Programa Erasmus - 30 anos e 9 milhões de participantes

Ideias

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Vasco Teixeira

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O programa de intercâmbio Erasmus foi adotado formalmente em 17 de junho de 1987, após a realização de uma série de projetos-piloto de intercâmbio de estudantes entre 1981 e 1986. O programa, que no início se dirigia exclusivamente aos estudantes do ensino superior, foi evoluindo ao longo dos anos e oferece, atualmente, oportunidades em matéria de ensino e formação profissionais, ensino escolar, educação de adultos, juventude e desporto.
Em 2017 comemoram-se os 30 anos do Programa Erasmus. Ao longo do ano serão organizados diversos eventos por toda a Europa que contarão a história dos 30 anos do programa Erasmus+ e dos programas que o antecederam. A nível local, nacional e europeu, terão lugar cerimónias de comemoração, conferências, debates, exposições, fóruns e outros eventos.
A educação e a formação são o melhor investimento para o crescimento sustentável da UE. Ao estudar no estrangeiro adquirem-se novas competências pessoais, reforçando a realização pessoal, a cidadania ativa e europeia, contribuindo para o desenvolvimento pessoal e sua adaptabilidade, potenciando a empregabilidade.
Esta plataforma de mobilidade e cooperação europeia e internacional (na qual tive o privilégio de participar), aproxima pessoas de origens e meios muito diferentes, ajudando-as a adquirir as competências necessárias para encontrar um lugar na sociedade e contribuindo para o desenvolvimento de um sentimento de identidade europeia, uma identidade que complementa as nossas identidades nacionais, regionais e locais.
O objetivo da UE para a mobilidade global dos estudantes é de pelo menos 20% até 2020. Atualmente, cerca de 10% dos estudantes estudam ou recebem formação no estrangeiro com o apoio do programa Erasmus. Mais de 9 milhões de pessoas já beneficiaram do intercâmbio Erasmus. Destes, mais de 210 mil são portugueses.
Em 2014 iniciou o novo programa Erasmus+ (substitui os 7 programas da UE até então existentes por um único programa). Erasmus+ é o programa da UE no domínio da Educação, da Formação, da Juventude e do Desporto. Dispõe de uma dotação de 14,7 mil milhões de euros para o período de 2014-2020, um aumento de 40% em relação aos atuais programas de mobilidade para fins de educação e de formação. Erasmus+, que pela primeira vez incluiu o desporto, substitui o atual Programa de Aprendizagem ao Longo da Vida (Erasmus, Leonardo da Vinci, Comenius, Grundtvig), bem como os programas Juventude em Ação, Erasmus Mundus, Tempus, Alfa e Edulink e o programa de cooperação bilateral com os países industrializados.
O programa Erasmus+ visa contribuir para os objetivos da estratégia Europa 2020 para um crescimento da UE para o período 2014-2020 em prol do crescimento inteligente, sustentável e inclusivo, e do quadro estratégico Educação e Formação para 2020 (EF2020), incluindo os respetivos critérios de referência fixados nesses instrumentos, para o quadro renovado de cooperação europeia em matéria de juventude (2010-2018), para o desenvolvimento sustentável de países terceiros no domínio do ensino superior e para o desenvolvimento da dimensão europeia no desporto.
O programa Erasmus+ é amplamente reconhecido como o mais bem sucedido programa da União Europeia, um verdadeiro marco na história da construção da UE e constitui um exemplo concreto do impacto positivo da integração europeia e do seu alcance internacional. Só entre 2014 e 2016, quase dois milhões de pessoas da Europa e de outras partes do mundo participaram no Erasmus+. Os jovens que participaram no intercâmbio Erasmus sentem-se mais próximos dos ideais europeus. De acordo com um estudo sobre o impacto do programa Erasmus, os diplomados com experiência internacional têm mais êxito no mercado de trabalho. A possibilidade de sofrerem uma situação de desemprego de longa duração é 50% menor em relação àqueles que não estudaram ou obtiveram uma formação no estrangeiro e, 5 anos após a graduação, a taxa de desemprego é inferior em 23%.
Este programa centra-se em três tipos de ações principais, designadamente, a mobilidade para fins de aprendizagem transnacional e internacional dos estudantes, dos jovens, dos professores e membros do pessoal; a cooperação para a inovação e as boas práticas entre as instituições de ensino, bem como através da cooperação com organismos ativos no domínio da juventude e o apoio para as agendas políticas, bem como o apoio ao reforço de capacidades em países terceiros.
A fusão no único programa apresenta potencialmente mais vantagens tais como aumentar a eficácia, facilitar as candidaturas a bolsas, permitindo ainda reduzir a duplicação e a fragmentação. Para além da cooperação entre as instituições de ensino, coloca mais ênfase no papel crucial da educação e no capital humano para a inovação, promovendo as parcerias educação/empresa, visando a excelência no ensino e na aprendizagem, a empregabilidade e o espírito empresarial.
O programa Erasmus+ não oferece apenas oportunidades aos estudantes. Este programa é muito mais abrangente e alarga as oportunidades a uma grande variedade de pessoas e organizações. O Erasmus+ oferece a pessoas de todas as idades a possibilidade de se desenvolverem e partilharem conhecimentos e experiências, no quadro de instituições e organizações de diferentes países. O Erasmus+ oferece oportunidades a um vasto leque de organizações, incluindo universidades, estabelecimentos de ensino e formação, instituições de investigação, empresas privadas, ONG, autoridades regionais e nacionais, tanto na Europa como no exterior.

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