Contar a minha história de vida através de um livro que eu li

Voz às Escolas

autor

Luís Monteiro

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Queria partilhar um tempo vivido na Escola Secundária de Vila Verde (ESVV) que dura 15 minutos. Parece tão pouco mas tem tudo de belo! De uma ideia, passa-se ao espanto de ver alunos, funcionários, professores, convidados falarem de como um livro marcou a sua vida e nos é apresentado como uma experiência de vida. Nesse sentido pedi a colaboração da professora Bibliotecária da ESVV para aqui, nesta crónica, dar a conhecer aos leitores do C.M. esta atividade.

“Um livro, um espólio de afetos… surgiu como uma das atividades a desenvolver ao longo do Mês Internacional da Biblioteca (MIBE), sendo que o objetivo principal era o de criar momentos de partilha entre a comunidade educativa, aproveitando os intervalos grandes da manhã, sobre as múltiplas “estórias” e memórias associadas a livros que deixaram marcas.
A equipa dinamizadora é a da Biblioteca Escolar (BE) com o seu fundo documental ou o dos próprios docentes, alunos, assistentes operacionais e administrativos, pais/EE e convidados.
Inicialmente, esta atividade estava prevista para o mês de outubro, no âmbito do MIBE. No entanto, a adesão inesperada faz com que se esteja a prolongar ao longo do ano letivo.
Neste momento, e tendo como pano de fundo a comemoração dos 30 anos da Escola, a equipa dinamizadora das comemorações articulada com a equipa BE propõe-se editar uma antologia com todas as “estórias” relatadas nestes encontros.”

Coube à nossa colega Mª José, ir ao encontro de alguns testemunhos sem deixar de dizer que “de semana em semana, fomos contando com várias-preciosas-singelas-estórias, que nos foram falando desse atrevido-perigoso-e-muito suspeito envolvimento com LIVROS!!!
Afinal, temos, ao longo do ano, muito mais que 1001 intervalos para ocupar e conseguir sobreviver!”

Alguns testemunhos:
“Pensei que não resultasse: o intervalo grande afinal é tão pequeno, há mil e um recados pendentes, uma ata para assinar, uma conversa interrompida às 8:25h. ...
Mas, afinal, as histórias dos livros, ou das pessoas com os livros, encantaram. Os professores sentam-se, perguntam ' quem é hoje?' e definitivamente preparem-se para ouvir.
E nós maravilhados com romances neorrealistas rasgados, com romances subversivos que viram o mundo do avesso, com dicionários de francês, com noites mal dormidas pelo medo, com convalescenças ao sabor de conselhos domésticos, com luzes que se acendem ao ritmo do ressonar dos pais, com borboletas que se invadem à sétima onda.
A biblioteca está de parabéns e a Maria José em especial, porque convence toda a gente a contar uma história, faz-nos crer que a nossa história é para se contar: por nós ou pela Ana Cristina que generosamente empresta a voz aos mais tímidos.”
Ana Paula Matos

Quanto à Joana Soares e ao seu testemunho, tocou-me de facto. Tocou-me por ser a Joana, a aluna que aprendi a conhecer, e pela coragem que mostrou ao “despir-se” para nós! Enquanto a Joana ia proferindo as suas palavras, eu ia sentindo os meus olhos ficarem húmidos… emocionei-me - não será já suficiente?”
Beatriz Barbosa

“Esta atividade, a que no início não dei a devida importância, é qualquer coisa de extraordinário. Agradeço-te do coração por teres tido a sagacidade que nos tem proporcionado todos estes momentos deliciosos. Quanto à passada quinta, não cheguei a tempo de ouvir a aluna. O que é que posso dizer sobre o relato do escritor? Ao partilhar connosco um episódio íntimo e bem guardado da sua caixa de memórias pessoais conseguiu, naqueles escassos minutos entre dois toques de campainha, transportar-nos para um tempo suspenso de meninice, de descobertas e de inocências, e invadir-nos de uma maravilhosa sensação de bem-estar!
Isabel Costa

'Eu adorei. A “estória “ da Joana Soares emocionou-me até às lágrimas - conheço-a bem como também conheci sua avó. Ter ficado órfã de mãe em tenra idade deixou-me muito mais frágil e sinto a dor dos outros como se fosse a minha. É verdade que também me afeiçoei à miúda enquanto aluna e a quem acompanhei como professora e diretora de turma, no início do seu percurso secundário, aqui, na ESVV.
Relativamente ao escritor, Rui Sousa Basto, identifiquei-me com a sua história e gostei muito. Também eu vivi com muitas dificuldades e privada do muito que outros já tinham na altura.
Em suma, valeu ter-me levantado mais cedo, ter deixado o meu amor sozinho, ter ido de manhã, propositadamente, para a escola, ter feito as “landinhas”, enfim, tudo!...
Obrigada pelo teu, sempre certo, carinho.
Orlanda Gonçalves

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