O Turismo de Natureza, a Qualidade e a Formação

Ensino

autor

Luís Paulo Rodrigues

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Está na moda falar em Turismo, seja no discurso político, seja o comum dos mortais e, felizmente, por boas razões (leia-se também razões económicas, não fosse o Turismo um dos sectores económicos com maior crescimento no Mundo). Portugal tem vindo a colher sucessivos galardões enquanto destino turístico de excelência, o que a todos muito nos orgulha. Uma das muitas facetas do Turismo é a do Turismo de Natureza, que em Portugal tem vindo a ser sucessivamente (e bem) indicado como um dos produtos turísticos estratégicos do país, com a região Norte a ser uma das prioritárias para investimentos neste domínio.

Em 2015 esperava-se que o Turismo Natureza dirigido a Portugal motivasse 43,3 milhões de viagens, com o Plano Estratégico Nacional do Turismo (PENT) a indicar um crescimento anual de 7%. Segundo o Adventure Tourism Development Index (2012), o desporto de aventura cresceu 17% entre 2009 e 2010, com a componente aventura a perfazer 1/4 das experiências dos turistas. Em 2050 prevê-se que a componente aventura represente 50% das razões de escolha de viagens turísticas.

Os desportos de natureza e aventura assumem assim cada vez mais um papel de destaque na dinamização da indústria do turismo.
Para termos uma noção da qualidade do nosso território natural saliento que mais de 1/5 do nosso território é composto por áreas classificadas e protegidas com valores naturais ao nível paisagístico, da fauna e flora, etc. Ora, é com base nestes valores que as Empresas de Animação Turística (EAT) desenham e oferecem as suas atividades de Turismo de Natureza, dando a conhecer aos turistas nacionais ou internacionais o que de melhor Portugal possui.

Todos terão uma opinião unânime de que a oferta deste tipo de atividades por parte das EAT ou outros quaisquer agentes deverão ter um enquadramento técnico qualificado, até porque essas atividades turísticas têm geralmente por base Desportos de Natureza e Aventura (DNA) que possuem especiais complexidades técnicas, especificidades materiais e de desenvolvimento, etc. Assim, a formação dos técnicos que as enquadram deveria ser com certeza uma constante ou até mesmo uma obrigatoriedade! Desenganem-se pois nem é uma constante (matemática ou não), nem uma obrigatoriedade legal!

Sendo certo e consensual que a segurança em DNA passa pela formação e pela experiência é igualmente reconhecido por todos que, hoje mais do que nunca, a formação contínua e a atualização de conhecimentos constituem pilares fundamentais na qualidade do trabalho que se realiza, neste caso ao nível da condução de pessoas em atividades turísticas envolvendo DNA.

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