Comunicação

Escreve quem sabe

autor

Ana Paula Silva

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Na comunicação:
100% é o que se quer dizer
80% é o que se diz
60% é o que se ouve
40% é o que se compreende
30% é o que se retém
20% é o que se repercute

Comunicamos de diferentes maneiras e a forma como o fazemos tem efeitos no outro Muitas vezes, criam-se conflitos que se poderiam evitar, caso estivéssemos mais atentos ao modo como comunicamos.
Comunicar é partilhar algo com alguém, consiste em selecionar, organizar, classificar e transformar elementos brutos que nos afetam em informações significativas. Os obstáculos à comunicação são inúmeros, e começam já aqui, quando transformamos os nossos pensamentos em palavras.

A comunicação é um processo contínuo na nossa vida. Tudo o que a pessoa faz tem um valor comunicativo mesmo que não esteja consciente disso. Verbal ou silenciosamente, afeta os outros, que dão sempre significado ao seu comportamento.
Esta é universal, pois todas as sociedades comunicam - o sistema de sinais utilizado emerge da relação e das necessidades que as pessoas têm de exprimir a sua experiência no mundo. Por isso que quanto mais distintas forem as pessoas no que se refere às suas experiências, valores ou crenças, mais difícil é comunicar entre si.

A comunicação é inevitável pois é através desta que os homens entram em relação e, por isso, o modo como um indivíduo comunica vai condicionar a comunicação com quem se relaciona.
A comunicação resulta de um processo de aprendizagem. O ser humano possui a capacidade para comunicar mas necessita de a orientar, treinar e aperfeiçoar para favorecer a relação interpessoal.

Fala-se muito da comunicação assertiva, que consiste em defender a esfera individual, de forma direta, sem abusar da esfera individual do outro. Mas isto implica que se respeite e valorize o outro, estabelecendo relações horizontais, pautadas pela cooperação, negociação, equilíbrio, compromisso e procura de benefícios mútuos. É um tipo de comunicação que pretende resultados “ganhar-ganhar”, evitando os conflitos e o desgaste nas relações (sem deixar ser “pisado”).

Ora isto é muito difícil, pois não fomos motivados para desenvolver a capacidade de exprimirmos pensamentos e sentimentos.
Os pais ensinam os filhos a serem limpos, bem educados e a comer corretamente.
Os professores estão preocupados com a aquisição de saberes.
A sociedade apela para um tipo de relações humanas mistificadas, baseadas na dicotomia autoridade/obediência, um ajustamento ao pensamento dos outros.

Conseguir ser assertivo é a base de relacionamentos honestos e saudáveis. Desenvolve a capacidade de se relacionar com o mundo e com os outros, privilegia a responsabilidade individual, sendo verdadeiro consigo e com os outros.

Mas antes de sermos assertivos precisamos de ser empáticos, que é a faculdade de se colocar no lugar do outro, procurar compreender o que ele vive e o que sente, sem ser dominado pela tendência natural de avaliar as suas ideias, em função dos nossos sentimentos ou valores. Esta atitude implica uma boa capacidade de escuta ativa.

“Escutar envolve muito mais do que ouvir uma mensagem. Ouvir é simplesmente a componente física do escutar. Escutar é o processo de descodificar e interpretar ativamente as mensagens verbais. Escutar requer atenção cognitiva e processamento de informação: ouvir não requer tal”.
Kritner& Kinicki (1998)

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