos prémios que recebeu (2.000€ em moeda e mais 2.000€ em serviços de consultoria fornecidos por uma das empresas patrocinadoras) representa Portugal na competição Europeia que termina hoje, em Londres, na feira agroalimentar “FOOD MATTERS”.
O Ecotrophelia é uma competição europeia que tem como ambição promover a inovação, a competitividade e o empreendedorismo no setor agroalimentar Europeu através da organização de concursos de inovação alimentar nacionais e europeus, bem como através da implementação de uma rede de formação de excelência em inovação alimentar.

Fundado em 2000 em França, o Ecotrophelia ganhou dimensão europeia em 2008 e mobiliza atualmente mais de 550 universidades e quase 3000 estudantes, assim como o desenvolvimento de mais de 350 produtos alimentares. Sobre o princípio da Champions League da inovação alimentar, cada país europeu organiza a sua competição nacional para selecionar o projeto mais inovador que será apresentado no Ecotrophelia Europa.
O Prémio Ecotrophelia visa o desenvolvimento de um produto alimentar eco-inovador e tem como objetivo reunir estudantes, professores, investigadores e profissionais do setor agroalimentar para refletir sobre os produtos eco-inovadores de amanhã.

A sua primeira edição em Portugal teve lugar este ano de 2017. A PortugalFoods, enquanto cluster do setor agroalimentar português, e a FIPA, Federação das Indústrias Portuguesas Agro-alimentares, foram as organizadoras desta primeira competição nacional de desenvolvimento de produtos alimentares eco-inovadores - ECOTROPHELIA PORTUGAL 2017.
Foram à final do concurso 11 projetos de diversas universidades e politécnicos e as duas equipas do Instituto Politécnico de Viana do Castelo obtiveram os primeiro e terceiro lugares do pódio sendo os dois produtos desenvolvidos respetivamente o “Salamar- salame do mar” e o “Alpha-roba” (Creme de culinária).

Uma competição desta natureza contribuirá certamente para se estabelecerem pontes sólidas entre o meio académico e a indústria. A Portugal Foods e a FIPA, designadamente o Cluster do setor agroindustrial e a Associação Empresarial do mesmo setor, foram os promotores do concurso/prémio Ecotrophelia Portugal 2017, o que significa que os pilares para a construção da ponte entre o meio académico e a indústria já estão alicerçados. Para além disso várias empresas do setor foram patrocinadoras do Prémio o que significa que estão interessadas nos resultados/ideias apresentados a concurso e, assim, a ponte já tem colocado à partida o “tabuleiro principal” facilitador da integração temporã dos concorrentes, ainda estudantes, no mundo empresarial.

O mediatismo de um prémio desta natureza aumenta as possibilidades de alargarmos o “número de faixas da ponte”, sobretudo no caso de projetos vencedores, e até de internacionalizarmos, para além das boas ideias, a própria formação.
Para o Instituto Politécnico de Viana do Castelo e para as instituições académicas em geral esta avaliação do mérito dos curricula dos seus cursos através de um concurso foi muito inovadora (A agência de avaliação do ensino superior tem critérios bem mais clássicos de avaliação do mérito de uma formação…).

As empresas podem até conhecer a produção científica dos docentes de uma determinada entidade, bem como os projetos em que estão envolvidos, mas dos métodos e técnicas de ensino/aprendizagem do processo formativo sabem muito pouco. Creio que este concurso evidenciou bem o chamado saber-fazer mas com inovação, que se pratica durante a formação dos estudantes de algumas entidades académicas.
Para os alunos, cujas ideias no caso do IPVC foram bem cotadas com o 1.º e 3.º lugares, os benefícios vão para além dos prémios monetários.

Os estudantes aprenderam muito não só com as dificuldades normais inerentes ao desenvolvimento de um produto alimentar inovador, mas também com as exigências e timings impostos pelo regulamento concursal, tornando-se mais conscientes do seu “valor intrínseco”, ficando a conhecer melhor a concorrência e os empregadores, estabelecendo contactos que poderão determinar o seu futuro profissional ainda antes do término da licenciatura.

Creio que o Ecotrophelia fez ainda surgir ideias sobre o estabelecimento de novas pontes academia/empresa que poderão trazer benefícios mútuos a curto e médio prazo, designadamente o patrocínio e mecenato de unidades curriculares específicas de uma formação académica, no caso presente a UC de Projeto de Produto, da Licenciatura em Ciência e Tecnologia Alimentar da Escola Superior de Tecnologia e Gestão onde foram desenvolvidos os dois produtos premiados no concurso.

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