Reforço da mobilidade de estágios de aprendizagem

Ideias

autor

Alzira Costa

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Durante o discurso sobre o Estado da União proferido em 2016, o Presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, anunciou a intenção de reiterar os esforços desenvolvidos a favor da juventude. Desses esfor- ços, em dezembro de 2016, resulta a iniciativa ErasmusPro, que estará operacional em 2018 e que permitirá que mais 50 000 jovens permaneçam entre 3 e 12 meses noutro Estado-Membro da União Europeia.

Estudar e aprender noutro país é fonte de grande valor acrescentado para os jovens desenvolverem competências e melhorarem as suas perspetivas profissionais, além de reforçar a cidadania euro- peia. Nesta lógica, a Comissão Europeia lançou o ErasmusPro, uma iniciativa específica no âmbito do programa Erasmus+ para apoiar os estágios de aprendizagem de longa duração no estrangeiro.

Atualmente, cerca de 650 000 aprendentes e diplomados do ensino e da formação profissionais (EFP) podem beneficiar do financiamento do programa Erasmus+ para apoiar as suas experiências de mobilidade, no estrangeiro, por um período de 2 semanas a 12 meses. No entanto, apesar das vantagens nas colocações a longo prazo, menos de 1% permanece no estrangeiro por um período superior a 6 meses.

Tal como realça Marianne Thyssen, Comissária europeia responsável pelo Emprego, os Assuntos Sociais, as Competências e a Mobilidade dos Trabalhadores, «Os dados têm demonstrado que as experiências de mobilidade de longo prazo melhoram as competências sociais, profissionais específicas e linguísticas - muito mais do que as estadias de curta duração no estrangeiro.

No entanto, contrariamente aos estudantes universitários que participam em programas com a duração de um ano como o Erasmus, os aprendentes do sistema do ensino e da formação profissionais tendem, na sua grande maioria, a ir para o estrangeiro por períodos relativamente curtos. É por esta razão que estamos a criar mais oportunidades de longo prazo, o que permitirá, em última análise, aumentar as suas oportunidades no mercado de trabalho. Com estes projetos-piloto e a nossa nova iniciativa ErasmusPro, esperamos criar até 50 000 oportunidades de mobilidade de longo prazo para os estudantes do EFP até 2020.»

São sete os projetos-piloto que a Comissão Europeia está a pré-financiar oferecendo estágios de aprendizagem profissional de longo prazo no estrangeiro. O objetivo destes projetos consiste em testar colocações experimentais de pelo menos 6 meses, num esforço para promover uma aprendizagem no estrangeiro de mais longa duração.

Os projetos-piloto lançados este ano irão, por conseguinte, oferecer a 238 aprendizes colocações noutro país da União Europeia durante um período de 6 a 12 meses, com vista a identificar as boas práticas e os obstáculos relativamente à aprendizagem a longo prazo no estrangeiro. Estas 238 colocações vêm juntar-se aos 100 aprendizes atualmente implicados em projetos semelhantes financiados pela Comissão em 2016.

Até ao momento, a Comissão lançou dois convites à apresentação de candidaturas (em 2016 e 2017). Foram concedidas subvenções a 9 projetos. Os projetos deste ano estão a ser liderados por seis Estados-Membros (Bélgica, Finlândia, França, Alemanha, Itália e Espanha); embora, 21 Estados-Membros estejam envolvidos nas parcerias. Os projetos oferecem aprendizagens numa vasta gama de profissões e setores, como o turismo, a restauração, os cuidados de saúde, o comércio e a logística, as tecnologias de informação, o setor da construção, a produção (no setor metalúrgico, da eletró- nica,...) e a agricultura. A experiência profissional, pessoal e social adquirida, ao mesmo tempo que se vive e trabalha no estrangeiro, irá complementar e enriquecer os estudos do aprendiz no «seu país».

Os sete projetos-piloto para 2017 destinam-se a:
• avaliar a procura e a capacidade em relação a regimes de mobilidade transnacional de longo prazo para aprendizes;
• identificar estrangulamentos relacionados com a mobilidade de longa duração;
• identificar e divulgar boas práticas e fatores de sucesso para colocações laborais de longo prazo para aprendizes.

Os projetos de 2017 decorrerão até final de 2018 - início de 2019.
Este é mais um passo em prol do reforço das competências dos jovens. A saída da zona de conforto, as experiências vivenciadas e todas as competências adquiridas certamente contribuirão para um melhor e bem-sucedido cidadão.

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